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Legislativas de março com vários candidatos de Alcobaça e Nazaré na campanha por um lugar de deputado

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A campanha para as próximas eleições à Assembleia da República, que resultam da dissolução do Governo liderado por António Costa, tem várias caras conhecidas dos alcobacenses e nazarenos. A alcobacense Liliana Sousa será a 6ª na lista dos candidatos da Aliança Democrática pelo Círculo eleitoral de Leiria. A candidata ao lugar de deputada refere que […]

A campanha para as próximas eleições à Assembleia da República, que resultam da dissolução do Governo liderado por António Costa, tem várias caras conhecidas dos alcobacenses e nazarenos.

A alcobacense Liliana Sousa será a 6ª na lista dos candidatos da Aliança Democrática pelo Círculo eleitoral de Leiria.

A candidata ao lugar de deputada refere que a “AD não é um projeto partidário. É um projeto de governo, que trouxe os melhores da sociedade civil para a causa pública,procurando recuperar a credibilidade da política, que oito anos de governo PS deixaram pela rua da amargura”.

“A AD apresenta um projeto político transformador, que vai do centro-esquerda ao centrodireita, rejeitando extremismos de qualquer tipo. É o único projeto clarificador, que diz que só governa se ganhar e que já definiu a sua política de alianças. Ao votar na AD, os portugueses sabem exatamente no que estão a votar, com a garantia de que não haverá surpresas no dia a seguir às eleições”.

Para Liliana Sousa, a AD “acredita que a educação, a ciência e a cultura são os motores do desenvolvimento humano, da inovação e da competitividade”, acrescentando, assim, que esta aliança defende uma “educação de qualidade para todos, que promova a igualdade de oportunidades, a exigência e a autonomia” e uma ciência de excelência,“que estimule a investigação, a transferência de conhecimento e a cooperação internacional”.

Do lado da área cultural, a Aliança defende a sua valorização para a promoção da história da Região, da língua e da criatividade.

O eixo mais relevante do programa eleitoral da AD são, contudo, as políticas sociais e a promoção do bem-estar das populações.

“Apresentamos medidas exequíveis para 15 áreas concretas: finanças e fiscalidade, segurança social, educação, saúde, imigração, natalidade, habitação, salário mínimo nacional, função pública, segurança, economia e crescimento económico, agricultura,ambiente, cultura e corrupção. Os nossos compromissos são sérios, são justos e são exequíveis. A nossa missão é juntar as famílias portuguesas: nós não vamos falhar aos filhos nem às famílias de Portugal”.

Também o Iniciativa Liberal leva um alcobacense nas suas listas. Miguel Silvestre é cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) pelo círculo eleitoral de Leiria.

Para o gestor, a Iniciativa Liberal é o partido que apresenta as propostas mais

transformadoras para Portugal.

“Temos que mudar o país, antes que sejamos obrigados a mudar de país. Não é aceitável que um terço dos jovens portugueses tenham de viver no estrangeiro. Há um caminho alternativo que não nos obriga a pagar tantos impostos e termos os serviços públicos em tantas dificuldades.”

Entre as razões para os eleitores votarem no IL, no próximo dia 10 de março, Miguel Silvestre fala das propostas do seu partido para contribuírem para a criação de riqueza e fixação de jovens: “o aumento dos rendimentos dos jovens e das famílias através da redução do IRS; na saúde o Estado deve garantir o acesso, e para isso deve usar toda a oferta existente, sendo que o médico ser privado ou do setor público não é relevante. O que é preciso é resolver o problema”, no acesso à educação defende o Cheque-creche para que os pais possam escolher a creche para os filhos [privada ou pública], na habitação defende a redução dos impostos na construção e aumentar a construção porque habitação é um bem essencial”.

“Está na hora de votar pelos seus filhos e netos. Votar IL é votar nas políticas que lhes devolvem o futuro. Não vote nos mesmos e espere resultados diferentes”, diz o cabeça de lista por Leiria.

Outra cara conhecida dos alcobacenses, que se lança na campanha por um lugar de deputado, é José Marques Serralheiro.

A coligação entre o Partido da Terra e o Aliança, que se apresentará aos eleitores com o nome de Alternativa 21, escolheu o beneditense José Marques Serralheiro, para ser o cabeça de lista pelo Círculo de Leiria.

O administrador hospitalar, agora aposentado, aceitou o convite devido “ao estado a que chegou a resposta de todos os serviços de saúde no distrito”, que considera ser “alarmante e preocupante e necessita ser defendido por todos.”

José Serralheiro sempre se assumiu como uma voz discordante da forma como estáorganizada e implementada a estrutura hospitalar no distrito, reclamando, com frequência, a necessidade urgente da edificação do Hospital Oeste Norte + SAP, Centro Integrado de Cuidados de Saúde nas Caldas da Rainha, defende a instalação de SAP (Serviços de Atendimento Permanente, das 8 às 24 horas) acoplados, no “Campus Hospitalar” nos hospitais com mais de 250 camas para atender e resolver episódios de doença urgente,médicos de família para todos a através de parcerias e protocolos com os setores privado e social, e instalações e meios complementares de diagnóstico e terapêutica básicos e profissionais técnicos, a tempo completo ou part-time, de forma a permitir, potenciar e garantir a qualidade, a segurança e fiabilidade do diagnóstico dos doentes nas Unidades de Saúde Familiares.

Antigo administrador no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, Hospital de Peniche,Hospital de Alcobaça, Hospital de Santa Maria, Hospital de Torres Novas, Centro Hospitalar do Médio Tejo, Hospital de Leiria e Gestor da Unidade de Abrantes, mentor do Hospital Oeste Norte, José Serralheiro apresenta outros eixos de atuação, caso seja eleito, como: o ambiente, defendendo a despoluição do mar, lagoas, rios e ribeiras, a qualidade do ar, a prevenção de incêndios nas florestas, boas práticas de poupança de água, uma avaliação ambiental estratégica mensal e a criação da figura do Provedor do Ambiente e Vida no Planeta Terra.

O direito à habitação é outra das suas bandeiras, defendendo a realização de contratos de arrendamento tendo como fiadores as autarquias, com pagamento de uma taxa de 5% pelos senhorios e isenção de IMI, durante a vigência do contrato, uma mobilidade sustentável, com uma rede de transportes alimentados através de energia verde, em detrimento dos combustíveis fósseis, e promover uma rede de transportes a baixo custo ou gratuito, reduzindo ao mínimo o uso automóvel.

No eixo do desenvolvimento económico sustentável, é defensor da economia circular e emprego, pelo que quer fazer do distrito de Leiria “o Centro Tecnológico da Região Centro, atraindo nómadas digitais e outros profissionais, potenciar o território como alavanca de atração turística e isentar do pagamento de IRC pequenas empresas até dez trabalhadores nos primeiros três anos de exercício”.

José Serralheiro elege ainda a cidadania, transparência e o combate à corrupção como mais uma das suas bandeiras, afirmando que pretende potenciar a Policia Judiciária com recursos humanos e tecnológicos, apoiar associações cívicas, que desenvolvam a consciência social e a cidadania ativa, e criar a figura do Provedor do Cidadão, da Atitude Cívica e Transparência.

O Partido Socialista também apresenta nomes conhecidos do eleitorado dos dois concelhos. O carismático socialista Walter Chicharro trocou o lugar da presidência da Câmara, onde cumpria o terceiro mandato [de três maiorias obtidas nas eleições autárquicas] pela campanha por um lugar de deputado no Parlamento de Lisboa, sendo o terceiro da lista distrital do PS às legislativas de março.

“No ano em que celebramos o cinquentenário do 25 de Abril, é com orgulho e humildade que nos dirigimos ao povo português para partilhar de forma clara e firme a visão que temos para Portugal, os objetivos que perseguiremos e as medidas que implementaremos”, diz Walter Chicharro, adiantando que aceitou integrar a lista de candidatos pelo PS pelo “desejo de renovação e um espírito progressista”, adiantando que o partido assume cinco missões para um novo mandato, “correspondendo aos desígnios que aspiramos e alcançaremos”.

“Almejamos uma economia inovadora, verde e socialmente justa, assente no equilíbrio entre a redução da dívida e do défice orçamental e o progresso económico. Desejamos que a economia portuguesa seja mais produtiva, gerando mais valor acrescentado para incrementar os salários e os rendimentos das pessoas”.

Para isto, os candidatos apostam num Estado “transformador” que invista em

infraestruturas, energias renováveis, transição digital e, acima de tudo, no

desenvolvimento da ciência e tecnologia, apoiado pelo nosso sistema de ensino superior.

“Um Estado que trace uma estratégia de inovação para as empresas, permitindo reindustrializar a nossa economia. Um Estado capaz de promover o crescimento económico, mantendo o controlo da despesa pública e a trajetória de redução do défice orçamental e da dívida pública. Apenas uma economia mais sofisticada poderá proporcionar melhores salários e condições de trabalho mais dignas, tanto para os trabalhadores do setor privado como do setor público”, diz Walter Chicharro.

Também o estado social entra nas prioridades de atuação do PS que defende a sua modernização e inclusividade, “que concretize os direitos sociais e combata a pobreza, um Serviço Nacional de Saúde resiliente, que deve ser reformado e continuamente melhorado, não desinvestido e privatizado, uma escola pública de qualidade – a mesma que em 50 anos de Democracia formou a geração mais qualificada de sempre -, e uma habitação digna para todos”.

Os direitos sociais, incluindo a cultura e o desporto, são outra das medidas defendidas pelo PS caso volte a ser Governo.

Estes “devem ser garantidos pelo Estado, em colaboração com a sociedade civil, o sector social e os privados. Para isso, precisamos de uma segurança social pública sustentável que assegure o cumprimento do contrato social em que assenta a nossa vida coletiva. E necessitamos que os trabalhadores, incluindo aqueles que diariamente permitem que os serviços públicos funcionem, se sintam valorizados e motivados; que os jovens tenham

esperança no futuro; que os idosos sejam cuidados e respeitados; que os cidadãos mais vulneráveis sejam protegidos”.

A descarbornização é outra das medidas defendidas para tornar o país “coeso,

sustentável e amigo do ambiente”, e para isso o PS promete desenvolver políticas de ordenamento do território e de valorização do interior que, “além de dinamizar a economia numa lógica de proximidade e de aproveitamento dos recursos naturais, contribuirá para a equidade e justiça social entre todos os que residem, trabalham, estudam ou permanecem no nosso país”.

“Regionalizar, descentralizar, promover uma transição climática justa, proteger o património natural, investir nos nossos recursos, fomentar uma agricultura moderna que seja um setor de futuro e desenvolver todo o potencial económico do mar, que nos diz tanto, é o nosso plano de ação para Portugal inteiro”.

Com as projeções a darem sinais do crescimento dos partidos de direita, o PS insiste no discurso de apelo à proteção da Democracia e do Estado de Direito democrático.

“Os extremismos combatem-se com mais liberdade, mais igualdade, mais responsabilidade, mais participação e mais transparência. No plano dos direitos

fundamentais, a concretização real, justa e transversal da igualdade e da não

discriminação é um imperativo ético e político. Defendemos uma democracia em que todas e todos têm direito a uma cidadania plena, civil e material e à defesa da sua dignidade sem transigências. Vamos combater a discriminação, a intimidação, o retrocesso social e a corrupção, com instituições fortes e respeitadas, com uma Justiça eficiente, transparente e acessível e com forças de segurança valorizadas que atuam como agentes do Estado de Direito”.

O posicionamento do país na Europa Comunitária é outro dos desígnios do Partido Socialista que defende o reforço do papel de Portugal na Europa e no Mundo, “adotando uma atitude solidária, exigente e propositiva na União Europeia e uma política externa humanista e construtiva. Assumimos estas missões perante os portugueses com a garantia de que as executaremos com experiência, dinamismo e competência, mas também com humildade, e pedimos a vossa confiança para executar este plano de acção para Portugal Inteiro”.

A CDU é outra força partidária concorrente às eleições com nomes conhecidos dos eleitores dos dois concelhos.

João Delgado, pescador, formador e vereador da oposição na câmara da Nazaré encabeça a lista dos candidatos pelo circulo eleitoral de Leiria.

É a primeira vez que um nazareno chega à liderança de uma lista de candidatos à Assembleia da República.

Com tem 46 anos, João Paulo Delgado é, ainda, presidente do Conselho de

Administração da Cooperativa Mútua dos Pescadores, membro da direção da

CONFECOOP e presidente das assembleias-gerais da Associação de Desenvolvimento de Peniche e da Biblioteca da Nazaré – Coletividade Popular, foi dirigente de diversas associações no concelho na Nazaré, sendo, atualmente, membro da Direção da Organização Regional de Leiria do PCP.

E comunicado, a CDU refere o candidato como tendo “um vasto conhecimento da realidade dos trabalhadores e das populações do distrito, permanentemente empenhado na melhoria das suas condições de vida e de trabalho e na ação pelo desenvolvimento estrutural do distrito, João Paulo Delgado expressa bem o projeto de palavra, dignidade e confiança que a CDU apresenta”.

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