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Visabeira quer iniciar em breve construção do Hotel de luxo no Mosteiro

Paulo Alexandre

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Câmara vai pagar indemnizações para facilitar instalação de unidade hoteleira. DGPC ordena que sejam tapados achados arqueológicos

O projeto do Hotel de luxo no Mosteiro de Alcobaça aguarda o parecer da DGPC para dar início à obra.

A Câmara Municipal de Alcobaça organizou, no passado dia 7 de julho, uma reunião para dar a conhecer os trabalhos de arqueologia já realizados no Claustro do Rachadouro, do Mosteiro de Alcobaça, onde irá nascer o hotel, e apresentar o projeto final do hotel e das acessibilidades.

“O projeto final do hotel foi apresentado nesta reunião, em que os participantes tiveram, ainda, a oportunidade de ver os progressos feitos no local, após os trabalhos da equipa de arqueologia. Achei que deveríamos reunir e fazer um ponto de situação. Todo o espaço está limpo e preparado para iniciar as obras. A visão futura daquele espaço foi apresentada pelo arquiteto Souto Moura, autor do projeto e arquitetura do futuro Hotel de luxo” explica Paulo Inácio, Presidente da Câmara de Alcobaça.

O autarca refere que a empresa do hotel anunciou que “tenciona arrancar em breve com as obras”.

O vereador da CDU esteve presente na reunião, e salienta o seu agrado pelo anúncio do acesso ao Hotel se fazer pela rotunda das freiras, mas discorda do pagamento de expropriações de propriedades por parte da Câmara.

“Nós sempre estivemos a favor do investimento público no Mosteiro. Só aceitámos o Hotel no Rachadouro, com concessão privada à Visabeira, na condição do Estado assumir as suas responsabilidades, no Claustro do Cardeal, do Jardim do Obelisco e fontanários, rede hidráulica na envolvente e dentro do Mosteiro, no antigo pomar, na envolvente à Capela do Desterro e Celeiro. Se o Estado não soube negociar a concessão para Hotel no Rachadouro, não pode ser Alcobaça a perder”.

A CDU não aceita que o município assuma “investimentos de milhões sem contrapartidas, claras”.

Do lado do PS, José Canha, defende a instalação do hotel e a fruição do espaço, se se confirmar a participação financeira do Município.

“O investimento público tem que ter fruição pública. Não pode ser o público a pagar para privados”.

Do lado do CDS, Carlo Bonifácio manifesta a sua perplexidade sobre as novidades saídas da reunião, em que participaram o executivo municipal, Visabeira, DGPC e Arq. Souto Moura para se conhecer o projeto do Hotel do Mosteiro.

“Foi apresentada uma solução de entrada de dois sentidos de veículos incluído autocarros pela Rua D. Pedro V para Rua Silvério Raposo Magalhães vindos da Rotunda das “Freiras”. Assumindo o Município todos os encargos de aquisição de imóveis e remodelação (implicado alterações de quotas significativas, substituição de piso, corte de parte da escadaria), apesar de ter reservas a esta solução, perguntei pelas contrapartidas para a cidade por este avultado investimento do Município para facilitar o acesso ao Hotel do Mosteiro”.

Sobre a pretensão do Município garantir o acesso livre ao jardim do obelisco depois de reabilitado, a DGPC esclareceu que a “fruição não será livre e terá que ser paga, sendo livre apenas aos utilizadores do Hotel”.

Da reunião, saiu ainda a confirmação que “os achados arqueológicos do Mosteiro, (fornos de fundição dos sinos) na sequência das obras para o Hotel vão ser tapados por ordem da DGPC, alegadamente contra a vontade da Visabeira que via nos achados um fator de atratividade para o Hotel”.

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