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“A Bordalo Pinheiro está melhore está no bom caminho”

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Carlos BarrosoAs Faianças Rafael Bordalo Pinheiro estão a produzir cerca de seis mil peças por dia. Numa altura de crise económica a unidade que há cerca de dois anos estava quase a fechar portas, actualmente é um exemplo na forma de ultrapassar a crise, apostando na qualidade e estando na linha da frente dos novos […]
“A Bordalo Pinheiro está melhor<br>e está no bom caminho”

Carlos BarrosoAs Faianças Rafael Bordalo Pinheiro estão a produzir cerca de seis mil peças por dia. Numa altura de crise económica a unidade que há cerca de dois anos estava quase a fechar portas, actualmente é um exemplo na forma de ultrapassar a crise, apostando na qualidade e estando na linha da frente dos novos desafios da economia global.“A Bordalo Pinheiro está melhor e está no bom caminho. Houve algum aumento das encomendas, apesar de não ser o desejado, mas estamos no bom caminho”, disse Vítor Gonçalves, responsável pela unidade, que foi adquirida pelo Grupo Visabeira.O administrador cauteloso nas palavras confessou que o ano não está totalmente preenchido com encomendas, mas a procura externa tem vindo a potenciar a empresa, que agora aposta em novas linhas.

“Estamos a manter o barco em cima da linha de água. Temos um grande aumento das exportações, sobretudo na Alemanha e Estados Unidos. No mercado nacional vendemos cerca de 30 a 40 por cento do produto. O restante é mercado externo”, disse.Segundo Vítor Gonçalves no mercado nacional, “houve uma grande campanha publicitária e as pessoas procuram um pouco de tudo. Estamos neste momento a desenvolver novos produtos porque a Bordalo Pinheiro não criava”.Porém o mercado externo é o que potencia a fabrica com Alemanha e Estados Unidos na linha da frente, apesar de ter clientes encomendas em França, Itália, Espanha, Austrália e Rússia.Esta procura é furto numa aposta na qualidade e da gestão dos recursos disponíveis no Grupo Visabeira.“Um dos problemas que a Bordalo Pinheiro tinha era a falta de qualidade. Com a participação de outras empresas do Grupo Visabeira, tipo Vista Alegre trocamos impressões e tentamos colmatar as falhas. Neste momento melhoramos imenso”.“Pelas novidades, pelo tempo de resposta, pela qualidade, pela organização e por ser melhor o produto Bordalo Pinheiro é melhor vendido. As peças Bordalo Pinheiro são agora mais fáceis de vender, porque estão a começar a ficar na moda outra vez”, disse.Com 163 trabalhadores os responsáveis da Bordalo Pinheiro não pretendem contratar para já mais mão de obra. Porém estão à procura de mais encomendas e novos mercados para potenciar ainda mais a unidade.Uma das principais apostas é a Feira de Frankfurt que decorre este mês na Alemanha e onde se espera traga mais trabalho para a fabrica das Caldas, com apresentação de novas linhas.“Vamos apresentar na feira em Frankfurt, com stand próprio, e onde vamos apresentar seis novidades. São linhas de loiça completamente novas. Há muitos anos que a Bordalo Pinheiro não fazia isso. São peças esteticamente novas e vamos mantendo a produção Bordalo Pinheiro. É um produto novo e apelativo. A linha chama-se náutica e são linhas completamente diferentes, modernas e de boa qualidade”, disse.“Não vamos levar peças gigantes, mas antes alguns vasos e peças pequenas, andorinhas, sapos, mas o essencial levamos linhas contemporâneas”.“Vamos tentar mudar a mentalidade, porque todos relacionam o Bordalo Pinheiro às couves. Vamos mudar a mentalidades e mostrar linhas novas, porque Bordalo Pinheiro inovava. O que se pensa é que parou e nós vamos mudar isso inovando, numa linha bordaliana”, disse.O mercado alemão a compra de linhas utilitárias, muito simples e de boa qualidade são as que mais são procuradas, já nos Estados Unidos é adquirido um pouco de tudo desde peças decorativas e utilitárias.Além destas peças, foi anunciado que estão-se a recuperar alguns desenhos de Bordalo Pinheiro. “É uma loiça que está a ser estudada. É uma loiça que Bordalo Pinheiro criou e nunca foi comercializada. Temos desenhos e decalques que descobrimos numas gavetas escondidas. A partir daqui vamos começar num grande trabalho de pesquisa”, disse.

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