Q

Previsão do tempo

17° C
  • Wednesday 25° C
  • Thursday 28° C
  • Friday 30° C
17° C
  • Wednesday 29° C
  • Thursday 34° C
  • Friday 37° C
18° C
  • Wednesday 31° C
  • Thursday 34° C
  • Friday 37° C

Arquitectura distinguida pelo Município de Alcobaça

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Os vencedores pela reabilitação do Hotel Palace do Capitão Prémio Eugénio dos Santos David Mariano Foi uma cerimónia atravessada por várias épocas, mas é o futuro da arquitectura alcobacense que passa agora por aqui: o Prémio Eugénio dos Santos conheceu os seus primeiros vencedores no último dia 14 de Agosto durante as comemorações da Batalha […]
Arquitectura distinguida pelo Município de Alcobaça

Os vencedores pela reabilitação do Hotel Palace do Capitão

Prémio Eugénio dos Santos David Mariano Foi uma cerimónia atravessada por várias épocas, mas é o futuro da arquitectura alcobacense que passa agora por aqui: o Prémio Eugénio dos Santos conheceu os seus primeiros vencedores no último dia 14 de Agosto durante as comemorações da Batalha de Aljubarrota, bem no centro daquela vila e bem no centro da Feira Medieval que ali decorria (e eram muitos os visitantes da Idade Média a seguir com atenção a sessão de entrega). Instituído pelo município de Alcobaça em 2005 e com carácter bianual, quase só houve vencedores (e dos oito concorrentes inscritos apenas dois ficaram de mãos a abanar).

Dividido por duas categorias, Categoria A (edifícios novos) e Categoria B (edifícios recuperados), o Prémio Eugénio dos Santos não discriminou ninguém, atribuindo igual valor pecuniário: 5000 Euros entregues ao arquitecto (no primeiro caso) e ao proprietário (no segundo), além de uma placa oficial a afixar no edifício distinguido. Nesta primeira edição, os vencedores na primeira categoria foram os projectistas Miguel Rocha & Associados, o construtor Manuel Mateus Frazão e o dono da obra Framape Lda., que apresentaram a concurso um Edifício Multifamiliar situado na Avenida dos Combatentes na cidade de Alcobaça. Já na segunda categoria, onde competiam somente dois candidatos, o prémio foi na condição de ex-aequo para Francisco Pólvora, Bernardo Pereira e José Pólvora, HCI Construções SA e Câmara Municipal de Alcobaça, pela reconstrução dos Cine-Teatro de Alcobaça, e para Sousa Lopes e Fortunato e Imóveis & ConstruçõesLda., pela reabilitação do Hotel Palace do Capitão em S. Martinho do Porto. Por último, ficaram guardadas mais três Menções Honrosas: Humberto Gonçalves, Rui Jorge Fernando Xavier e Pedro Manuel dos Santos Roldão, todos eles arquitectos. Nota ainda para o júri, composto por Gonçalves Sapinho (Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça), Carlos Bonifácio (Vice-Presidente da C.M.A.), Paulo Inácio (Presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça), Carlos Ferro (Director de Departamento de Gestão e Planeamento Urbanístico da C.M.A.), Pedro Pacheco (Representante da Ordem dos Arquitectos), Vítor Vicente (Chefe de Divisão das Obras Particulares) e Pedro Tavares (Arqutecto). Criado com o objectivo de “premiar proprietários, promotores e arquitectos que assumam a genuína preocupação em desenvolver a qualidade de construção de raiz, bem comoa recuperação de edifícios”, o Prémio Eugénio dos Santos expressou assim o desejo da autarquia num urbanismo “mais atento e preocupado com as necessidades do concelho”, declarações de Carlos Bonifácio que presidiu à cerimónia. O autarca não tem dúvidas em salientar que esta foi “uma experiência positiva, com todas as condições para prosseguir em frente e a prometer edições de sucesso no futuro.” Por outras palavras, daqui a dois anos há mais. E quem foi Eugénio dos Santos? Não poderia ter havido lição de História mais esclarecedora e apaixonada: Luís Rosa, historiador e escritor natural de Aljubarrota, traçou o percurso e a obra do conterrâneo arquitecto Eugénio dos Santos (1711-1760) logo após a entrega do Prémio criado em seu nome. Para Luís Rosa, dizer que esta figura deixou marca na história da arquitectura nacional não chega, ele foi, e são palavras suas, “um dos expoentes máximos da arquitectura mundial”. Ao mundo pertence, portanto, a Lisboa que desenhou e recuperou após o terramoto de 1755, sob alçada e a convite do Marquês de Pombal, e em particular a Baixa Pombalina (a Praça do Comércio, o Arco da Rua Augusta e a Estátua de D. José, por exemplo, saíramda sua pena), embora não apenas: o Palácio da Relação no Porto também teve a sua assinatura. “Era uma dívida que nós tínhamos em relação a esta figura”, sublinhou Luís Rosa perante o busto descerrado de Eugénio dos Santos, erguido num jardim público em frente ao largo da Igreja de Prazeres em Aljubarrota, vila onde nasceu e onde agora é possível ser vista a estátua em sua homenagem criada por António Vidigal. É certo que nunca saberemos o que pensaria hoje o notável projectista do quadro arquitectónico da sua Aljubarrota actual, mas ficámos a saber o recado que o Presidente da Junta de Freguesia de Prazeres deixou aos representantes da Câmara Municipal de Alcobaça: “Aljubarrota precisa urgentemente dos seus espaços requalificados.”

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

As vantagens de apostar num projeto de cozinha com ilha

Este tipo de cozinhas modernas com ilha, são cada vez mais comuns em Portugal por oferecerem uma estética interessante e serem muito mais práticas do que as cozinhas com uma disposição mais tradicional.

artigo