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Empresas turísticas no Oeste pessimistas face à pandemia

Francisco Gomes

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“O turismo é o setor mais afetado e o mais pessimista face à realidade pandémica”, revela a Associação Empresarial da Região Oeste (AIRO), no âmbito de um questionário realizado a 79 empresas turísticas da região, ligadas à animação turística, eventos, restauração e bebidas e alojamento hoteleiro.

No alojamento turístico registaram-se até este mês “graves quebras de ocupação face a 2019”. 41% dos inquiridos disse ter uma diminuição superior a 70% da sua taxa de ocupação, 32% afirmou que esta diminuição rondou os 40% a 70%, enquanto que 20% dos inquiridos registou uma diminuição até aos 40%. Apenas 5% deste tipo de empresas manteve a taxa de ocupação e 2% aumentou a mesma até à ordem dos 40% de aumento.

A maioria dos inquiridos, nomeadamente 83%, consideraram existir um “impacto elevado” da pandemia nas suas atividades, sendo que 16% sustentaram haver um “impacto moderado” e apenas 1% um “impacto baixo”.

Em relação ao volume de negócios face ao ano de 2019, a maioria das empresas registou uma diminuição superior a 70%, nomeadamente 47% dos inquiridos. 30% das empresas teve uma diminuição entre os 40% e os 70%, enquanto 21% assumiu uma diminuição de até 40% dos seus volumes de negócio. Apenas 2% relatou ter aumentado este indicador até aos 40%.

A nível de clientes internacionais, estes diminuíram na quase totalidade das empresas inquiridas, exceto em 1% das mesmas. Apesar da diminuição de turistas, algumas empresas aumentaram o seu número normal de clientes nacionais (devido à insegurança quanto às viagens ao exterior e à campanha “Faça férias cá dentro”). Os clientes nacionais diminuíram, tal como os internacionais, em 56% das empresas, mas 30% dos inquiridos indicou um aumento do número de turistas nacionais enquanto 14% das empresas afirmaram que o número deste tipo de cliente se manteve estável desde o ano anterior.

Quanto a novos investimentos previstos para realizar durante este ano, 69% das empresas afirmaram existir investimentos planeados que tiveram de ser cancelados ou adiados.

Perante as incertezas atuais, quando questionadas acerca da possibilidade de diminuir o número de colaboradores nos próximos meses, 44% das empresas afirmaram que não tencionam realizar despedimentos. Por outro lado, 19% das empresas declarou que a diminuição de recursos humanos é uma possibilidade. 37% das empresas inquiridas dizem não saber ainda.

Quando questionadas se a atividade que desenvolve permite à empresa ser sustentável financeiramente, a maioria respondeu que não, nomeadamente 69%. Apenas 31% das empresas possuem atualmente estabilidade financeira.

Em relação a datas comemorativas (feriados, natal, fim de ano e outras), que costumam ser momentos de maior atividade, este ano e devido à duração já prolongada da pandemia, 83% dos inquiridos não consideraram que estas datas especiais possam ser uma oportunidade de aumento da faturação.

Quando questionadas acerca do atual risco de encerramento da sua atividade turística, 46% das empresas consideraram o risco como “moderado”. 23% da totalidade admitiu um risco “elevado”, enquanto 23% assumiu o risco como “baixo”. Apenas 8% das empresas registaram o risco de encerramento como “nulo”.

Segundo a AIRO, “a continuidade da situação pandémica durante o ano de 2021 poderá provocar falências em massa em dois terços do tecido empresarial do setor do turismo”.

Neste sentido a AIRO considera fundamental “apoios a fundo perdido a 100% ou próximo da cobertura da totalidade dos custos, por forma a proteger os postos de trabalho e investimentos”.

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