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Cortes de financiamento no ensino artístico preocupa escolas do distrito

Paulo Alexandre

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As escolas de ensino artístico da Região de Leiria viram o financiamento e respetivas vagas cortadas em mais de metade, conforme lista divulgada pela DGESTE

O Ensino Articulado, que combina diversas vertentes do ensino artístico, como a dança e a música, com o ensino regular ao nível do ensino básico e secundário, é desenvolvido por 124 estabelecimentos de ensino de diferentes naturezas, públicos e privados, umas de cariz associativo e sem fins lucrativos, outras de cariz empresarial.

O Bloco de Esquerda reuniu com dirigentes das escolas do distrito e, no final, deixou as suas questões no Parlamento.

De acordo com o BE, “o ensino artístico tem sido subvalorizado ao nível do ensino regular, pelo que entende o Bloco de Esquerda que a Escola Pública devia assegurar currículos capazes de responder a estas necessidades em todo o país, garantindo igualdade de oportunidade a todos os alunos independentemente do concelho de residência de cada um. Esse não tem sido o entendimento dos sucessivos Governos e o ensino articulado foi a solução encontrada para colmatar estas necessidades embora de forma insuficiente”.

Os bloquistas recordam que o ensino articulado é a única solução para os alunos do ensino regular que pretendam entrar no ensino artístico, “pelo que não se compreende o corte do número de vagas que resulta do concurso de financiamento que foi lançado no passado mês de agosto cujos resultados finais se conheceram no passado dia 2 de setembro”.

Cerca de 60 escolas viram o seu financiamento cortado, com redução do número de vagas que “não foi acompanhada da criação de qualquer alternativa para os alunos que pretendem entrar no ensino artístico”.

“A Comunidade Intermunicipal de Leiria foi a mais prejudicada em todo o país, tendo havido escolas com muitos anos de atividade regular que sofreram cortes muito acentuados”, refere o BE, que reuniu no passado dia 3 de setembro com representantes das escolas do distrito de Leiria, apanhados de surpresa com esta situação, “pois não foram minimamente envolvidos no processo e esperam do Governo uma retificação da situação”.

As escolas terão seguido os procedimentos habituais, com comunicação das perspetivas de inscrição em março, tendo sido notificados de cortes de cerca de 80% das vagas apenas em meados de Agosto, momento em que os alunos já estavam matriculados, as turmas formadas e os meios humanos contratados.

“Este corte afeta também a Academia de Música de Alcobaça, instituição responsável pelo ensino articulado no concelho”.

A AMA sofreu cortes de financiamento de 60 por cento, o que irá prejudicar, caso não se registem alterações, o número de vagas para os alunos do 1º grau do ensino articulado.

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