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Fungo prova quebra de 20% na produção de pera rocha

Paulo Alexandre

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A produção de pera rocha vai ter uma quebra de 20% devido a um fungo, disse, no passado dia 15, em Mafra, a associação representativa do setor, durante uma visita secretário de Estado da tutela a um pomar e uma central fruteira.

“As expetativas apontavam para um aumento de produção relativamente ao ano anterior. Infelizmente, este fungo, já muito em cima da colheita, fez com que haja uma quebra de 20% em relação ao ano passado”, afirmou Aristides Sécio, presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP).

O dirigente alertou para as consequências económicas e sociais que este facto pode ter para o setor em geral, que emprega cinco mil pessoas todo o ano, um número que chega aos 15 mil na altura da colheita.

Depois de visitar um pomar e a central fruteira da organização de produtores Frutoeste, no concelho de Mafra, o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, anunciou à Lusa que a tutela vai criar “um grupo de acompanhamento, que junta o Instituto Nacional de Investigação Agrária, a Direção Geral de Veterinária e Alimentação, o Centro Operacional e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, a Direção Regional de Agricultura e a ANP” para que estas entidades trabalhem em conjunto para encontrarem “uma solução para debelar este problema”.

A campanha deste ano, de 2016/2017, cuja colheita termina dentro de duas semanas, não deverá ultrapassar as 100 mil toneladas, quando em 2015/2016 foi de 115 mil toneladas.

O setor da pera rocha pediu ainda a abertura de mais mercados para colmatar o problema do embargo russo aos produtos europeus.

Luís Vieira adiantou que foram já iniciados os processos técnicos necessários à abertura de mais doze mercados, entre os quais Perú, México, África do Sul, China, Índia e Indonésia aos produtos portugueses e a pera rocha será um dos primeiros a serem exportados.

A visita do secretário de Estado da Agricultura e Alimentação foi promovida pela Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, pela Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutos e Hortícolas e pela ANP.

A ANP, que representa o setor, possui cinco mil produtores associados, com uma área de produção de 11 mil hectares.

Mais de metade da produção é exportada, tendo como principais mercados o Brasil (29.000), o Reino Unido (11.00), França (9.000), Marrocos (8.300l) e Alemanha (4.300).

A pera rocha é produzida (99% ) nos concelhos entre Mafra e Leiria, numa área de cultivo de 11 mil hectares, sendo os concelhos de maior produção os do Cadaval e Bombarral.

A pera rocha do Oeste possui Denominação de Origem Protegida, um reconhecimento da qualidade do fruto português por parte da União Europeia.

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