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“Escola pouco segura”

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Escola C+S de São Martinho do Porto considerada “pouco segura”Inquérito revela insegurança na C+S de São Martinho do PortoOs alunos mais jovens queixam-se sobretudo de insegurança no interior e nas imediações da escolaAntónio Paulo Numa escala de 1 a 10, os valores de percepção de segurança dentro das instalações e nas imediações da Escola C+S […]

Escola C+S de São Martinho do Porto considerada “pouco segura”Inquérito revela insegurança na C+S de São Martinho do PortoOs alunos mais jovens queixam-se sobretudo de insegurança no interior e nas imediações da escolaAntónio Paulo Numa escala de 1 a 10, os valores de percepção de segurança dentro das instalações e nas imediações da Escola C+S de São Martinho do Porto situam-se, respectivamente, em 7,7 e 6,7 pontos. Os dados foram revelados nos últimos dias de Setembro, num estudo alargado a 204 escolas de todo o País e levado a cabo pela Associação de Defesa do Consumidor (DECO), junto de 37 mil alunos e cerca de nove mil professores, com o objectivo de proceder a uma avaliação de eventuais sinais de violência nas escolas. Medo, insegurança, receio em falar ou menor prazer em ir à escola e estudar, e também absentismo escolar, são sinais inquietantes que o estudo revela em matéria de segurança e criminalidade, no seio da comunidade escolar.

No estudo da DECO (www.deco.proteste.pt), a Escola C+S de São Martinho do Porto foi classificada com possuindo um nível de segurança global “algo preocupante” –no ranking surge em 130º lugar -, contribuindo para este diagnóstico intra-muros, as queixas relativas a assaltos (16 por cento), desaparecimento de bens (39 por cento), ofensas verbais (43 por cento), ameaças (9 por cento), ofensas físicas (12 por cento), racismo (1 por cento) e provocações e assédio sexual (3 por cento). Já nas imediações do estabelecimento de ensino, as queixas reportaram-se a assaltos (3 por cento), desaparecimento de bens (8 por cento), ofensas verbais (24 por cento), ameaças (7 por cento), ofensas físicas (7 por cento), racismo (1 por cento) e provocações e assédio sexual (2 por cento), sendo de salientar que quer dentro ou fora dos portões da escola não foram apresentadas denúncias de abusos sexuais. Finalmente, contrariando a tendência da maioria das escolas abrangidas pelo estudo, que apontam para uma maior permeabilidade aos problemas da segurança no exterior das instalações, no caso da C+S de São Martinho, essa fragilidade é evidenciada no seu interior, ainda que pela margem de um ponto. Daí, que em jeito de conclusão 48 por cento dos inquiridos tenham referido sentir que a escola está “sem capacidade de resposta face ao número de alunos que a frequentam”, deixando indicadores de que os problemas de insegurança terão directamente a ver com falta de capacidade de acolhimento do estabelecimento de ensino, actualmente sobrelotado em cerca de 200 alunos.Os dados revelados pelo estudo da DECO não apanharam de surpresa o Conselho Executivo da Escola C+S de São Martinho do Porto, com Fernanda Beirão a admitir que “esta é uma realidade preocupante de que já tínhamos conhecimento há algum tempo e que tem que ser analisada com atenção” acrescentando ainda que “a resolução deste problema passa pela formação cívica e pelo aumento do número de auxiliares da escola, actualmente insuficiente”.

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