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Investimento Chinês em Alfeizerão é de interesse público municipal

Paulo Alexandre

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A desafetação de um terreno da reserva agrícola nacional da Quinta das Silvas, em Alfeizerão, está encaminhado, depois da Câmara e assembleia municipal de Alcobaça terem aprovado o interesse público municipal daquela propriedade onde um grupo de investidores chineses quer construir um empreendimento de luxo.

Em causa estará um investimento de cerca de 35 milhões de euros e que prevê a construção de 57 moradias (cada uma poderá ser adquirida por meio milhão de euros), um hotel com lojas, piscinas, campos de ténis e uma escola privada de mandarim.

Câmara, Junta de Freguesia e população concordam com o projeto que, segundo os autarcas irá criar postos de trabalho, diretos e indiretos. Para que o negócio seja possível, é necessária a declaração do interesse público municipal do terreno, que está em reserva agrícola nacional e a autorização do governo.

“Tem havido várias reuniões com os investidores, desde o ano passado. Os investidores contrataram arquitetos locais para elaborar o projeto. E várias entidades locais foram consultadas acerca da pertinência deste investimento”, informou Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal.

Concedida a declaração de interesse público municipal, os promotores terão, ainda, que solicitar a autorização de construção junto do Ministério da Agricultura.

Paulo Inácio diz que se “trata de um projeto interessante, mas é preciso que se concretize”.

“Neste momento as expectativas são boas porque mantém-se o interesse dos investidores”, informou o autarca.

A aquisição das residências projetadas neste empreendimento de luxo será o meio para a obtenção do visto de residência no nosso país.

Do lado do PS, que aprovou a declaração de interesse público, “seria incorreto para qualquer autarca não criar as condições para gerar investimento no seu concelho”.

O vereador José Canha defende, contudo, a revisão urgente do PDM de Alcobaça, recordando que um privado não consegue a mesma declaração. “Isto é uma coisa com a qual não concordamos”. A revisão do PDM é, assim, uma urgência, para que “todos fiquem em pé de igualdade”.

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