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Ex-funcionária de Junta de Freguesia acusada de desviar dinheiro de pagamentos

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A arguida começou a trabalhar na Junta em 1999, em part-time, passando a horário completo em 2002. Encarregue, em 2007, de um programa de aproximação aos cidadãos, passou a deslocar-se às aldeias auxiliando os moradores a efectuar o pagamento de vários serviços, evitando que as pessoas se deslocassem à Junta.Também terá ficado com o dinheiro […]

A arguida começou a trabalhar na Junta em 1999, em part-time, passando a horário completo em 2002. Encarregue, em 2007, de um programa de aproximação aos cidadãos, passou a deslocar-se às aldeias auxiliando os moradores a efectuar o pagamento de vários serviços, evitando que as pessoas se deslocassem à Junta.Também terá ficado com o dinheiro que moradores lhe confiavam para pagar a água, luz, telefone, Internet, televisão por cabo, licenças de caça, de aves aquáticas e de canídeos e o cartão via verde para a cultura.Além do pagamento dos 5.646 euros em que se considera lesada, a autarquia avançou com um pedido de indemnização cível de três mil euros à ex-funcionária, com quem rescindiu o contrato em Fevereiro de 2008, alegando que os fregueses terão perdido a confiança no serviço de proximidade, que ainda se mantém em vigor, agora com uma nova funcionária.“Comprámos um portátil com Internet para ela fazer os movimentos e depósitos necessários para o programa funcionar e foi aberta conta bancária para este fim. Ela recebia o dinheiro das pessoas e no dia seguinte ia fazer os depósitos bancários”, indicou.Segundo o presidente da Junta, a funcionária chegou a alegar dificuldades no uso da Internet nas localidades, justificando assim a falta de alguns pagamentos de forma imediata, contudo, de acordo com o autarca, os pagamentos poderiam ser feitos quando estivesse na sede da Junta, o que não aconteceu.Luís Manuel, que foi motorista na Junta, disse que chegou a ir pagar facturas de luz à EDP das Caldas da Rainha, a pedido da funcionária, quando esta não tinha tempo. A testemunha de defesa traçou um perfil abonatório: “Nunca quis subir na vida, era uma pessoa humilde, sem ambição e nunca ostentava nem jóias nem roupa nova e andava num carro velho que era do pai”.No âmbito de uma acção judicial movida pela funcionária no Tribunal de Trabalho contra a Junta, chegaram a ser referidos alegados actos de assédio sexual do presidente da Junta, o que não foi levado em conta. A autarquia pagou no entanto à funcionária 5500 euros de indemnização pelo despedimento.

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