Jovens de hoje!

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Mafalda TavaresJuristaCada vez mais se ouve dizer, na nossa sociedade e nos tempos que correm, que “a juventude está perdida”, que “já não se respeitam valores”, “que antigamente nada era como agora”… Acredito e tenho consciência de que, realmente, antigamente nada ou muito pouco se assemelhava ao que se passa actualmente. Talvez não se dê […]

Mafalda TavaresJuristaCada vez mais se ouve dizer, na nossa sociedade e nos tempos que correm, que “a juventude está perdida”, que “já não se respeitam valores”, “que antigamente nada era como agora”… Acredito e tenho consciência de que, realmente, antigamente nada ou muito pouco se assemelhava ao que se passa actualmente. Talvez não se dê o devido valor à liberdade que tanto custou aos “nossos pais” a conquistar, mas será que por isso a juventude está “perdida”?

Não me imagino a viver numa sociedade diferente desta, a lutar por cada coisa mínima e vulgar à qual podemos ter acesso facilmente hoje em dia. É certo que a sociedade tem de ter regras e, sinceramente, acho que os jovens, na sua generalidade, cumprem essas regras. Contudo, ainda me choco e espanto com notícias em que pais tratam mal os filhos por terem uma opinião diferente! Pais que expulsam de casa filhos por não conseguirem lidar com determinados preconceitos!É preciso aproveitar os tempos que correm para progredir na vida e na sociedade, construindo bases para um futuro melhor mas, mais do que isso, é necessário também, os “mais velhos” adaptarem mentalidades, pensar que a sua luta no passado não bastou, é preciso adaptá-la, saber que agora e ao contrário deles, os jovens vivem com essa liberdade e, consequentemente, têm de viver de maneira diferente, não podendo ser castigados porque nada fizeram e que tudo o que existe já estava feito e só se aproveitam da mudança.É preciso pensar que os jovens têm também uma luta (e grande), que é a de viver com o que os “mais velhos” lhes “proporcionaram” e ao mesmo tempo saber viver com o choque ao nível de mentalidades que tal acarreta.Têm de se adaptar as mentalidades ao tempo em que se vive, saber ouvir e não, pensar que por ter sofrido e lutado para proporcionar aos futuros jovens e adultos uma melhor vida em sociedade estes terão de, eternamente, ouvir e ser reprimidos.Não! Ninguém sabe tudo e ninguém tem o direito de menosprezar outra pessoa só porque fez algo por ela. Esta deverá, sim, sentir-se agradecida, agarrar o exemplo e continuar a lutar por algo, aproveitar a “herança” que já foi conquistada até aqui. Mas também os antigos “conquistadores” não continuarão a ter uma tarefa? Um dever a cumprir? Pois não basta atingir um objectivo, é preciso saber que, uma vez atingido, temos que viver com isso para o bem e para o mal e o momento de viver o que se conquistou é agora e é novo para todos, sejam mais velhos ou mais novos! Até porque, a mesma sociedade que nos critica é também aquela que nos educa.Então, será que unindo esforços, considerando-nos todos iguais que sei que somos (embora muitas vezes nos façam duvidar), não será mais fácil desta forma abrandar o choque de mentalidades e evitar esta desarticulação que, cada vez mais se verifica numa sociedade que, por incrível que pareça, tende a tornar-se mais “pequena”: a chamada “Aldeia Global”. Por tudo isto tenho um apelo! Aos mais velhos, que oiçam os mais novos, que abram a mente e os tentem compreender sem preconceitos para que possam, assim, ajudá-los e daí colherem frutos! Aos mais novos, que se lembrem do respeito pois um dia também vão querer ser agradecidos!A sociedade está em constante evolução e já chegam as guerras que existem no mundo e que, para nós, os mais “pequeninos”, são impossíveis de travar. Então porque não travar as que estão ao nosso alcance, batendo-nos pelo fim da intolerância, pela abertura ao diálogo, evitando conflitos desnecessários com efeitos muitas vezes dramáticos.Não queremos voltar aos primórdios e não basta criticar; mais do que isso é preciso unirmos esforços e pensar que, jovens ou não, temos um dever para connosco próprios, o de viver felizes e de não fazer os outros infelizes.

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