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Alcobaça aprova orçamento de 41,3 milhões de euros para 2019

Paulo Alexandre

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A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou por maioria um orçamento de 41,3 milhões de euros para 2019, mais 1,4 milhões do que o orçamentado em 2018 no concelho onde se prevê que o maior investimento seja no setor social.

A Câmara de Alcobaça vai gerir, em 2019, 41.337.050 euros, orçamento que representa um aumento de 3,7% (1.481.515 euros) em relação aos 39,8 milhões de euros orçamentados em 2018.

No documento, aprovado na sexta-feira à noite na Assembleia Municipal, as receitas correntes ascendem a 30.421.098 euros e as de capital a 10.915.952 euros.

No capítulo da despesa a corrente totaliza 23.023.886 euros, mais 8,55% que em 2018. A de capital cifra-se em 18.313.164 euros, menos 1,7% que no ano anterior.

No orçamento a que a Lusa teve acesso, os impostos diretos representam a maior fatia das receitas, com 12,2 milhões (mais 5,6% que em 2018), seguidos das transferências correntes.

No lado da despesa a aquisição de bens e serviços (com 12,7 milhões) e os custos com pessoal (com 7,2 milhões) são as duas maiores rubricas, registando esta última uma subida de 2,45% relativamente ao orçamento anterior.

Nas Grandes Opções do Plano (GOP) as funções sociais arrecadam 49,6% da receita (16,7 milhões), seguindo-se as funções gerais, com 26,7% do orçamento (nove milhões).

O orçamento foi aprovado com os votos favoráveis do PSD (força maioritária no executivo), os votos contra da CDU e as abstenções do PS e do CDS.

Luís Crisóstomo, da CDU, considerou que o orçamento, apesar das “contas equilibradas”, teria “espaço para melhoria” e apontou divergências, nomeadamente em relação “à água cobrada [pela empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo] e que não é consumida”, para sustentar o voto contra.

Sem contestar “o rigor” do documento, Mário Gonçalves, do CDS, apontou ao documento falhas como “a ausência de uma nota introdutória que explique a sua orientação política e qual a estratégia para o concelho”, bem como a “calendarização da execução orçamental”.

Leonel Fadigas, do PS, sublinhou o “caráter de continuidade” na gestão que, criticou, “tem tido pouco impulso para o desenvolvimento económico, criação de emprego e fixação de jovens no concelho”.

Na mesma reunião foi ainda aprovado o orçamento dos Serviços Municipais (SMAS), no valor de 9,6 milhões de euros.

Nas opções do plano os recursos hídricos e o abastecimento de água arrecadam 50% do investimento previsto em 2019, movimentando 2,4 milhões de euros.

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