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Centro Distrital de Operações de Socorro testa resposta de estudantes a um sismo

Francisco Gomes

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O Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria escolheu a Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, para acompanhar a iniciativa “A Terra Treme”, exercício de sensibilização para o risco sísmico. Os alunos testaram os “três gestos que salvam” – baixar, proteger e aguardar.

As aulas decorriam normalmente no passado dia 5, quando pelas 11h05 se registou um sismo, que fez desencadear o plano de emergência previsto para estas e outras situações na escola. Mas neste caso, os alunos tinham informações adicionais sobre o que fazer durante e depois da ocorrência sísmica.

Em primeiro lugar, não se precipitarem para escadas e manterem-se afastados de muros e de materiais que pudessem tombar. A segurança vinha com o gesto de se baixarem e logo de seguida protegerem-se, aguardando depois instruções, para a ida para um ponto de encontro seguro, para contagem dos alunos.

Para os alunos que “não conseguiram sair do edifício em condições normais”, foi necessário recorrer a binómios (equipas de agentes da PSP com cães) para o respetivo resgate, quer pela janela quer pelos acessos normais, sendo as mesmas socorridas pelos bombeiros e evacuadas.

Estiveram presentes as seguintes entidades: Câmara Municipal de Alcobaça, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, a Autoridade Nacional para a Proteção Civil, GNR, PSP, Exército Nacional, INEM, PJ, Segurança Social, Polícia Marítima, Região de Turismo Centro de Portugal e os sapadores florestais.

A par do exercício estiveram expostos vários veículos e equipamentos dos diversos agentes de Proteção Civil (Bombeiros, PSP, GNR, Exército, INEM, Marinha, Sapadores Florestais).

“Os estudantes cumpriram a missão com noção de que pequenos gestos podem fazer a diferença”, disse Carlos Guerra, comandante distrital de operações de socorro. “Foi importante porque nunca se sabe quando pode acontecer e temos de estar minimamente preparados porque devemos cumprir certos procedimentos para a nossa segurança e de quem está à nossa volta”, manifestou o aluno Kevin Ferreira.

Neste simulacro, que incluiu a busca de desaparecidos e resgate de vítimas, os diversos agentes de Proteção Civil do distrito de Leiria passaram a mensagem de que é preciso manter a calma para pôr em prática os exercícios treinados e que podem minimizar os efeitos de um sismo.

Em casa, por exemplo, é útil a organização de um kit de emergência, com um estojo de primeiros socorros, água, alimentos, medicação habitual, produtos de higiene pessoal, um apito, uma lanterna, pilhas, uma máscara anti-pó, uma bateria extra de telemóvel, entre outros artigos.

Identificar os locais mais seguros, distribuindo os seus familiares por eles, como vãos de portas interiores, cantos de paredes-mestras, debaixo de mesas e de camas, manter uma distância de segurança em relação a objetos que possam cair ou estilhaçar, conhecer os locais mais perigosos, junto a janelas, espelhos, candeeiros, móveis e outros objetos, pode fazer a diferença, assim como fixar as estantes, os vasos e floreiras às paredes, colocar os objetos pesados ou de grande volume, no chão ou nas estantes mais baixas, e sobretudo ensinar todos os familiares como desligar a eletricidade e cortar a água e o gás, são recomendações a ter em conta.

Elaborar um plano de emergência e certificar-se que todos sabem o que fazer, no caso de ocorrer um sismo, combinando previamente um local de encontro, para o caso dos membros da família se separarem durante o sismo, é outra medida.

Depois do sismo, mantenha a calma, conte com a ocorrência de possíveis réplicas, e não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilize elevadores, não fume, nem acenda fósforos ou isqueiros. Pode haver fugas de gás. Corte a água e o gás e desligue a eletricidade. Utilize lanternas a pilhas. Ligue o rádio e cumpra as recomendações que forem difundidas.

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