O arguido vai recorrer e garante que o caso de que se fala “não faz qualquer sentido” e diz-se vítima da família da adolescente.
“Não faz sentido e não há provas do que me acusam. A única testemunha que foi apresentada em Tribunal, foi feita por um ex-funcionário meu que disse em tribunal ter visto em minha casa placas de haxixe, o que nunca existiu”.
O homem, que nunca acreditou que o caso chegasse a julgamento, associa o surgimento da história ao corte das ajudas que deu à família da jovem.
“Ajudei a família até conseguir, mas quando deixei de o fazer, rebentou o casou o escândalo em Tribunal”.
Triste pela pena e pela noticia que se espalhou pelos vizinhos, de um crime com repercussões sociais graves, o arguido manifesta-se, ainda, desgostoso por o Tribunal ter ouvido uma testemunha que se “assume consumidor de droga”.
“O que eu ouvi em tribunal é inacreditável. O que sei é que a testemunha ouvida foi despedida e que tem uns processos pendentes com o pai da menor. A mim, disse-me que iria depor a meu favor, mas na barra do tribunal juntou-se ao outro lado”.
A Procuradoria anunciou que o Tribunal Judicial de Leiria condenou o arguido pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes de menor gravidade na pena de dois anos de prisão e de um crime de recurso à prostituição de menores na pena de três anos e seis meses de prisão.
Em cúmulo jurídico, o homem foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão efetiva.
De acordo com a nota publicada, o acórdão deu como assente que em abril de 2015, “num pinhal, o arguido manteve relações sexuais” com uma menor, nascida no ano de 2000.
Alguns dias depois, no interior da sua residência, situada em Pataias, concelho de Alcobaça, “o arguido cedeu haxixe à referida menor, para que esta consumisse, o que ela fez, e de seguida manteve relações sexuais com a mesma”.
“Mais deu como provado que no período compreendido entre os meses de abril e junho de 2015 o arguido, quase diariamente, manteve relações” com a menor em diversos locais circundantes a Pataias.
O homem continua a afirma-se inocente e declara: “estão a tentar entalar-me. Eu irei falar nos nomes que for preciso e vou livrar a minha cara. Não me culpem de coisas que não fiz. Há ali coisas que até foram eles que fizeram à rapariga”.
Ainda de acordo com o arguido, que admite ter fumado estupefacientes com o pai da adolescente, foi o próprio progenitor que forneceu, em algumas das ocasiões a que assistiu, o produto à filha, alegando que, assim, saberia o que “ela andava a consumir”.
A investigação, efetuada pelo Ministério Público, teve a coadjuvação da Polícia Judiciária de Leiria.
O acórdão, não transitou em julgado.
O homem vai recorrer da sentença e promete dar todos os nomes envolvidos este caso, e que o inocentam.
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