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Doentes não urgentes sobrecarregam Urgências do Hospital de Santo André

Paulo Alexandre

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As Urgências do Hospital de Santo André As urgências do Hospital de Santo André, unidade de Leiria do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), têm verificado um afluxo especialmente elevado de utentes, tendo chegado, em apenas um dia, a atingir quase o dobro da média de utentes previstos, que é de 240, com 447 atendimentos registados.

Os dados, avançados pela diretora clínica do CHL, Elisabete Valente, são «muito preocupantes, e revelam que ainda há muito a fazer no que respeita à sensibilização dos utentes e de todos os profissionais envolvidos na rede nacional de cuidados de saúde, para a correta utilização das urgências hospitalares», a responsável adianta ainda que, «durante o mês de julho, 48,7% dos casos atendidos na urgência do Hospital de Santo André corresponderam a situações não urgentes».

«Além da prevenção de contágios e do agravamento de situações mais simples – os utentes não urgentes ficam expostos a doenças, como as gripes, por exemplo –, a utilização correta das urgências facilita o seu funcionamento no atendimento aos casos realmente urgentes», alerta Elisabete Valente. «Têm sido dias difíceis, em que tem feito a diferença a qualidade e a capacidade de sacrifício das equipas da urgência, para dar prioridade aos doentes urgentes e tentar limitar a espera daqueles que, não sendo casos urgentes, e devendo ser atendidos noutros serviços, são, ainda assim, observados e atendidos na urgência», refere, sublinhando que «na urgência não se fazem consultas, e esta é uma ideia que ainda não está bem entendida por todos».

Durante o mês de julho, a urgência do Hospital de Santo André registou 8.824 atendimentos e 4.223 só durante a primeira quinzena de agosto. O número médio diário de doentes socorridos na urgência na primeira metade do mês de agosto foi de 277, cerca de 17,3% acima da média de utentes previstos (240), à semelhança do cenário verificado no mês de julho, em que foram atendidos mais 18,6% de utentes, que o previsto.

Ainda assim, face ao acréscimo do número de atendimentos registados ao longo deste período, os tempos definidos pela prioridade – que compreendem o tempo de espera entre a triagem e a primeira observação – têm sido mantidos.

No que respeita aos casos classificados com a cor amarela (urgentes), correspondentes a 45,52% do total de ocorrências em julho e nos primeiros quinze dias de agosto, o tempo médio de espera foi de 41 minutos, em julho, e de 42 minutos em agosto, cerca de 20 minutos a menos que os 60 minutos previstos. As situações classificadas como “não urgentes”, identificadas com as pulseiras verde, azul e branca (47,78% durante este período), registaram tempos médios de 92, 94, e 62 minutos, em julho, e 124, 185 e 77 minutos, em agosto, quando os tempos de referência de espera estão compreendidos entre os 120 (para casos identificados com pulseira verde) e os 240 minutos (para casos com pulseira azul).

A diretora clínica explica que «a rede de referenciação de doentes está claramente definida a nível nacional, e inclui todos os prestadores de cuidados de saúde – os utentes, os profissionais de saúde, os cuidadores, os meios de socorro, etc. – em todos os níveis, com uma hierarquia clara tendo em conta a urgência das situações. Os utentes devem dirigir-se às urgências hospitalares apenas em situações previsivelmente graves, ou em que a demora de diagnóstico e/ou tratamento possa acarretar graves riscos para a saúde, e estes casos são habitualmente referenciados pelo médico de família ou pelo INEM, e os doentes transportados ao hospital por esta via; em todos os outros casos, os utentes devem antes procurar apoio de outros serviços de saúde, nomeadamente a Linha Saúde 24 ou os cuidados de saúde primários – estes profissionais encaminharão, se for caso disso, para o hospital».

«Em caso algum o utente deve usar por sua iniciativa os meios de socorro como” transporte particular” para ser atendido numa urgência hospitalar», alerta Elisabete Valente, «até porque também esses meios seguem a rede de referenciação e, em casos não urgentes, devem usar como destino os cuidados primários».

Nos serviços de urgência, terão prioridade as emergências, ou seja, situações em que a vida do utente corra perigo (acidentes significativos, intoxicação, convulsões, etc.), as doenças súbitas (dor aguda, grande traumatismo, hemorragias, queimaduras, etc.), e os doentes referenciados (portadores de carta com pedido de observação efetuado pelo médico de família/assistente).

Se não souber como deve proceder, o utente deve, antes de sair de casa contactar, por telefone, a Linha Saúde 24 através do número 808 24 24 24, para se aconselhar antes de se deslocar à urgência do hospital – se for necessário, o utente será devidamente encaminhado. Se precisar de ser visto por um profissional de saúde, o utente deve dirigir-se em primeiro lugar ao seu médico de família, no centro de saúde, ou ao seu médico assistente; caso não tenha sido possível ser observado pelo seu médico, deve recorrer à Consulta Aberta do seu centro de saúde, ou ao Serviço de Atendimento Prolongado (SAP).

O CHL recorda que a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) está disponível para esclarecer as dúvidas dos utentes, e encaminhá-los se necessário, 24 horas por dia, todos os dias.

Fonte: Midlandcom

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