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Alcobaça entre os concelhos com maior número de incêndios do distrito

Paulo Alexandre

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Comandante operacional de Leiria realça importância da videovigilância para controlar as ameaças à mancha verde.

Mais de 800 ocorrências em floresta e mata registadas durante o período de calor deste ano precisaram da intervenção dos meios dos bombeiros voluntários do distrito de Leiria. Os responsáveis pelas corporações apelam à melhoria do sistema de videovigilância para controlar as ameaças à mancha verde.

“O sistema de videovigilância precisa de ser melhorado, porque tem um efeito dissuasor – porque as pessoas apercebem-se de que estão a ser vigiadas e, em termos de deteção, quanto mais precocemente forem detetados os incêndios, maior será a probabilidade de êxito e de apoio à decisão”, explicou Sérgio Gomes na apresentação do balanço do “Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais de 2015”.

O responsável acrescentou que estes dispositivos também permitem “acompanhar a todo o momento a ocorrência e o seu desenvolvimento”, assim como uma “abrangência muito maior do que a do homem, porque pode ir até 60 quilómetros”.

De acordo com a agência Lusa, Sérgio Gomes, que também considera que o sistema eletrónico é ainda uma ajuda em acidentes rodoviários, informou que existem neste momento três câmaras no distrito e lembrou que se aguarda há alguns anos um reforço de mais dez.

Na análise ao período crítico de incêndios deste 2015, o comandante considerou que o mais importante foi “não se terem registado perdas humanas” durante os combates aos incêndios e que a área ardida foi uma das mais baixas dos últimos tempos.

Até 26 de outubro, o distrito de Leiria registou 806 ocorrências e 41 falsos alarmes e uma área ardida de 1075 hectares.

“Leiria não é nem de perto nem de longe o distrito com menos ocorrências. Contrariamente, é um dos distritos com menor área ardida, o que significa um forte empenho nos operacionais que realizaram o combate aos incêndios florestais e no próprio desempenho, quer em termos de assertividade, quer em termos de estratégia adotada, que foram determinantes para que assim acontecesse”, acrescentou Sérgio Gomes.

De acordo com os dados do comandante operacional, Leiria (130) foi o concelho do distrito com o maior número de ocorrências, seguido de Caldas da Rainha (127), Alcobaça (101) e Pombal (98). Castanheira de Pera foi dos concelhos com menor ocorrências, tendo registado nove e Figueiró dos Vinhos 10.

O comandante referiu ainda que Pedrógão Grande foi o concelho com maior área ardida (1.074 hectares), tendo em conta o incêndio que deflagrou em agosto, que demorou cerca de 12 horas a ficar dominado, “apesar de não ter havido muitas ocorrências”.

O concelho com menos área ardida foi o de Castanheira de Pera, seguido da Batalha.

Sérgio Gomes alertou ainda que para o sucesso do dispositivo é também preciso apostar no ordenamento do território, ter em atenção o “uso do fogo abusivo” e “eliminar os comportamentos de risco por parte dos cidadãos”.

Elogiando a atuação do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, o comandante considerou ainda que a faixa de limpeza do perímetro habitacional deverá ser aumentada, uma vez que “a floresta atual não é igual à de há 20 anos”.

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