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Candidato do Grupo de Cidadãos Independentes

António Trindade – “Houve um conjunto de erros e omissões cometidos no passado que agora se refletem”

Cátia Nunes

EXCLUSIVO

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António Trindade foi presidente da junta de freguesia da Nazaré no mandato de 2001/2005, vereador no mandato 2005/2009 e é atualmente candidato pelo Grupo de Cidadãos Independentes à Câmara Municipal da Nazaré. Fez várias intervenções como funcionário público, onde se bateu pelas questões relacionadas com a pesca. A função da sua candidatura é a de “tentar zelar pelo bem comum”, considerando ser o candidato com mais perfil para administrar a Câmara da Nazaré pela sua experiência autárquica que passou pela freguesia.

Endividamento da Nazaré

O candidato, que ainda é vereador da Câmara Municipal eleito pelo PS, afirma estar “em condições muito mais vantajosas em relação aos outros seis candidatos”, porque assegura ter a noção da dimensão da dívida.

Para além dos vários valores que já foram dados à dívida do concelho, António Trindade diz que “neste momento, a dívida está apontada para cerca de 42 milhões de euros, mas na verdade não está certificada e isto significa que é muito mais grave que aquilo que parece”.

“Em primeiro lugar é preciso fazer uma auditoria para ver, verdadeiramente, a dimensão da dívida”, revela o candidato, acrescentando que é importante fazer “uma renegociação com todos os credores para se fazer uma avaliação daquilo que é ou não possível pagar”.

Considera que só deste modo “é possível a câmara iniciar um processo de saneamento financeiro” para que seja possível fazer algum investimento a longo prazo “porque a curto e médio prazo a Câmara Municipal não tem qualquer viabilidade económica para poder fazer qualquer tipo de investimento”, salientou o candidato.

Contra o PAEL

“Considero que o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) nunca vai ser executado na Câmara Municipal da Nazaré. Fui o único vereador que votei contra porque as exigências que estão neste programa são uma autêntica troika que vão entrar na Nazaré”, afirma, acrescentando ainda que este programa vai provocar uma situação “gravosa para todos os munícipes e os pequenos empresários comerciantes que não têm capacidade de poder suportar os impostos que são colocados no PAEL: desde passar o IRS e o IMI para as taxas máximas, a redução de pessoal para 1/3 e a criação do novo imposto da derrama”.

António Trindade indica que “houve um conjunto de erros e omissões cometidos no passado que se refletem agora no presente”.

“Se em 2006/2007 a minha denúncia, face àquilo que foi o resultado de uma auditoria, fosse tomada em conta através do Ministério Público ou do Tribunal de Contas, eu julgo que a Nazaré, neste momento, não tinha a dívida financeira que tem”, revela o candidato do Grupo de Cidadãos Independentes.

Empresa municipal e privatização das águas

O candidato afirma que a empresa municipal “só está a funcionar porque serviu de palco político para promover o candidato Miguel Sousinha”, revelando ainda que o governo vai sair com uma lei em que as empresas que não sejam auto sustentáveis nem gerem receitas vão ter que acabar e isto resulta na possível “saída de 98 trabalhadores que estão na empresa Nazaré Qualifica”.

Indica que propôs ao atual presidente da Câmara passar estes trabalhadores para os quadros da câmara municipal e dos serviços municipalizados, mas que este não aceitou a proposta.

Quanto à privatização das águas, António Trindade, sustenta que sempre manifestou uma preocupação e oposição e que foi essa a razão que o levou a rejeitar. “Para além dessa concessão das águas há outras concessões previstas e defendo que os bens municipais devem ser geridos pela própria autarquia e pelos eleitos locais, porque eles têm capacidade para isso”, assegura.

Dinamização da economia

O candidato defende que a Câmara Municipal deve abrir as portas a todos os investidores que queiram investir no concelho, mas “não foi isso que aconteceu.” Acrescentando ainda o facto de terem havido “vários equipamentos que podiam ter sido implementados na Nazaré que tiveram a recusa do presidente”, como por exemplo, a questão do golfe e de uma empresa norueguesa “que queria implementar a produção de pregado, robalo e dourada, mas foram projetos recusados por razões ambientais” que este não considera justificáveis.

Quanto às freguesias que pertencem ao concelho da Nazaré, António Trindade revela-se a favor de as “apoiar e dinamizar em muitas áreas de intervenção que os munícipes no dia a dia necessitem”.

“O porto de abrigo tem uma área bastante grande onde se podia fazer um enorme equipamento marítimo e eu julgo que, com um plano de pormenor bem ordenado, poderíamos fazer um conjunto de atividades económicas para todo o concelho até para o próprio distrito”, sugere o candidato.

Apoio aos pescadores, reabilitação urbana e turismo

“Ao ser presidente de Câmara da Nazaré considero que seja fundamental regular a venda do pescado”, manifesta o candidato pelo Grupo de Cidadãos Independentes, acrescentando que “há muitos responsáveis, com funções relevantes no país, que são os grandes causadores de termos perdido grande parte da pesca da sardinha, bacalhau, do arrasto e da marinha mercante.”

Apresenta algumas medidas, tais como “reforçar as embarcações, mas com inteligência suficiente de forma a preservar os nossos recursos marinhos, que é o que os outros países fazem”, realçando a importância de “fazer paragens no período de desova para haver sempre durante todo o ano todos os recursos de pesca”.

Quanto à reabilitação urbana o candidato revela que na altura, enquanto presidente de junta da Nazaré, tinha aprovado uma proposta que foi remetida para a Assembleia Municipal e que consistia “na requalificação de toda a marginal da Nazaré e a bancada do PSD, recusou-se a fazer a requalificação”, acrescentando o facto de que “havia apoios comunitários bastante elevados para requalificar a nossa marginal”.

Considera que “a Nazaré é um ponto turístico de paragem obrigatória a nível internacional e só por si já é uma atração turística”, revelando a importância de “saber valorizar aquilo que temos”. Afirma que o alojamento local tem melhorado substancialmente ligando a isso a restauração, em que esta última deve ser promovida com a “prática de preços acessíveis.”

António Trindade considera que tem aquilo que é necessário para ser o próximo presidente da Câmara Municipal da Nazaré e que a sua candidatura “é experiente, competente e de sensibilidade social”.

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