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Editorial

Uma questão de comunicação

Clara Bernardino

EXCLUSIVO

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Que o país vai de mal a pior, toda a gente sabe. Não é novidade para ninguém. Até o mais distraído dos portugueses sabe que o dinheiro lhe mingua nos bolsos e as dívidas se lhe amontoam em cima da mesa, à espera de dias melhores.

Já não interessa de quem é a culpa. Se começarmos a andar para trás no tempo, ainda chegamos à fundação da nacionalidade e apontaremos o dedo àquele que fez de nós o que fomos e o que somos – um povo pequeno, mas lutador e corajoso.

A grande questão é que todos achamos que éramos capazes de fazer melhor do que aqueles que nos desgovernam agora e do que aqueles que nos desgovernaram antes. Quem sabe se não é uma espécie de intuição… Afinal, onde é que já se viu um país em que os ministros falam ao povo antes do líder e que este é apenas um papagaio que repete o que os ministros dizem, apenas num tom de voz mais autoritário? Se calhar, qualquer um de nós faria uma figura menos triste e iríamos nós mesmos falar ao povo a que pertencemos e que é feito de homens e mulheres que falam a mesma Língua, têm a mesma História e a mesma origem. Bem, talvez não falemos todos a mesma Língua. Nós, POVO, falamos Português. Eles, políticos, falam politiquês, que é uma espécie de dialecto utilizado apenas pelas camadas que se julgam mais cultas que o comum dos mortais e que exercitam este “linguarejar” na Assembleia da República e na televisão, para impressionar aqueles que ainda têm a paciência de os escutar.

Afinal, parece que o nosso verdadeiro problema é a comunicação. O primeiro – ministro manda recados e, só depois, dispara os discursos fatais que ninguém entende. O presidente da República não dá a cara, não fala ao País e só comunica pelo facebook. Tendo em conta que mais de metade da nossa população está envelhecida e há muitas pessoas que mal sabem ler e escrever, quanto mais comunicar pelo facebook, deduz-se que o presidente quer apenas chegar às camadas que não votam ou àquelas que, por preguiça de sair de casa ou esquecimento de como se fazem amigos e se conhecem pessoas de forma natural, se escondem por trás de um computador a fazer amigos virtuais e a coscuvilhar online.

Diz-se por aí que, com as novas tecnologias, o mundo é uma aldeia global. Tudo está ao alcance de um clic. Sem desprimor para a importância das novas tecnologias na vida das pessoas, essa coisa da aldeia global até está bem pensada, já que em vez das velhotas à janela a espreitar por entre as cortinas para ver se a filha da vizinha chegou cedo ou tarde, agora temos um presidente que “posta” tudo no mural do facebook…

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