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Eu pescador me Confesso

A REDACÇÃO

Armando Lopes

EXCLUSIVO

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É verdade que não tenho a inteligência do Dr. Borges, mas ainda não consegui perceber porque tenho de empobrecer para que o país fique melhor. Eu e grande parte dos portugueses que constituem o país. Como se um país com muitos pobres e poucos ricos fosse melhor e mais feliz do que um país com muitos ricos e poucos pobres.

Mas o Dr. Borges acrescentou que só não percebe isto quem é ignorante o que, segundo constatei, acontece com noventa e nove por cento dos cidadãos. Portanto ser ignorante é condição fundamental para ser patriota e empobrecer em benefício do país. Ora o que o Dr. Borges quis dizer com isto é que a maior parte dos portugueses, sendo ignorantes, deve contribuir com os seus parcos recursos para o progresso de Portugal. Mesmo que esses parcos recursos estejam destinados à sua sobrevivência. Porque só assim será possível que os ricos e inteligentes, como ele, fiquem mais à vontade. Pelo menos é o que diz o Dr. Borges que gosta muito de dizer coisas. E se ele o diz deve ser verdade, porque o Dr. Borges não é uma pessoa qualquer. O Dr. Borges foi director da Goldman Sachs e é uma pessoa inteligente. Acontece mesmo que só vai para director da Goldman Sachs alguém que seja especialista em “Saques”. Por isso é que o Dr. Borges propõe que se saqueiem os salários e as pensões. O que não é o mesmo que roubar. São até duas coisas bastante diferentes. Porque só rouba quem é pobre e ignorante, o que não é o seu caso. E o Dr. Borges até sabe do que fala porque é dos poucos portugueses inteligentes que não precisa de empobrecer. Nem ele nem aqueles que o conseguem perceber ou que estudaram na sua universidade e que, depois, foram para o estrangeiro. Desses que têm as paredes cheias de diplomas e de atestados de inteligência, todos muito bem emoldurados. Por isso eu digo e repito que ainda bem que existem algumas pessoas assim, porque caso contrário os nossos sacrifícios seriam inúteis. Só não sei se o país é suficientemente grande para albergar tais cabeças. Daí eu pensar que o Dr. Borges, como pessoa inteligente que é, deve ter concebido a estratégia da exterminação da população ignorante. De facto, o Dr. Borges pensa em tudo e, a continuar assim, não tarda em ser novamente convidado para director ou administrador de qualquer organismo de prestígio, nacional ou internacional. Coisa que ele, obviamente, terá dificuldade em aceitar por amor à pátria. Entretanto lá vai sacando aquelas trezentas milhas, que é o quanto nos custa a sua inteligência ao serviço da Parpública. E logo por aqui se vê que, além de inteligente, o Dr. Borges é vivaço e está no país certo. Eu é que não devo estar. Por isso é que penso muito seriamente em emigrar, mas tem que ser para um país de ignorantes. Ou seja, um país em que o QI seja muito inferior ao meu, porque só assim tenho alguma hipótese de me safar como o Dr. Borges. E que bem que ele se safa, o safado do Dr. Borges!…

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