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António Salvador não exclui candidatura à Presidência da Câmara da Nazaré

JL

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António Salvador, vereador do PSD no executivo camarário da Nazaré, garante que não é, nesta altura, candidato à Câmara da Nazaré, mas admite que tem estado a ser incentivado, por vários setores da população, a avançar com uma lista às eleições autárquicas de Outubro.

“Em relação ao concelho da Nazaré, estarei sempre disponível para tomar posição ou agir em função daquilo que acho que são as melhores interesses para a minha terra”, diz o vereador, admitindo que “gostaria de colaborar ativamente para que o concelho e a minha terra se desenvolvessem”.

“Se essa oportunidade vai chegar agora ou vai ter de ficar para mais tarde, isso é outra questão”, refere.

O social-democrata diz que tem recebido “pedidos de muita gente, da população em geral, dos mais variados quadrantes, de pessoas que não estão ligadas à política, para que me candidate”, adiantando que para tal acontecer “teria que ser muito ponderado e analisadas as consequências, no próprio partido”.

“Nunca disse a ninguém que ia ou não ia avançar. Confirmo, que tenho tido muitos a convidar-me a fazê-lo”, acrescenta, adiantando que esse desafio lhe tem sido lançado desde que foram conhecidos publicamente os candidatos do PSD e do PS à presidência da Câmara, nas próximas eleições.

António Trindade, que já se anunciou como candidato Independente à presidência da Câmara da Nazaré. Foi um dos nazarenos que o incentivou a candidatar-se mas enquanto “líder de um movimento ou de uma candidatura, para me verem como presidente de Câmara, e não enquanto membro de uma lista encabeçada por outro”, assegura.

António Salvador é militante do PSD, na concelhia de Caldas da Rainha, membro do conselho nacional do partido e presidente da distrital dos trabalhadores social-democratas.

Renunciou aos pelouros que possuía no atual executivo quando verificou que o percurso autárquico seguido pela maioria “não era o que defendia”, numa altura em que “muitos militantes se afastaram por verem que determinado rumo estava a ser tomado, em particular, pelo presidente da Câmara, Jorge Barroso”.

“São temas estruturantes, fraturantes, que fazem toda a diferença nas consequências para a população. Não poderia estar cúmplice dessas situações, como outros membros do executivo estão, que apoiam esta política representada pelo presidente da Câmara, um independente, que não é militante do PSD”, justifica.

Preocupado com a situação da Câmara da Nazaré, que diz ser “complicada ao nível político e financeiro”, António Salvador diz que a sua visão do concelho e do futuro é diferente daquela que o presidente está a seguir, razão pela qual saiu, a alguma distância, ainda, da convocação de eleições autárquicas.

Sem pelouros e o ordenado de vereador a tempo inteiro, António Salvador mantém-se como vereador do PSD no executivo e justifica-se no lugar como um eleito “numa posição independente do presidente da Câmara. Sou, para qualquer efeito, o primeiro militante eleito do PSD para a Câmara”.

O afastamento incluiu a transferência da sua militância partidária para a concelhia de Caldas da Rainha. “Desde cedo percebi que o rumo, traçado, não me incluía e eu afastei-me para que o processo seguisse o seu rumo”, deixando no ar a ideia de que a escolha do candidato do PSD

à presidência da Câmara não foi pacífica, ao afirmar que “não houve concordância, desde cedo, com a maioria dos militantes que estava comigo”.

Agora, e estando o lugar do candidato no PSD já preenchido, “as soluções não passam por uma candidatura dentro do PSD, no caso de eu querer ser candidato e da minha família aceitar que enfrente essas tarefas, que são absorventes, tendo em conta a situação em que a

Câmara se encontra”.

Segundo o vereador, que diz que tem recebido pressões para se candidatar à presidência da Câmara desde que se conhecerem os candidatos do PSD e PS, nenhuma decisão, sobre esta matéria, está tomada, porque ela exige “muita ponderação”, admitindo, contudo, que uma candidatura à Câmara pode ser um objetivo no seu horizonte e que se esta “não ocorrer agora, pode acontecer daqui a 4, 8 ou 12 anos. Gostaria de colaborar no desenvolvimento da minha terra. Tenho capacidade de trabalho, ideias e os meios para conseguir por em prática o que acho que seria melhor para a minha terra, e que as pessoas merecem”.

Com esta posição, António Salvador diz que não está a trair o seu partido, ou a ferir o interesse do PSD. “Tenho sabido respeitar aquilo que é o interesse do partido. Mas antes de ser militante, sou cidadão, com direito a exercer a cidadania, como tal não posso afirmar que está completamente afastada de vir a protagonizar uma candidatura à Câmara.

Não há, todavia, qualquer decisão. A minha posição é, neste momento, completamente neutra. Se não disse sim, é porque disse não”.

Quanto à Câmara de Caldas da Rainha, onde é atualmente funcionário, técnico do quadro da Câmara, António Salvador diz que “colabora e apoio o que o executivo pedir para fazer, para que o este tenha os melhores resultados possíveis”, e garante que “nada foi conversado do

ponto de vista político ou de candidatura” naquele concelho.

À gestão autárquica de Fernando Costa, à frente da Câmara de Caldas da Rainha há vários mandatos, António Salvador deixa elogios, afirmando que a autarquia tem tido “uma boa gestão política e financeira, e que por isso tem sido possível reduzir os impostos em tempo de crise, ao contrário de outros, que têm tido um percurso inverno, aumentando a carga de impostos sobre a população”, finaliza, referindo-se ao aumento de algumas taxas e preços municipais na Nazaré, nomeadamente nos serviços, tais como a água, saneamento e resíduos sólidos urbanos.

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