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Conferência promovida pelos órgãos distritais dos TSD – Leiria

Discussão da situação política e económica do país

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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“O ano 2013 vai ser um ano de mais recessão, não esperem boas notícias. Não há caminho alternativo”. Palavras de Pedro Roque, secretário-geral nacional dos TSD e deputado na Assembleia da República (PSD), que falou na passada segunda-feira no café concerto do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha (CCC) à margem da conferência sobre a situação política e económica do país e seu reflexo no mercado de trabalho e nas empresas.

O deputado lembrou que o país deixou de ter autonomia económica e financeira e que está condicionada na sua ação pelo memorando assinado com a troika que compromete o Governo. “Se fosse o PS que estivesse no Governo podem ter a certeza que as políticas não deveriam ser muito diferentes porque o país não tem autonomia”, sublinhou, o deputado, acrescentando que “vivem-se momentos em que o poder de compra dos portugueses tem caído visivelmente e em que a juventude não encontra oportunidades de emprego para se realizar em termos económicos, profissionais e sociais”. De acordo com este responsável, tem sido “as exportações a gerar a riqueza necessária para o país poder ter algum tipo de estabilidade”.

Para Pedro Roque torna-se incontornável “uma política de austeridade para ajudar a resolver os graves problemas com que nos vemos confrontados”. No entanto sublinhou que é importante que, a mesma, não recaia essencialmente sobre quem trabalha e é necessário que seja “instrumental” não só para a consolidação orçamental mas, acima de tudo, para o relançamento da economia, o crescimento do produto e a redução do desemprego.

Numa altura que o Governo do PSD perdeu popularidade este responsável, recordou que foi o Governo PS que pediu ajuda ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. “Não soube fazer as reformas que deveria ter feito e fez investimentos públicos desnecessários como por exemplo a Ponte da Leziria que custou milhões e nunca atingiu nem em metade as previsões de tráfego que justificaram a sua construção, deixando o país confrontado com uma situação complicada”, disse, Pedro Roque.

Segundo o dirigente dos TSD, a quebra de confiança no Governo por parte dos portugueses aconteceu quando foi feito o anúncio da intenção de alteração da TSU.

Quanto ao orçamento de Estado para o ano de 2013 que está atualmente em discussão, o deputado disse que é um orçamento “muito restritivo” e que pressupõe um “enorme aumento de impostos”. “Será em 2013, os trabalhadores do setor privado a sofrer cortes a nível do salário por via fiscal”, referiu, este responsável, adiantando que acaba por ser “uma reposição de igualdade com os funcionários públicos que perderam os subsídios de férias”.

Para Pedro Roque, o Governo não tem margem de manobra para o investimento público, portanto a única forma de e criar emprego e sair da recessão é o país “captar a confiança dos mercados internacionais de forma a atrair o investimento externo”. Recordou que a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, foi positiva na medida que prometeu investimentos para apoiar a economia de Portugal.

Fernando Costa lamenta o trabalho precário

A Conferência foi promovida pelos órgãos distritais dos TSD -Trabalhadores Sociais Democratas – Leiria.

Além do orador convidado, Pedro Roque, o evento contou com a presença de António Salvador, como presidente do Secretariado Distrital de Leiria dos TSD, Eduardo Pecegueiro, vice-presidente do Secretariado Distrital de Leiria dos TSD, Paulo Espírito Santo, presidente da JSD das Caldas da Rainha e Fernando Costa, presidente da Secção das Caldas da Rainha e da Distrital do PSD.

“A matriz social-democrata nunca foi tão necessária como hoje”, disse Fernando Costa lamentando que hoje 40 anos depois do 25 de Abril esteja a assistir a uma desvalorização do trabalho e das leis do trabalho. “É arrepiante hoje assistir a jovens licenciados a ganharem pouco mais que o ordenado mínimo numa precariedade de anos e anos, a trabalharem dez horas por dia aos fins-de-semana sem ganharem um prémio ou um tostão a mais”, sublinhou o autarca.

O presidente da Câmara das Caldas não esconde o seu descontentamento com a sobrecarga do IMI e do IRS que lhe parecem “exagerados” e que vão continuar a sustentar os “vícios da Administração Pública”. Entende que o Governo está a cortar demasiado em alguns Ministérios, como no da saúde que está colocar em causa a “qualidade do serviço prestado ao utente”. “Não nos livramos do encerramento do Hospital Termal por causa deste rigor financeiro”, disse, Fernando Costa, reconhecendo que o orçamento de Estado para 2013 é bom para as câmaras municipais e injusto para outros setores. “As Autarquias nunca tiveram um orçamento tão gordo tendo em conta que vão ter um acréscimo na receita por via do IMI”, explicou o autarca. “Não há muita ética neste orçamento de Estado”, apontou Fernando Costa, adiantando que há uma “diferença abismal dentro do mesmo Estado. “Há municípios altamente ricos com dinheiro para grandes festivais e ao lado está um hospital que não tem dinheiro”, revelou o autarca alegando que o verdadeiro social-democrata põe “as pessoas à frente das organizações e dos municípios”.

Paulo Espírito Santo, presidente da JSD das Caldas da Rainha partilhou a sua preocupação com alta taxa de desemprego dos jovens. Lembrou que foi a JSD que apresentou mais de trinta medidas de facilidade à empregabilidade de jovens. Defendeu a aposta na agricultura.

A intervenção destes elementos suscitou um produtivo encontro. Para, António Salvador que foi o moderador da iniciativa a reflexão da própria conjuntura económica social e as políticas do emprego são temas importantes uma vez que o país atravessa momentos muito difíceis.

Presentes no evento estiveram as deputadas (PSD), Laura Esperança e Maria da Conceição Pereira.

OS TSD – Trabalhadores SociaisDemocratas são uma força politica que tem autonomia relativamente ao PSD e que funciona através de uma estreita relação com o mercado de trabalho e com o mundo sindical.

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