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Investidores com receio devido ao risco de default por parte da Grécia

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A primeira semana ficou marcada, mais uma vez, por quedas generalizadas ao nível do Equity, com o movimento a ser mais expressivo no bloco europeu do que no bloco americano, destacando-se igualmente a manutenção de um elevado nível de volatilidade, com a indefinição relativamente à resolução da crise de dívida periférica a potenciar um aumento […]

A primeira semana ficou marcada, mais uma vez, por quedas generalizadas ao nível do Equity, com o movimento a ser mais expressivo no bloco europeu do que no bloco americano, destacando-se igualmente a manutenção de um elevado nível de volatilidade, com a indefinição relativamente à resolução da crise de dívida periférica a potenciar um aumento generalizado das yields da dívida soberana da periferia europeia. A primeira sessão da segunda semana arrancou com perdas expressivas na Europa, coincidindo com a celebração do feriado do dia do trabalhador nos EUA, reflectindo a expectativa de agravamento da crise de dívida no bloco europeu – observando-se um spike das yields de curto prazo da generalidade da periferia (Grécia, Portugal e Itália em especial) o que cristaliza o receio dos investidores em torno do aumento do risco de default da Grécia num futuro próximo. Na base da deterioração da confiança esteve a revelação de que a Grécia não conseguirá cumprir os targets acordados para o défice orçamental, traduzindo o declínio mais agressivo da actividade económica face ao projectado pela Troika – exigem um esforço suplementar do país (corte de custos e privatizações) para assegurar os objectivos. Para além desta situação que motivou a convocação de uma reunião de emergência pelo FMI (14 de Setembro), a gradual perda de apoio entre os parceiros Europeus no que respeita a concessão de um 2º plano de resgate à Grécia e a incerteza quanto ao grau de aceitação do sector privado no plano de restruturação, traduzem o eminente risco de default da Grécia – taxas de juro do país a 2 anos fixaram máximos históricos nos 53% em mercado secundário. O ruído em torno da aprovação das medidas de austeridade no Parlamento Italiano contribuiu para a fraqueza do Euro, o qual registou uma forte depreciação em particular face ao USD. Refira-se que a semana ficou também marcada pela demissão de Stark – economista chefe alemão do BCE – entidade que manteve a taxa de juro directora nos 1,5% e adoptou um discurso dovish a médio prazo, assente na diminuição dos targets para o crescimento e da inflação. Numa semana relativamente curta na esfera macro, realce nos EUA para os discursos de Bernanke e de Obama perante o Congresso, sendo que o primeiro protelou a eventual adopção de estímulos não convencionais para a importante reunião do FED (20 e 21 de Setembro), ao passo que o presidente norte-americano anunciou um novo programa de estímulos ao mercado laboral que totalizou um montante de USD 447 mil mn (vs USD 300 mil mn estimados). Este incidirá sobre incentivos à contratação e corte de impostos a PME´s e rendimentos individuais até determinado escalão, bem como um ambicioso plano de investimento em infra-estruturas (escolas e transportes). A incerteza sobre a eficácia e a própria passagem na votação do Congresso acentuaram o pessimismo dos investidores. A crescente aversão ao risco voltou a potenciar a procura de activos de refúgio, o que justifica o movimento de valorização superior a 3% no Ouro. O cross EURUSD recuou cerca de 6% na semana reagindo ao aumento do risco de default por parte da Grécia.

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