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Manuel Caetano mostrou raça e qualidadeem terrenos proibidos

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Tauromaquia: Mais duas nocturnas na praça nazarena com a emoção ao rubro Para quem diz que a tradição das touradas já não é o que era, experimentem vir assistir a grandes momentos de arte equestre à Nazaré. Bruno Paparrola * Realizou-se no passado sábado dia 14 de Agosto na Praça de Toiros do Sítio da […]
Manuel Caetano mostrou raça e qualidade<br>em terrenos proibidos

Tauromaquia: Mais duas nocturnas na praça nazarena com a emoção ao rubro Para quem diz que a tradição das touradas já não é o que era, experimentem vir assistir a grandes momentos de arte equestre à Nazaré. Bruno Paparrola * Realizou-se no passado sábado dia 14 de Agosto na Praça de Toiros do Sítio da Nazaré, mais uma corrida de toiros da temporada 2010. Compuseram o cartel os cavaleiros Tito Semedo, Sónia Matias e Manuel Caetano. Pegaram os seis toiros da ganadaria Eng. Jorge de Carvalho, os grupos de forcados amadores de Azambuja, Portalegre e Alenquer. Abriu praça o cavaleiro Tito Semedo que se exibiu a um bom nível, teve duas lides bastante agradáveis onde fez-se valer pela sua longa experiência. Teve bons momentos de toureio, como foi o caso na sua primeira lide em que cravou dois belíssimos ferros curtos a quiebro. Na sua segunda lide manteve a toada da primeira, construindo uma lide segura com bons momentos de brega e cravando com acerto tanto a ferragem comprida como a curta.

Em segundo lugar lidou a cavaleira Sónia Matias que alcançou duas actuações que agradaram muito aos aficionados que marcaram boa presença na castiça praça nazarena. Elegeu bem os terrenos que pisou para deixar o toiro em sorte, cravou as ferragens exemplarmente. De destacar os excelentes ferros em violino colocando em apoteose o público. Manuel Caetano teve quanto a nós duas lides muito positivas. Mostrou ser um toureio de raça, que dá tudo nas suas lides e que não é de receber aplausos fáceis, teve momentos de toureio de excelente nota como na maneira em que conduzia a sua montada só com uma mão, algo que muitas figuras do panorama taurino não fazem. Teve bons momentos de brega, tirou partido das qualidades das suas montadas que deram brilho às suas actuações e entrou por terrenos de compromisso, arriscando e cravando muito bem as ferragens. A destacar a excelente porta gaiola a quiebro, no seu segundo toiro e de vários ferros de boa nota. No que diz respeito às pegas, a primeira da noite esteve a cargo do forcado Ivan Batista do grupo de Azambuja, efectuando uma pega segura pega que executada à barbela. A segunda pega da noite esteve a cargo do forcado Fernando Rodrigues dos amadores de Portalegre. Pega que foi consumada à 3ª tentativa com o forcado da cara a fechar-se à barbela. O terceiro toiro da noite foi pegado pelo forcado Dinis Carvalho dos amadores de Alenquer. Pega que foi consumada à 2ªtentativa com o forcado da cara a fechar-se à córnea. A quarta da noite foi executada pelo grupo de Azambuja, já com os cabrestos em praça pegaram o toiro. A quinta pega da noite esteve a cargo do forcado Ricardo Almeida dos amadores de Portalegre, que efectuou a pega fechando-se à barbela. A sexta pega da noite foi executada pelo forcado Pedro Coelho dos amadores de Alenquer, que foi a vencedora do concurso de pegas. Em relação aos toiros da ganadaria do Eng.Jorge de Carvalho, deram boas lides e demonstraram enorme bravura. Em declarações exclusivas ao Região da Nazaré, o cavaleiro Manuel Caetano disse” a lide do primeiro toiro, foi a que eu gostei mais porque o toiro não era fácil tinha de se andar ligado com ele e eu com o cavalo ruço Trovador consegui mandar no toiro só assim é que este acabou por servir. No segundo toiro gostei da porta gaiola acho que foi bastante boa pelo menos senti isso, nos outros dois ferros o cavalo esteve bastante bem e o Falcão o cavalo castanho penso que esteve excepcional, considero que tive um triunfo redondo aqui na Nazaré o mais importante foi que o público ficou satisfeito e gostou é por isso que eu ando cá, para satisfazer as pessoas fazê-las emocionarem-se e vibrarem com aquilo que eu faço, essa é a minha razão de cá andar”. No momento da nossa reportagem os cavaleiros Tito Semedo e Sónia Matias já não se encontravam na praça. Duarte Pinto vai subindo como figura do toureio nacional Realizou-se no passado sábado dia 7 de Agosto, a quarta corrida de toiros da temporada 2010 na Praça de Toiros do Sítio da Nazaré. O cartel foi composto pelos cavaleiros: Luís Rouxinol, Duarte Pinto e Francisco Palha. Pegaram os seis toiros da ganadaria Casa Prudêncio, os grupos de forcados amadores de Vila Franca e de Coruche. Abriu praça Luís Rouxinol, calhou ao cavaleiro de Pegões um toiro quase manso, completamente desinteressado da lide. Rouxinol teve de puxar dos galões para poder sair por cima do seu oponente. No seu segundo toiro deu para ver toda a sua categoria enquanto cavaleiro, apanhou um toiro à medida para poder triunfar e foi o que aconteceu logo desde início na altura da ferragem comprida com o toiro a corresponder ao cite do cavaleiro arrancando-se bem na hora da reunião. Nos ferros curtos montando um craque da sua quadra o cavalo “Ulisses”, Rouxinol tirou tudo o que o toiro tinha de bravura, escolheu bem os terrenos para colocar o toiro na execução das sortes. Para o culminar de uma lide bastante positiva Luís Rouxinol cravou um sempre vibrante par de bandarilhas, empolgando os aficionados presentes que encheram por completo a castiça praça nazarena. Cumpriu bem tanto na ferragem comprida como curta. A segunda lide da noite esteve a cargo do cavaleiro Duarte Pinto, que tem um toureio frontal que muito entusiasma os aficionados, entendeu-se bem com o toiro que lhe calhou em sorte lidou-o da melhor forma possível, nem a queda aparatosa que teve beliscou a sua boa actuação. No seu segundo toiro, esteve uns furos acima da lide do seu primeiro, andou sempre por cima do seu oponente com muita qualidade, que arrancava de forma larga, investindo bem, dando brilho na hora da cravagem dos ferros. Duarte Pinto a fazer valer também os conhecimentos adquiridos de seu pai que foi uma lenda do toureio a cavalo, o cavaleiro Emídio Pinto. Francisco Palha foi o terceiro cavaleiro a actuar, pisando em terrenos para deixar o toiro colocado para a cravar a ferragem, no momento da reunião cravava a ferragem, com batidas ao piton contrário, dando assim algum brilho à sua actuação. Também teve azar na sua lide, quando teve queda aparatosa curiosamente no mesmo local onde Duarte Pinto tinha caído. No seu segundo toiro manteve a toada da primeira lide, sempre correcto na eleição dos terrenos e na altura da cravagem. Cravou dois pares de bandarilhas de boa nota, de seguida teve momento de espectacularidade com uma mão a segurar o tricórnio e a outra a segurar um ferro de palmo cravando em bom plano o ferro de palmo. No que diz respeito às pegas, a segunda da noite esteve entregue a Miguel Raposo do grupo de Coruche, com o forcado da cara a executar pega à córnea, pega muito vistosa. A terceira da noite esteve a cargo do forcado Paulo Conceição do grupo de Vila Franca, que fez boa pega fechando-se à córnea. A quarta pega foi realizada pelo forcado Alberto Simões do grupo de Coruche que fez uma grande pega à barbela, aguentou forte de derrote do toiro e deixou-se ir com as pernas completamente no ar até ao restante grupo. A pega da noite foi realizada pelo forcado Nuno Comprido do grupo de Vila Franca, ao quinto toiro da noite. Recebeu o toiro à barbela com o grupo todo a ficar no chão com o forcado a aguentar fortes derrotes do toiro, até que o restante grupo restabelece-se. Os toiros da ganadaria Casa Prudêncio continham muita força, deram boas lides e triunfos aos cavaleiros, à excepção do primeiro toiro lidado pelo cavaleiro Luís Rouxinol, toiro muito parado e desinteressado da lide. Em declarações exclusivas ao jornal Região da Nazaré, Luís Rouxinol disse que “a Nazaré tem bastante “aficion” estou bastante feliz, é uma praça onde tenho obtido enormes triunfos, penso que as coisas correram bem o primeiro toiro era muito parado não ajudou muito mas dei-lhe lide adequada, o segundo era complicado apertava penso que estive à altura, penso que o publico ficou satisfeito e quando é assim também fico satisfeito”. Duarte Pinto também falou ao Região da Nazaré” o primeiro toiro era complicado, bravo e penso que a lide foi bastante boa, tive um percalço aquando do cavalo ter escorregado, mas são assim as corridas de toiros são emoção, enquanto na minha segunda lide que para mim foi uma das melhores da época, agarrei bem o toiro de saída, entendi bem o toiro e senti-me muito a gosto”. Francisco Palha na altura da nossa reportagem referiu que “não me senti fácil nos dois toiros, pena que os toiros não ajudaram mais um bocadinho, foi muito emocionante a corrida “. Com Joaquim José Paparrola*

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