Eleições na Irmandade Senhor dos Passos resultam em confusão Tânia Rocha As eleições dos corpos sociais da Irmandade Senhor dos Passos da Pederneira, que decorreram no dia 11 do corrente mês, no Stella Maris, foram canceladas, devido a alguns distúrbios que ocorreram durante a contagem dos votos, não sendo eleita, portanto, a nova direcção para os próximos três anos. Para esta eleição concorreram duas listas, uma liderada por Joaquim Piló (lista A), que preside há nove anos a direcção, e outra presidida por António Carepa Figueira, (lista B). Pelo que o Região da Nazaré conseguiu apurar, o ruído foi criado por alguns elementos da lista B, que defendiam que os irmãos de Peniche deveriam vir votar à Nazaré, e não através de voto por correspondência, que tinha sido aceite pelo patriarcado, após consulta.
Segundo a nossa fonte, este processo decorreu dentro da legalidade, pois os dados dos eleitores eram confirmados, depois de se abrir a carta. Consta-se que os distúrbios foram de tal ordem que a polícia esteve prestes a intervir, só não o fez, porque o Senhor Padre José Luís Guerreiro assim entendeu. O Padre Luís Guerreiro não quis explicar o que aconteceu durante as eleições, alegando que “foi decidido não comunicar absolutamente nada, por se tratar de uma instituição religiosa, sem qualquer cariz político”. No entanto, o padre confirmou que “a confusão surgiu por haver duas listas a concorrer”, e disse também, “estar a resolver a situação”. O Senhor Padre já apresentou o caso à Diocese e até às novas eleições será ele a fazer a gestão da Irmandade. As eleições foram adiadas, mas sem nenhuma data prevista para a nova assembleia-geral eleitoral. Contactámos elementos de ambas as listas que não quiseram adiantar mais nada sobre o sucedido. A Irmandade Senhor dos Passos da Pederneira existe há quase 400 anos e tem cerca de 4000 mil irmãos, espalhados por todo o mundo.




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