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“Os amola tesouras” carregam a tradição pelo Oeste

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José Franco de 68 anos e o filho Rafael Franco de 32Uma profissão em vias de extinçãoCarlos BarrosoJosé Franco de 68 anos de idade e o filho Rafael Franco de 32 anos de idade, percorrem a região Oeste em cima da bicicleta e ao som da gaita chamam os clientes que pretendem as facas e […]
“Os amola tesouras” carregam a tradição pelo Oeste

José Franco de 68 anos e o filho Rafael Franco de 32Uma profissão em vias de extinçãoCarlos BarrosoJosé Franco de 68 anos de idade e o filho Rafael Franco de 32 anos de idade, percorrem a região Oeste em cima da bicicleta e ao som da gaita chamam os clientes que pretendem as facas e tesouras afiadas, ou até chapéus arranjados.São os amola tesouras. Reza o ditado que quando passavam e com a sua gaita tocavam a melodia emblemática, que traziam chuva no dia seguinte.José Franco confessa que a tradição até ai, já não é o que era, justificando com a ida do homem à Lua.

“A música da gaita, antigamente diziam que trazia chuva e batia certo, mas agora desde que começaram a subir para a Lua, estragaram tudo. Está tudo estragado e tudo mudado”, afirmou.O amola-tesouras era aquele que ia de terra em terra para afiar as facas e as tesouras e José Franco acompanhado pelo seu filho, fazem isso passando pela Nazaré, São Martinho do Porto, Alfeizerão, Caldas, Óbidos, Bombarral e Peniche. O seu transporte continua a ser uma bicicleta que tem como apetrecho uma roda que amola o que precisassem. Quando José Franco começou, com a idade de 16 anos, cobrava 16 tostões por amolar uma tesoura e agora, quase cinquenta anos depois, leva dez euros.Ainda assim o amola-tesouras justifica “a inflação”, ao afirmar que “é o que vai dando para viver, porque é chapa ganha chapa gasta”.Ainda assim para amolar uma faca de cozinha este homem que ainda vai carregando a tradição pelo Oeste diz que cobra entre um a quatro euros para afiar os gomes das facas, dando garantia do seu trabalho, porque ainda usa a palavra como caução.No entanto a clientela já não é muita, porque as pessoas nas aldeias tem pouco dinheiro e muitas por onde passa com o som da gaita parecem desertas. Já na cidade a tradição findou e por isso, chegando a época da apanha da fruta, José Franco e o filho não se negam às campanhas. É mesmo desse trabalho que vão fazendo grande parte do seu sustento para o Inverno a par com os dias em que conseguem andar de bicicleta e amolar umas tesouras e facas durante estas estação das chuvas.Esta profissão em vias de extinção parece para já ter continuação com o filho de José Franco, já que também este aprendeu com o seu pai a percorrer as localidades em cima da bicicleta e ao som da gaita avisando as pessoas das terras que o amola tesouras está ali, embora já não faça jus à tradição que traz consigo o mau tempo, mas antes uma tradição.

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