Equipa do Executivo alargadaClara BernardinoJosé Joaquim Pires assumiu o Pelouro do Trânsito, Comércio e Equipamento Urbano na mesma semana em que foi votada, por maioria, a redução da taxa do IMI. “Estou preparado para a guerra”, afirmou, quando questionado pelos jornalistas sobre o facto de o PS poder vir a retirar-lhe a confiança política. O autarca, que já tinha substituído, algumas vezes, João Benavente durante a suspensão de mandato, assumiu que preferia ver sentado naquela cadeira o seu amigo João Benavente, mas como ele renunciou, está disposto a dar o seu melhor, “Estou de coração e alma para trabalhar”, frisou.
Jorge Barroso considerou que a longa experiência de José Joaquim Pires no comércio é uma mais valia para o executivo, tornando a equipa mais alargada, coesa e democrática, já que é preciso “unir para benefício do Concelho”, frisando que “há uma visão reductora e clubística em relação aos interesses do Concelho”, recordando que “não fomos eleitos para nos barricarmos num grupo contra o outro grupo”.Mais surpresas poderão estar na calha, no que toca à composição da equipa que está à frente dos destinos da Nazaré, pois Jorge Barroso foi repetindo ao longo do seu discurso que “a equipa não tem que ficar fechada desde que os homens eleitos queiram e estejam dispostos a pôr o Concelho em 1.º plano, pois seguramente há necessidade de muitas mãos e cabeças a pensar.”Segundo o Presidente da Câmara, “há uma conjuntura que vai durar pouco tempo e deve ser aproveitada”, referindo-se ao QREN e aos grandes projectos estruturantes para o Concelho da Nazaré.Questionado sobre o facto de mudar de cadeira, José Joaquim Pires informou que vai continuar a sentar-se onde sempre se sentou. O actual Vereador Independente pelo PS já foi Vereador pelo PSD noutro mandato. Sobre o facto de ter integrado a lista do PS à Câmara Municipal, explicou que o motivo era a sua longa amizade a João Benavente.“Quero trabalhar em prol do meu Concelho e do meu povo” afirmou o mais recente Vereador com pelouro a meio tempo, que disse ter consultado a família para tomar a decisão.Quanto ao Presidente do executivo camarário, após ter sido acusado pela oposição de “concentrar em si todos os poderes”, reparte com um Vereador de cada uma das forças políticas representadas na oposição a tarefa de levar este mandato até ao fim.CPC do PS demarca-se de José J. PiresEm Comunicado de Imprensa, no dia 26 de Novembro, a Comissão Política Concelhia do PS (CPC), na presença de João Paulo Pedrosa, afirmou não entender o que há em comum entre os “grandes projectos” e os pelouros atribuídos a José J. Pires. Destacaram ainda que a vereação não deve ser encarada como cargo sazonal ou monetário e pediram a renúncia do recém-empossado vereador ao mandato. Se a renúncia de José Joaquim Pires não acontecer, entende a CPC que o referido Vereador se representa a si próprio, o Presidente da Câmara Municipal e o PSD, não o Partido Socialista. As críticas mais duras foram dirigidas a Jorge Barroso, que segundo a CPC “numa perspectiva desesperada de se perpetuar no poder, aliciou de forma reiterada os vereadores da oposição”. João Paulo Pedrosa foi mais longe e aconselhou o Presidente da Câmara da Nazaré a pedir desculpas aos nazarenos porque o PSD não está a governar com a sua lista. Na sua perspectiva, o Presidente está fragilizado e desafia o autarca a honrar os seus compromissos, começando por pagar as dívidas aos pequenos e médios empresários. Acrescentou ainda que a função do PS é criticar o comportamento do Presidente quanto à perseguição de funcionários da Câmara só porque não concordam com ele.Jorge Barroso respondeEm declarações ao Região Da Nazaré, Jorge Barroso afirmou que se alguém tem que pedir desculpas aos nazarenos é o actual PS local porque, a dado momento pôs à disposição da oposição fazer cair a Câmara e não o fizeram, manifestando que renunciaria ao mandato. Segundo o Presidente, aquilo que a população espera é o desenvolvimento do Concelho e não o interesse logístico-partidário de alguns. Assim, o PS deveria pedir desculpas aos nazarenos e aos homens que tiveram coragem para pôr o trabalho e a responsabilidade à frente das guerras político-partidárias.Em relação à questão levantada por João Paulo Pedrosa sobre os funcionários, o autarca respondeu que é possível ter-se funcionários de todos os partidos desde que cumpram as suas funções. Frisou ainda que quando o PSD ganhou, pela primeira vez a Câmara, assumiu uma dívida deixada pelo PS maior em termos percentuais que a de hoje.





0 Comentários