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Que futuro para a Docapesca?

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Docapesca reorganizada até Abril de 2008A Docapesca é uma empresa cujo capital é totalmente detido pelo Estado e tem 56 pontos de venda ao longo de toda a costa, instalações onde é realizada a primeira venda de pescado através de leilão electrónico.A empresa tem vindo a acumular prejuízos: só no ano passado, os resultados foram […]

Docapesca reorganizada até Abril de 2008A Docapesca é uma empresa cujo capital é totalmente detido pelo Estado e tem 56 pontos de venda ao longo de toda a costa, instalações onde é realizada a primeira venda de pescado através de leilão electrónico.A empresa tem vindo a acumular prejuízos: só no ano passado, os resultados foram negativos em 2,7 milhões de euros.

Segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Agricultura desenvolvimento Rural e Pescas, há 3 cenários possíveis para o futuro da Docapesca:- O primeiro cenário aponta para a manutenção da situação de um operador único na primeira venda de pescado, com alterações como a redução do número de trabalhadores em 129 (dos actuais 570), a racionalização dos 56 pontos de venda (20 lotas e 36 postos de vendagem) e a subida das taxas cobradas aos compradores de pescado em três a cinco por cento. Este cenário implica custos de implementação de 16,5 milhões de euros;- O cenário 2 exige um investimento de 4,5 milhões de euros, montantes que teriam de ser cobertos pelo Estado. A hipótese adiantada por este segundo cenário é “a abertura à concorrência”, com a concessão a operadores privados da exploração dos pontos de venda, que seriam divididos em três (ou quatro) áreas: norte, centro e sul, “todos com resultados positivos”. Entre os vários requisitos que os candidatos teriam de cumprir está a obrigação do pescado passar pela lota, na primeira venda;- O cenário 3 prevê a abertura total ao mercado, através da concessão dos pontos de venda, ficando a gestão à completa responsabilidade do concessionário e deixando de ser obrigatória a passagem pela lota, na primeira venda do peixe.Além do futuro da empresa Docapesca, o estudo também analisou outros temas, como os canais de distribuição de pescado e a diferença entre o preço praticado na lota e o valor que é pago pelo consumidor final.Quota da Pescada aumenta, dias de pesca diminuemO ministro da Agricultura, Jaime Silva, explicou que o aumento da quota da pescada se deveu ao plano de recuperação da espécie. Já para o presidente da Associação dos Armadores de pesca Industrial (ADAPI), o acordo da UE sobre as quotas de pescas promove menos dias de trabalho para os pescadores, ao reduzir-lhes em 21 dias, de 216 para 195, a actividade que foi permitida em 2007. O ministro da Agricultura explicou que a subida da quota da pescada para os pescadores portugueses tem a ver com o plano de recuperação da espécie, que evitou também o corte de 25 por cento nas capturas do tamboril.O segmento de pesca da ADAPI é o arrasto e a pescada só representa quatro por cento do total de todo o peixe capturado anualmente.O ministro Jaime Silva comprometeu-se ainda, em Bruxelas, a garantir o acompanhamento dos stocks do tamboril, adiantando que, após um acordo com a Noruega, houve um aumento das quotas de pesca do bacalhau de perto de quatro por cento.Os trabalhadores da pesca da Nazaré reuniram-se novamente no dia 22 de Dezembro pelas 15 horas, em plenário.A ordem de trabalhos teve como pontos principais a explicação aos pescadores sobre “o desenvolvimento dos esforços feitos na tentativa de reestruturar e reorganizar as pescas na Nazaré”. Na reunião foi também ser abordada a actual situação da Docapesca, o seu futuro, e as implicações no sector das pescas.A reunião foi orientada por João Delgado, do Sindicato livre dos pescadores, e contou com a presença de Joaquim José Estrelinha, da Câmara Municipal da Nazaré.

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