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Rumo do TGV vai ser discutido junto com autarcas e cidadãos

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Traçado lança polémica no Município de AlcobaçaDavid MarianoEsqueça a Maddie, o apuramento para o Euro 2008 ou a Selecção Nacional de Rugby: o TGV está a caminho do concelho de Alcobaça e arrisca-se a cortar a meio uma freguesia perto de si (e quem sabe destruir a plantação de nabos que tem lá no quintal […]
Rumo do TGV vai ser discutido junto com autarcas e cidadãos

Traçado lança polémica no Município de AlcobaçaDavid MarianoEsqueça a Maddie, o apuramento para o Euro 2008 ou a Selecção Nacional de Rugby: o TGV está a caminho do concelho de Alcobaça e arrisca-se a cortar a meio uma freguesia perto de si (e quem sabe destruir a plantação de nabos que tem lá no quintal ou o roseiral que plantou com tanto cuidado no jardim). Tal como noticiado na última edição do Região da Nazaré, houve duas propostas que saíram de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o traçado do TGV no troço de Alenquer (OTA) – Pombal (também denominado de Lote C1): uma mais perto do litoral e outra mais deslocada para o interior – estando a primeira hipótese a ser considerada como a mais favorável do ponto de vista ambiental.

Quem não está contente com esta opção mais a Oeste é Gonçalves Sapinho, Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, que está “cem por cento contra” e pretende levar o tema do traçado do TGV até aos órgãos municipais, promovendo uma ampla base de discussão junto dos munícipes e dos autarcas. Para isso, a CMA já colocou à disposição da comunidade a consulta dos respectivos editais, expostos nas freguesias mais afectadas (Prazeres e S. Vicente de Aljubarrota, Alpedriz, Benedita, Cós, Évora de Alcobaça, Martingança, Pataias e Turquel).Até 4 de Outubro (data em que cessa o período de contestação pública ao traçado), o líder da autarquia alcobacense considera estarem ainda reunidas as condições necessárias para durante o mês de Setembro se esclarecerem todas as dúvidas relacionadas com este processo e instituir-se um claro debate institucional entre a população (que tem registado um enorme interesse pela situação) e os autarcas. Já Dulce Bagagem, vereadora do PS na oposição, mostrou algumas reservas quanto ao sucesso deste tipo de debate público e à sua calendarização, tendo em conta que haverá apenas um mês para apreciação.Segundo o executivo camarário, esta é também a fase de conjugar a parte técnica e política, existindo neste momento um técnico especializado na matéria, oriundo do Instituto Superior Técnico em Lisboa, a acompanhar todo o projecto e procurando obter os esclarecimentos técnicos adequados, fora de qualquer sensibilidade política. Gonçalves Sapinho reafirma, aliás, a ideia lançada pelo seu Vice-Presidente Carlos Bonifácio na última reunião de Câmara, realizada a 4 de Setembro, de que é vital reunir com todos os Presidentes das Juntas de Freguesia, afectados ou não pelo rumo do TGV, assim como com todos os autarcas do concelho alcobacense que mostrem interesse em abordar o assunto, já que este “é um caso global e abrangente”.Não apenas: o assunto será igualmente levado à Assembleia Municipal, momento que a autarquia considera bastante importante no contexto desta discussão. “Se os autarcas de todo o concelho estiverem de acordo com o traçado do TGV, aí então a Câmara não levantará qualquer objecção. Mas enquanto isso não acontece, discordamos em absoluto dos mapas e da forma como nos foram apresentados pelo Governo”, sublinha Gonçalves Sapinho. Os pontos mais sensíveis localizam-se na Benedita, junto à zona da Quinta da Serra, reservada a uma futura Área Empresarial, e na Avenida Padre Inácio Antunes, onde o comboio de alta velocidade pode vir a cruzar-se com a empresa de cutelaria ICEL.Reunião fantasmaFoi há cerca de um ano atrás que o município alcobacense conheceu os primeiros planos do TGV, numa reunião realizada em conjunto com a Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE), e a qual o Presidente Gonçalves Sapinho imediatamente abandonou em protesto contra os trajectos apresentados e por discordar da forma como as soluções estavam a ser encaminhadas. “Nem sequer quero que se saiba que participei nesta reunião porque não pactuo com isto”, disse na altura Sapinho aos presentes. Carlos Bonifácio garante não só ter testemunhado este gesto, como o reforçou: “Considerava que aquilo faltava ao respeito ao concelho de Alcobaça.”Segundo o líder da autarquia, e durante uma segunda reunião realizada em Lisboa, ficou então acordado com o Presidente da RAVE que nenhuma informação sobre este projecto inicial seria tornado a público enquanto não se voltassem a reunir. E que qualquer próximo encontro só se realizaria na presença dos presidentes das Juntas de Freguesia afectas ao projecto e depois de reapreciados os mapas. Contudo, esta reunião prometida nunca se chegou a realizar e os documentos do traçado acabaram por ser depositados na Câmara Municipal de Alcobaça sem qualquer tipo de contacto posterior com vereadores ou com outros representantes no município.

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