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Adrião censurado

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Daniel Adrião é alvo de criticas contundentes por parte dos seus camaradasComissão Política Concelhia do PS aprovou moção por esmagadora maioriaA censura política teve por base sete pecadilhos imputados ao líder do PS Alcobaça dos dois últimos anosAntónio Paulo O REGIÃO apurou que por esmagadora maioria – apenas com um voto contra e uma abstenção […]

Daniel Adrião é alvo de criticas contundentes por parte dos seus camaradasComissão Política Concelhia do PS aprovou moção por esmagadora maioriaA censura política teve por base sete pecadilhos imputados ao líder do PS Alcobaça dos dois últimos anosAntónio Paulo O REGIÃO apurou que por esmagadora maioria – apenas com um voto contra e uma abstenção – a Comissão Política Concelhia do PS de Alcobaça, aprovou na sua reunião do passado dia 15 de Setembro, uma moção de “censura política” a Daniel Adrião, anterior líder da concelhia e vereador com mandato suspenso desde a passada segunda-feira na Câmara Municipal de Alcobaça (ver caixa ao lado). Na proposta subscrita por Acácio Barbosa – adversário do actual líder Nuno Pereira nas últimas eleições internas – e por mais cinco elementos, provocou acesa discussão entre os dirigentes rosa, Daniel Adrião é acusado de “ser o rosto do descalabro” nas últimas “Autárquicas”, acto eleitoral em que o “PS de Alcobaça obteve o pior resultado de sempre do pós-25 de Abril”.

Na moção, à qual o REGIÃO teve acesso, são imputados a Daniel Adrião “o responsável pela acção política desenvolvida em 2004 e 2005”, sete pecadilhos, uns de ordem política, outros de ordem financeira. Na primeira tipificação, surgem como actos censuráveis, a “desobediência” às orientações dos órgãos nacionais em Novembro de 2004, na sequência da dissolução do Parlamento da República quando foi decidido “congelar as Autárquicas”; a colocação no concelho na noite da vitória nas “Legislativas” de outdoors “Agora Nós”, com a figura do candidato indigitado, “sem ter havido aprovação na Federação Distrital de Leiria e da Coordenadora Nacional Autárquica”; a realização em Março e Abril de 2005 de duas Assembleias de Militantes com a aprovação de uma reunião da CPC que “não produziu efeitos, desrespeitando-se a vontade da maioria dos militantes”, e finalmente, o facto de após a instalação da Assembleia Municipal, o candidato do PS aquele órgão e que teve melhor votação que o candidato à Câmara, ter sido substituído por outro, e tendo-se posteriormente demitido do partido. Falta de prestação de contasNa vertente financeira, os críticos de Daniel Adrião, lembram os comunicados surgidos no final do ano passado na imprensa sobre o não pagamento das rendas onde esteve instalada a sede do partido, situação “nada abonatória sobre a honestidade e seriedade dos militantes”, e referem que em Março passado, aquando da realização de eleições para a CPC, constatou-se que “muitos militantes haviam pago as quotas em 2004 e 2005 e constavam dos cadernos como se o não tivessem feito, apesar de terem pago as suas quotas, uns com recibos passados, tendo alguns sido politicamente prejudicados”. Finalmente, “o facto de não ter apresentado as contas da secção, volvidos cerca de seis meses após a cessação do mandato”, é outra das situações irregulares imputadas a Daniel Adrião. O REGIÃO tentou durante os dois últimos dias contactar Daniel Adrião para obter uma reacção às acusações de que foi alvo, mas todas as tentativas resultaram infrutíferas. Já Acácio Barbosa confirmou que “a gestão política e financeira de Daniel Adrião foi criticada” mas “recusou-se a comentar na praça pública, uma questão interna do partido e que apenas diz respeito aos militantes socialistas”. Por seu lado, Nuno Pereira, presidente da CPC, em declarações ao REGIÃO, começou por afirmar que a “proposta foi apresentada, debatida e aprovada no local certo, e a grande ilação da mesma a retirar da mesma é que os erros apontados não podem voltar a ser cometidos, mas para isso o partido tem de estar unido”. Sobre as faltas de comparência apontadas a ao seu antecessor, Nuno Pereira afirma que “eu tentei com enorme persistência que o Daniel Adrião comparecesse às reuniões da CPC, mas não o consegui, encontrando sempre a justificação de afazeres inadiáveis nas funções que desempenha na secretaria de Estado das Obras Públicas e Comunicações, o que agora surge perfeitamente fundamentado com as razões invocadas para a suspensão de mandato de vereador que o Daniel Adrião apresentou na passada segunda-feira”.Para esta noite (dia 4) está prevista a realização de uma reunião da CPC, para a qual não está confirmada a presença de Daniel Adrião, mas se ex-líder da concelhia o fizer será apenas para rebater as acusações de que foi alvo, já que ao suspender o mandato de vereador deixou de ter assento por inerência na CPC.

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