Um conto por Juliana Esperançacontinuação)- Então, saíste? – Perguntei.- Reparei que tinhas saído e vim ver se estava tudo bem…- Está tudo bem…- Eu saí porque a Leila começou a abusar, já queria ir dar uma volta, não gostei da ideia, e como estás sozinha resolvi vir dar-te as prendas agora…- “as”?- Sim, são duas…espera aqui…fecha os olhos…Naquele momento com os olhos fechados, só pensava que estava a ser feliz, e que nunca tinha imaginado um momento assim…- Já podes abrir…
– Umas Açucena… são tão bonitas…- Aí tens a razão para o teu nome…- Obrigado- Mas falta umaEle tirou do bolso um anel azul e pôs-me no dedo.- Isto é para simbolizar o que sinto por ti… Aceitas namorar comigo?- Claro que sim… – respondi com o coração aos saltos.Naquele momento começámos a namorar…o momento que eu mais ansiava sem saber…Voltámos para a discoteca e não parámos de dançar…A Leila ficou com alguns ciúmes, mas não foi nada que nos fizesse chatear, sempre fomos grandes amigas, só se sentiu vencida… A partir daí eu e o Leo desfrutámos do pouco tempo que nos restava, divertimo-nos imenso até que chegou o dia 1 de Agosto ao fim da tarde…estávamos na praia…- Hoje é a nossa despedida – disse eu triste – gostei de te ter conhecido- Não fales assim…até parece que nunca mais nos vamos ver! – Disse ele- Prometes que vens para o ano?- É claro que sim! Nem que venha sozinho! – Disse ele – Açucena, eu gosto de ti…nem sabes como sou esquisito com as raparigas… (isto que ele acabou de dizer não é mentira porque eu li os relatórios das namoradas, e uma delas ele só namorou porque foi aposta e por ter os olhos muito azuis, imaginem…)- Eu sei – respondi – que gostas muito de mim.- Tenho uma coisa para te dizer, é assim, eu pedi à minha mãe um telemóvel, e ela vai dar-me um nos anos, dás-me o teu nº e assim serás a primeira pessoa a entrar no meu telemóvel, ok?- Ok…Fomos para casa, o Leo foi tomar banho, e os pais dele foram fazer o jantar, e como era o último dia eu fui ver outra vez o caderno para ver o que ele tinha escrito sobre mim… encontrei e lá estava o meu nome “Açucena Duarte” e dizia assim: “Conheci a Açucena, uma flor muito bonita, ela é uma amiga bestial, conheci-a na Nazaré, mais especificamente na Quinta-Nova, vou lá passar mais ou menos um mês e meio, damo-nos muito em e acho que estou a sentir qualquer coisa por ela…nunca tinha conhecido ninguém assim… (2/07/2004) Hoje é o dia de anos dela 13/07, e realmente apaixonei-me por ela, vou oferecer-lhe uma Açucena, um anel e vou pedir-lhe em namoro, só espero que ela aceite… (13/07/2004) Hoje é o último dia cá…estou muito triste, mas não o vou mostrar à minha namorada…pois a Açucena aceitou…vou aproveitar este dia para me despedir.(02/08/2004)”Adorei o que ele escreveu…fui para o meu quarto, deitei-me e ouvi o Leo a sair da casa-de-banho e a descer as escadas, só pensava no outro dia de manhã, como iria ser a nossa despedida…estava tudo em silêncio, não conseguia dormir, até conseguia ouvir os pais do Leo a conversar… não consegui deixar de ouvir e comecei a perceber…”Então já decidiste a que horas vamos?””Sim, vamos pelas 6.30, levanto-me às 5.30 e acordo o Leo””Já avisaste os Duarte?””Já, só não avisei o Leo”Ao ouvir isto fiquei chocada…eu não me ia despedir do Leo…tinha de fazer qualquer coisa…então levantei-me e fui ao pé do sofá, onde o Leo estava a dormir…lá estava ele a dormir, lindo como sempre…quando eu me ia embora oiço baixinho, “Açucena”, era ele a chamar, olhei, “anda cá”, chamou-me- O que estás aqui a fazer?- Vim olhar a última vez para ti…- Então e amanhã?- Eu ouvi os teus pais, vão-se embora às 6.30 da manhã…- Eles não podiam fazer isso…- Mas vão fazer…vêm acordar-te às 5.30.- Tive uma ideia, porque não ficas aqui comigo?- Dormir contigo? – Perguntei admirada.- Não, podemos ficar a fazer jogos e a falar, não é assim muito tempo, vou-me embora daqui a 4 horas… ’tá bem?- Ok- Então anda para ao pé de mim, o que vamos falar, fazer perguntas um ao outro… tipo…gostas de mim?- Isso é óbvio que sim…agora sou eu…Passámos a noite a falar, até que chegam as 5.30…- Já são 5.30… – disse eu – ainda agora era 1.00…- Venho no próximo ano…vais ver que passa num segundo…- Espero bem que sim…vou para o quarto, se me vêm aqui ainda pensam outra coisa…- ’tá bem…Aproximá-mo-nos e demos um beijo, o primeiro e o último até ao próximo Verão… fui para o quarto, esperei para ouvir o carro ir-se embora, ouvi e adormeci…No outro dia acordei, e mais parecia aquilo tudo ter sido um sonho, mas eu sei que não foi, foi tudo real…e vai continuar no próximo Verão, conheci-o, Leonardo, e foi o melhor que me aconteceu este Verão…FIM




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