As chamas lavraram durante três dias e “devoraram” cerca de seis quilómetros da Serra dos CandeeirosIncêndio lavrou na Serra dos Candeeiros durante três dias Fogo lavrou durante três dias, onde as chamas “devoraram” cerca de seis quilómetros da Serra dos Candeeiros Liliana JoãoO incêndio que “devorou” grande parte da Serra dos Candeeiros começou na passada quinta-feira, cerca das 15 horas na aldeia da Boieira, concelho de Porto de Mós e só foi circunscrito três dias depois, na madrugada do passado domingo, deixando para trás cerca de seis quilómetros da Serra em cinza.
Durante as primeiras 24 horas do fogo, as chamas já tinham consumido mais de 700 hectares, e cerca das 8 horas da manhã de sexta-feira, o Itinerário Complementar 2 (IC2) foi cortado (entre Moleanos e São Jorge), já que o incêndio, desceu a serra e surgiu perto das habitações, ameaçando as aldeias de Pedreiras, no concelho de Porto de Mós, e as aldeias de Casais de Santa Teresa, Ataíja de Cima, Ataíja de Baixo e Moleanos, no concelho de Alcobaça. Na altura, em toda a área do incêndio, estavam 336 bombeiros, apoiados por 89 viaturas e dois meios aéreos, contando com um Grupo de Reforço de Incêndios Florestais de Setúbal. Mas as chamas, que cerca das 19 horas começaram a “acalmar”, voltaram a ganhar força e com o cair da noite, era possível ver a Serra dos Candeeiros a arder, desta vez descendo a encosta em direcção à aldeia dos Moleanos. Cerca das 23 horas, o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, chegou junto dos bombeiros que se encontravam junto às habitações mais próximas das chamas. “Proteger habitações e construir defesas”“Não se admite que as coisas estejam assim neste momento, porque quando eram 19 horas, os bombeiros tiveram a oportunidade de o apagar (o incêndio) e não o fizeram deixando-o arder à vontade”. “Á tarde, o incêndio poderia ter ficado circunscrito mas os bombeiros foram embora e agora as chamas estão cada vez maiores e entretanto chegam às casas”. Estas foram alguns dos desabafos que o ministro Estado e da Administração Interna, que ouviu dos muitos populares e moradores da aldeia ameaçada pelo fogo. Depois de ser informado sobre a situação pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça e de fazer um reconhecimento da zona ameaçada pelas chamas, António Costa concluiu que a prioridade seria “proteger as habitações e construir defesas”, admitindo que “a grande preocupação neste momento é a projecção que o fogo poderá ter se se aproximar mais das habitações”. Na manhã seguinte (passado sábado), a aldeia dos Moleanos acordou sob uma situação muito mais controlada que na passada noite, uma situação que denunciava que o fogo estaria controlado, ou até mesmo circunscrito, avistando-se na Serra apenas alguns focos de incêndio. No entanto, cerca das 18 horas a chamas voltam e o fogo reacendeu mais uma vez, prologando-se o combate dos bombeiros, mais uma vez, pela noite dentro. O fogo é mais uma vez “atacado” pelos soldados da paz, e na manhã do passado domingo, o incêndio que tinha começado há três dias, foi circunscrito. “Falta de sentido cívico”António Costa, criticou em Porto de Mós a falta de sentido cívico das populações que não criam faixas de protecção em torno das suas casas. Pouco depois de ter visitado locais onde as chamas que lavram na Serra dos Candeeiros ameaçavam casas, António Costa considerou que as pessoas não têm cumprido na manutenção (da limpeza) das matas e não se podem lembrar dos incêndios só quando há incêndios. “É essencial que as pessoas alterem o seu comportamento criando faixas de protecção em redor das suas casas”, sublinhou o ministro.




0 Comentários