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Museu do Vinho de Alcobaça reabriu ao público

Paulo Alexandre

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O Museu do Vinho de Alcobaça reabriu no passado dia 28 de junho, e irá funcionar, ainda numa fase experimental, com um horário de abertura de terça-feira a domingo assumindo um regime fixo de visitas guiadas de manhã, às 11 horas e, à tarde às 15 horas.

O museu disponibiliza ainda um serviço de visitas sob marcação prévia para escolas e grupos organizados. As visitas terão uma tarifa de admissão de 2,5€ para o público em geral e gratuita para crianças (até aos 12 anos), seniores (maiores de 65 anos), estudantes, profissionais de museus e escolas. No local, vai estar ainda em actividade um gabinete de museologia e um centro de documentação.

Associada à abertura regular do museu, neste e primeiro dia, que incluiu visitas guiadas gratuitas ao museu, às 11h00 e às 15h00, e o lançamento da nova imagem e dos novos vinhos da Adega Cooperativa de Alcobaça.

O Museu do Vinho de Alcobaça é hoje considerado uma das jóias do património vitivinícola nacional. Instalado na antiga adega que, em 1874, José Eduardo Raposo de Magalhães mandou edificar para aí implementar e desenvolver a sua produção de vinhos JEM, o imóvel

representa um património museológico da maior importância no contexto da indústria do vinho em Portugal.

Enriquecido durante as décadas de 70, 80 e 90 (do século XX) pela personalidade colecionista e obreira do Eng.º Paixão Marques (delegado regional da JNV/IVV), o acervo museológico é o mais completo do país no que toca à temática vitivinícola, abrangendo aspetos significativos

da cultura material do vinho de inquestionável valor histórico, científico, industrial e etnográfico que vão do século XVII ao advento do século XXI.

Composto por um universo com mais de 8500 peças móveis, a coleção permanente contempla várias tipologias que vão da enologia, à etnologia, à tecnologia tradicional, à arqueologia industrial até às artes gráficas, plásticas ou decorativas. Um conjunto integrado dentro do conceito da exposição temática e da musealização de sítio, contextualizando a viticultura e a vinicultura (em diferentes momentos históricos), as indústrias correlativas (tanoaria, engarrafamento, vidro de embalagem), armazenamento, distribuição ou o consumo do vinho.

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