(In)segurança escolar

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Luís Silva junto a uma das ineficazes bocas de incêndioExercício revela falhas na Escola de São Martinho do PortoA escola tem problemas graves de segurança detectados no último simulacro desenvolvido naquele estabelecimento de ensino frequentado por cerca de sete centenas de alunosCarlos BarrosoLuís Silva, delegado de segurança da Escola EB 2/3 de São Martinho do […]
(In)segurança escolar

Luís Silva junto a uma das ineficazes bocas de incêndioExercício revela falhas na Escola de São Martinho do PortoA escola tem problemas graves de segurança detectados no último simulacro desenvolvido naquele estabelecimento de ensino frequentado por cerca de sete centenas de alunosCarlos BarrosoLuís Silva, delegado de segurança da Escola EB 2/3 de São Martinho do Porto revelou que a “pior coisa” que existe na escola “são os telhados, o piso, as escadas os acessos e os fios pendurados pelos telhados”, denunciando que no período passado “fizemos uma simulação em que tivemos a presença dos Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto, da PSP e da Protecção Civil de Alcobaça, que detectaram durante o exercício que uma série de problemas relacionados com aspectos que não dependem de nós”. “Durante este exercício que teve uma evacuação dos alunos que até correu bem, descobriu-se que “há falta de pressão nas bocas-de-incêndio”, explicou ao “REGIÃO”, Luís Silva., sublinhando que “nós não conseguimos aumentar a pressão porque rebentam os canos por todo o lado”, contou o técnico de segurança do estabelecimento de ensino com vinte anos.

Também a rede de águas “está completamente degradada”, diz Luís Silva que acrescentou que “há bem pouco tempo tivemos uma rotura de água que teve de ser a Câmara a resolver o problema”, adiantou. Para este técnico, numa situação real de emergência a escola apenas pode “contar quantidade de água que os bombeiros trouxerem nas suas viaturas”. Para terem a certeza que o caso era mesmo preocupante, foram feitos testes aos equipamentos e “de facto as bocas-de-incêndio não têm caudal suficiente para alimentar, nem tem as medidas universais que todos os bombeiros usam”. Luís Silva contou ainda que foi feito “um ponto de situação e enviamos um relatório para a Direcção Regional, mas a resposta é sempre a mesma: não há dinheiro” e por isso só nos resta “continuar a aguardar”.Além desta dificuldade existe o problema do piso, que segundo revelou o técnico “está num estado lastimoso”, já que “às vezes basta andar para se ter uma lesão, porque não tem alcatrão”. O melhor local é o campo de jogos porque teve uma intervenção recentemente, mas ainda assim o seu estado não é dos melhores para a prática desportiva.Por tudo isto Luís Silva reforça que “incessantemente fazemos pedidos para a Direcção Regional de Educação para intervenção a este nível, mas ano após ano a situação tem sido adida”. Devido ao estado dos pisos e por serem alunos muito agitados” devido à idade, “há pequenas quedas e pequenos traumatismos”. Outras questões de segurança da comunidade escolar têm que ver ainda as agressões verbais e físicas. “São problemas corriqueiros do dia a dia, porque os casos relacionados com a toxicodependência são raros e esporádicos”, revela. “Nestas idades as agressões verbais são o que mais tempos, apesar de eles próprios não considerarem como um acto ilícito. Ofender verbal um colega é a coisa mais natural do mundo para eles” frisa.Pequenos furtos, “também temos”, nomeadamente a estojos, canetas e pequenos objectos dentro das salas de aula, mas também existem furtos de telemóveis, MP3 e pequenas quantias de dinheiro, durante as aulas de educação de física, apesar dos valores ficarem num cesto de valores, mas “no momento de tirar e colocar as coisas do cesto acabam por desaparecer alguns objectos”, denunciou. A Escola de São Martinho do Porto tem 700 alunos, do segundo e terceiro ciclo.

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