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António Salvador Podemos estar na vida com uma atitude Passiva ou Activa: ou somos dos que perguntam o que o Estado faz por nós, ou dos que perguntam o que fazer pelo Estado. É bom lembrar que o Estado é o Povo, isto é, todos nós, Cidadãos que devem ter uma atitude cívica responsável na […]

António Salvador Podemos estar na vida com uma atitude Passiva ou Activa: ou somos dos que perguntam o que o Estado faz por nós, ou dos que perguntam o que fazer pelo Estado. É bom lembrar que o Estado é o Povo, isto é, todos nós, Cidadãos que devem ter uma atitude cívica responsável na sociedade, trabalhando, criando riqueza e qualidade de vida, para nós e para os nossos. Há quem se esqueça disso (infelizmente demais). Se temos pessoas que necessitam de ajuda durante algum tempo (casos em que a Sociedade e o Estado devem ajudar o máximo possível), também é certo que se criaram condições para algum oportunismo e irresponsabilidade, numa política que acaba por ter sérias consequências, esgotando recursos que devem servir para ajudar os que realmente precisam!

Quantos de nós sabem de pessoas que recusaram trabalho porque recebiam mais como desempregados? Quantos de nós sabem de quem procura emprego e não trabalho? Numa profunda crise económica e de deslocação de empresas para outros países, que fazer? Não seremos também culpados (empregados e patrões) por termos vivido à custa de subsídios em vez de investir em inovação e em verdadeira formação útil para sermos competitivos em vez de desperdiçarmos dinheiros Europeus? E agora? Numa época de forte crise (apesar do desemprego descer na Europa subiu em Portugal), temos de nos convencer que a situação só melhora se a economia crescer e as pessoas forem dinâmicas e empreendedoras no seu trabalho, deixando de se convencer que o Estado (Governo ou Municípios), estará lá para ajudar. Não vai estar: ele próprio tem um défice para reduzir! Pior, numa época em que micro empresas e trabalhadores estão mal, o Estado tomou medidas de curto prazo que irão agravar a situação, pois aumentou impostos directos (irs) e indirectos (iva, imi, combustíveis) e aperta o cerco a devedores. Há casos para aplaudir; outros nem tanto: há pessoas em grave situação financeira (a piorar com os juros mais altos); há dificuldades em cumprir obrigações fiscais; há o fecho de empresas que criará mais desemprego… e mais encargos para o Estado (parece um paradoxo). Também há dificuldades nas autarquias locais, com dividas enormes acumuladas nos anos de “vacas gordas” e que, nos anos das “vacas magras”, vão ser difíceis de resolver. Para todos, em qualquer circunstância, é altura de agir com mais rigor, realismo e responsabilidade, acabando com subsídios e dependências, numa atitude que, no País, nos Municípios, no trabalho e em casa, seja de verdadeiramente responsável!

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