Autarca e população congratulam-se com a manutenção dos correios em S. MartinhoCTT garantem manutenção dos correios em São Martinho do Porto, Alfeizerão e Valado dos Frades Populações, autarcas e sindicalistas cerraram fileiras e adiaram eventuais encerramentos das estações António PauloCom as garantias dadas pela administração dos CTT de que não haverá lugar a encerramentos, os autarcas e as populações de São Martinho do Porto, Alfeizerão no concelho de Alcobaça e de Valado dos Frades, na Nazaré, conseguiram umas tréguas na contestação ao encerramento das estações locais dos CTT. Garantias igualmente bem recebidas pelo Sindicato Nacional de Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, que ainda assim não deixa de manifestar algumas reservas quanto ao futuro, com Dina Serrenho a sublinhar que “esta não é primeira vez que a administração recua temporariamente nas suas decisões”.
A sindicalista reagia assim perante o visível entusiasmo das cerca de duas centenas de participantes na vigília nocturna que teve lugar na passada quinta-feira frente à estação dos CTT de São Martinho do Porto, quando Manuel Antunes Pereira, presidente da Junta de Freguesia local, anunciou que a administração dos CTT, presidida por Luís Nazaré terá sido sensível aos argumentos para manter o balcão a funcionar. A administração dos CTT terá igualmente recuado na decisão de encerrar a estação de Alfeizerão, facto comunicado através de uma missiva dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Gonçalves Sapinho. Apesar desta garantia, Natividade Marques presidente da Junta de Freguesia de Alfeizerão, prepara, entretanto, uma reunião com Assembleia de Freguesia para definir qual a resposta a dar à administração dos Correios que propôs, à Junta, a passagem dos serviços correios para a sua competência, a exemplo do que havia sucedido com a sua congénere de São Martinho do Porto, proposta que esta recusou. Ainda sem resposta para a proposta dos CTT, Natividade Marques garante apenas que a posição da população da vila é de “total repúdio” face a qualquer tentativa de encerramento do balcão. Mobilização popular Também em Valado dos Frades, o executivo da Junta secundado pela Assembleia de Freguesia recusaram transferir os serviços para a futura sede da junta, que deverá estar concluída nos próximos meses. Em carta enviada à Junta de Freguesia, os CTT propuseram que a autarquia se responsabilizasse pela prestação alguns serviços ou indicasse uma associação interessada em prestar aquelas obrigações. Em documento aprovado no decorrer de uma reunião, a Assembleia de Freguesia defende “a necessidade de manutenção dos serviços Correios/CTT tal como estão, lamentando a pretensão da empresa em querer retirar à população um serviço prestado com qualidade e do qual depende diariamente”.As juntas de freguesia têm vindo a ser informadas da intenção da administração dos CTT, de transformar as estações em postos de correio e convidou as próprias juntas a gerirem os serviços ou, em alternativa, a encontrar um particular ou uma associação que o assegure, o que não agrada aos autarcas. Sem surgirem interessados na exploração dos postos nos moldes em que os CTT propõem, face às alterações entretanto introduzidas na lei, deixaram de ter efeitos vinculativos junto da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) – autoridade reguladora das comunicações postais e das comunicações electrónicas – as posições contra encerramentos tomadas pelas câmaras e juntas, pelo que a empresa pura e simplesmente, poderá decidir-se pelo encerramento das estações. Para a sindicalista Dina Serrenho “agora só mesmo a atenção dos autarcas e, sobretudo a mobilização determinada das populações poderá evitar o fim da prestação de um serviço público, essencial ao dia a dia de milhares de habitantes do distrito de Leiria, no qual os CTT pretendem fechar cerca de trinta estações”.




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