Abílio Santiago (ao centro) ladeado pelos clínicos da Confraria, Artur Santiago (à esquerda) e Francisco TeixeiraConfraria de Nossa Senhora da Nazaré abre Centro Hospitalar na próxima quarta-feiraAvança o Centro Hospitalar mas a unidade de internamento de cuidados continuados fica a marcar passo António PauloDepois de ter realizado um investimento de cerca de 75 mil euros na realização de obras de remodelação do piso zero do Hospital da Nazaré e na aquisição de equipamento, a Confraria de Nossa Senhora da Nazaré (CNSN) vai abrir na próxima quarta-feira (dia 9) um Centro Hospitalar, que disponibilizará consultas particulares de 21 especialidades, alargando igualmente, a oferta de exames complementares de diagnóstico já disponíveis e convencionados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Análises clínicas, raios-x, ecografias, cóloncospias, electrocardiogramas, audiogramas e tímpanogramas, serão os exames a serem disponibilizados, a par de consultas da especialidade, como, cardiologia, cirurgia geral, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, ginecologia/obstetrícia, medicina dentária, neurologia, psicologia, pediatria, reumatologia, urologia e oftalmologia, entre outras, convencionadas com subsistemas privados.
Para Abílio Santiago, presidente da Mesa Administrativa da CNSN, o Centro Hospitalar resulta da “necessidade de rentabilizar algum pessoal e um espaço que se encontravam desaproveitados, face à não existência de protocolos com o SNS, e perante o fim das consultas de especialidade subsidiadas, potenciando, assim, a oferta de novos serviços à população do concelho da Nazaré, para esta não ter de se deslocar para concelhos vizinhos”. “Com a criação deste novo serviço, a Confraria não está a virar-se para o privado e a deixar a sua vocação social” explica Abílio Santiago, exemplificando que “o Hospital continuará a funcionar como até aqui, desde que o Serviço Nacional de Saúde mantenha a contratualização em vigor, o mesmo sucedendo com a Extensão do Sítio do Centro de Saúde da Nazaré da responsabilidade do Ministério da Saúde”. “Queremos prestar serviços de qualidade a quem pode pagar e reforçar a qualidade dos prestados aqueles que a nós recorrem na óptica do apoio social”, frisa Abílio Santiago. Cuidados continuados adiados A oferta de prestação de serviços a população nazarena, idealizada pela CNSN para o ano em curso, sofreu no passado mês de Julho um duro revés, com o adiamento do desenvolvimento no distrito de Leiria, da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados de Saúde a Idosos e Dependentes, um programa no qual intervêm os Ministérios da Saúde e do Trabalho e Segurança Social. A CNSN na sequência de contactos estabelecidos com a Sub-Região de Saúde de Leiria, viu ser-lhe “garantida” a atribuição de 27 camas para internamento – das 33 disponíveis na instituição – e nesse sentido investiu em equipamento cerca de 120 mil euros em equipamento e em algumas beneficiações das instalações, contando com uma entrada em funcionamento no passado mês de Julho. Uma “garantia” ainda reiterada a Abílio Santiago, a 1 de Julho, em Fátima, pela coordenadora nacional do programa, Inês Guerreiro, mas que passados dois dias “acabou desfeita com a comunicação escrita do adiamento do arranque do desenvolvimento do projecto no distrito de Leiria que previa um total de 70 camas, entre as quais as 27 da CNSN”. “Não me foram adiantadas razões para o adiamento, mas sei que este nada teve a ver com a Segurança Social de Leiria ou com a Sub-Região de Saúde de Leiria”, sublinha Abílio Santiago, que tentando desdramatizar a situação, recorda que “Nossa Senhora da Nazaré anda por aí e ela há-de resolver esta situação, que não nos deixa de causar alguns problemas, face ao investimento efectuado e integralmente suportado pela instituição, e à não entrada das comparticipações estatais previstas”. “Até um fisioterapeuta já tínhamos contratado, em relação ao qual vamos ter de assumir os compromissos assumidos”, desabafa Santiago. Mas o leque de serviços que a CNSN pretende prestar no futuro, não se confinam apenas à vertente da saúde, mas estendem-se igualmente à área da Segurança Social, sector onde a instituição pretende investir. Nesta área, a CNSN projecta avançar para a criação “residências assistidas”, num total de 25 unidades, correspondentes a T0 ou T1, as quais se destinarão a servir de moradia de férias ou de carácter permanente, para os utentes da segurança social de países nórdicos. “Encontrar novas receitas para fazer face a cada vez mais despesas” é, para a Mesa Administrativa da Confraria, o objectivo prioritário desta nova frente de negócio.




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