INAG quer estender a 100 metros – a contar da base da falésia – a faixa de protecção na praia da NazaréCâmara da Nazaré quer uma avaliação aprofundada sobre estado das arribasA autarquia vê como “excessivas” algumas medidas preconizadas pelo Instituto Nacional da ÁguaA autarquia nazarena analisou na reunião de executivo, do passado dia 17 de Julho, o relatório sobre o estudo de vigilância e acompanhamento da estabilidade das arribas no troço litoral entre os limites dos concelhos de Marinha Grande e Mafra, e deliberou, por unanimidade, solicitar ao Instituto Nacional da Água (INAG) uma reavaliação das medidas propostas para a redução de riscos nas zonas identificadas junto ao promontório da Nazaré, considerando-as, em alguns casos, “excessivas”.
Para a Câmara Municipal da Nazaré (CMN), o preconizado aumento da área interdita na zona norte da praia da Nazaré – que se estenderá a 100 metros da base da arriba – poderá ter “efeitos claramente contraproducentes”, convidando à infracção os utentes menos cuidadosos ou cumpridores. A CMN entende “esta proposta como muito exagerada”, pelo que é solicitado ao INAG um estudo mais aprofundado, nomeadamente quanto à queda de graves que justifique um tal aumento da zona já delimitada na praia e que, até à data, tem provado ser eficaz na restrição ao acesso dos banhistas.Outra das conclusões do estudo do INAG aponta para o aumento da zona actual de interdição rodoviária e pedonal no Sítio da Nazaré, situação que a autarquia considera ser necessário “analisar, tendo em conta as características desta área”. No que se refere à zona do Forte de S. Miguel, no extremo do promontório, o INAG recomenda a retirada da escada que serve de acesso à base da falésia. A CMN alerta para os “efeitos negativos” desta proposta, na medida em que a zona é muito frequentada por pescadores desportivos que, desta forma, recorrerão a meios menos seguros para levar a efeito a sua actividade. Neste sentido, a autarquia solicita não a retirada, mas sim o reforço das condições de segurança do acesso. Também para a zona sul da praia do Norte, junto à arriba, o INAG propõe a criação de uma área de delimitação física de 100 metros, que a autarquia considera “excessiva” e, mais uma vez, solicita uma reavaliação, através de um estudo mais aprofundado.




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