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Nazaré inicia preparação do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas

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As alterações climáticas identificadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas para a humanidade e planeta estiveram em análise durante o Conselho Local de Adaptação do Município da Nazaré, que se realizou no passado dia 12 de outubro e envolveu representantes de entidades locais e setoriais relevantes. A preparação do Plano Municipal, enquadrado […]

As alterações climáticas identificadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas para a humanidade e planeta estiveram em análise durante o Conselho Local de Adaptação do Município da Nazaré, que se realizou no passado dia 12 de outubro e envolveu representantes de entidades locais e setoriais relevantes.

A preparação do Plano Municipal, enquadrado no projeto Oeste Adapta – Planeamento da Adaptação Climática Municipal na Região Oeste, liderado pela OesteCim, em parceria com o CEDRU e a Vestlandsforsking (Noruega), financiado pelos EEA Grants Portugal  no quadro da Small Grants Scheme #3 – Projetos para reforçar a adaptação às alterações climáticas a nível local, do Programa Ambiente, foi o motivo do encontro.

A emissão de gases com efeito de estufa, atualmente, o grande alvo das políticas de mitigação das alterações climáticas e de adaptação aos seus efeitos.

Recorde-se que a Convenção-Quadro das Nações Unidas relativa às Alterações Climáticas (CQNUAC), tal como as negociações em curso sobre o regime climático, têm como finalidade a estabilização das concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera a um nível que evite uma interferência antropogénica perigosa no sistema climático.

“Para atingir esse objetivo, a temperatura global anual média da superfície terrestre não deverá ultrapassar 2 °C em relação aos níveis pré-industriais”, explicou o representante da CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, Lda.

O vereador da Câmara da Nazaré, com o pelouro do ambiente, Orlando Rodrigues, apresentou as conclusões do trabalho de recolha dos riscos climáticos e vulnerabilidades no território concelhio, sobre os quais as medidas a adotar no Plano Municipal de Adaptação às alterações climáticas se irão concentrar.

Entre as conclusões destaca-se que a tendência de risco de incêndio florestal é de estabilização devido à “gestão florestal mais eficaz e ao abrandamento da dispersão do edificado, já o risco de cheias rápidos e inundações pode agravar-se, sendo mais previsível que aconteça em Valado dos Frades. A suscetibilidade de risco de erosão hídrica de solos é mais provável em Famalicão, que também apresenta, tal como a Nazaré, risco acrescido de galgamentos e erosão do litoral”.

Das vulnerabilidades identificadas “existe uma maior probabilidade de agravamento de temperaturas máximas, eventos extremos de calor e frequência da severidade de secas, devido às projeções de diminuição de precipitação total”.

Os territórios vulneráveis prioritários na resposta a delinear são Fanhais, pelo risco extremo de calor; embora todo o território esteja exposto ao nível da seca meteorológica; as matas de Fanhais, Valado dos Frades, Pinhal de N.S Nazaré e os Raposos ao nível dos incêndios florestais, e a Nazaré (nomeadamente a marginal), Valado dos Frades e Quinta Nova, em Famalicão, a nível de cheias rápidas e inundações. A encosta do Sítio e da Pederneira apresentam vulnerabilidades ao nível da instabilidade das vertentes e a subida prevista do nível do mar poderá afetar a foz do rio Alcoa, a marginal da Nazaré e o Salgado, em Famalicão da Nazaré.

“É importante que se reflita sobre tudo isto, pois impacta com tudo e todos”, disse o vereador do Ambiente.

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