Entrevista ao artista natural da Nazaré
O cantor e compositor Hugo Piló dá força à sua carreira a solo com o lançamento do primeiro EP: Engaço, com cinco temas cantados em português, uma produção de Ricardo Pêgo (Dikk) e coprodução de Miguel Camilo.
Hugo Piló, nascido na Nazaré e com uma carreira musical consistente e bastante diversificada, lançou a 21 de março um novo EP “Engaço”, que está disponível nas habituais plataformas digitais de música, assim como o vídeo oficial do single Faltas tu, que é o tema de apresentação.
Todos os temas são originais e contam com a participação ativa do cantor na criação das letras e produção das músicas. O disco apresenta também um dueto com Margarida Cabral
Os temas do Engaço e outros singles já conhecidos do público serão apresentados em diversos concertos pelo país, sendo o primeiro a 21 de maio no Casino da Nazaré.
Entrevista
Região da Nazaré: Porquê “Engaço” para o título? De onde veio este nome?
Hugo Piló: Engaço simboliza para mim a estrutura, tudo o que te suporta na vida e te permite ir à procura dos sonhos.
Conheci e fixei esta palavra num lagar, numa noite de amigos. E percebi logo que iria ser o nome do meu álbum. Guardei-a só para mim durante quatro ou cinco anos. Acho uma palavra bonita com um significado muito visual.
Região da Nazaré: Como é que este trabalho é diferente dos teus discos anteriores, e quais são os pontos de ligação?
Hugo Piló: É o meu primeiro álbum a solo, ainda que seja só um EP com cinco temas. Tentei criar uma linha condutora no álbum, com uma linha estética que será o reflexo das minhas influências e experiências. Consegui voltar a dedicar-me à música num período mais extenso e soube-me muito bem relembrar tempos passados.
Depois de apresentar alguns singles, nomeadamente o Cliente Habitual, Nada Pessoal ou mesmo a Trova do Vento Que Passa decidi fazer acontecer este EP também para dizer presente, e afirmar.me como um artista que quer ajudar e fazer parte do regresso à normalidade artística e cultural do nosso país.
Região da Nazaré: Tens uma carreira muito diversificada, tens trabalhando com muitos músicos. Pretendes que a sonoridade presente no “Engaço” seja a tua marca a partir de agora?
Hugo Piló: Sem dúvida.
Região da Nazaré: Os tempos de quarentena e pandemia influenciaram as letras e a sonoridade das novas músicas?
Hugo Piló: Penso que sim, nem que seja pelo facto de ter tido mais tempo para pensar e organizar as ideias. Foram tempos únicos, com sensações e momentos antagónicos. A música ajudou muito as pessoas em tempo de pandemia.
Região da Nazaré: Quando iniciaste o processo de criação deste disco?
Hugo Piló: Final do verão de 2021. A composição dos cinco temas aconteceu em dois meses
Região da Nazaré: Quem te acompanhou em estúdio e na produção no trabalho?
Hugo Piló: O produtor Ricardo Dikk, baixista dos Blister e compositor de todas as músicas, excepto uma, na qual foram invertidos os papéis comigo; e o Miguel Camilo , proprietário dos MC Sound Studios; sessões de gravação de voz, gravou guitarras, editou e misturou todo o álbum. A masterização foi deixada a cargo do Nelson Canoa.
Região da Nazaré: Que histórias e mensagens estás a tentar contar e passar nas 5 músicas do “Engaço”?
Hugo Piló: As minhas experiências, as dúvidas, as relações interpessoais e claro as metáforas que se escondem nas palavras.
Região da Nazaré: Costumas alterar muito as letras até à decisão final?
Hugo Piló: Pode acontecer, por uma questão de métrica por vezes tenho de alterar uma palavra ou outra mesmo na própria sessão de gravação de voz. Gosto muito de palavras, dos significados, e principalmente da riqueza da língua portuguesa.
Região da Nazaré: Em que plataformas podemos encontrar o disco?
Hugo Piló: Em todas as plataformas digitais disponíveis, nomeadamente no Youtube, SoundCloud e Spotify. O meu site oficial é www.hugopilo.pt.
Região da Nazaré: Está previsto lançamento em vinil? Se sim onde estará disponível?
Hugo Piló: Vinil ainda não estou inclinado, haverá sim a edição do álbum em formato físico, CD.
Região da Nazaré: Este Ep é a preparação do lançamento de um LP?
Hugo Piló: É o passo que precisava dar neste momento. O vídeo do single de apresentação “Faltas Tu” está a ser alvo da curiosidade das pessoas e isso deixa-me satisfeito.
Região da Nazaré: Quais são as expectativas do regresso aos palcos em nome próprio?
Hugo Piló: Adoro os palcos e tenho saudades deles…e eles minhas.
Região da Nazaré: Quando será realizado um concerto na Nazaré para apresentação deste novo disco?
Hugo Piló: 21 de maio, no Casino da Nazaré, Hugo Piló e as Máquinas Quentes com a primeira parte a cargo do Romeu Bairos.
Região da Nazaré: Quem são os músicos que te vão acompanhar?
Hugo Piló: As Máquinas Quentes são: Joaquim Silvino Pequicho na bateria; Daniel Pires nas guitarras; Paulo Oliveira no baixo e o Luís Agostinho ( Picamilho) nas teclas e sintetizadores.
Região da Nazaré: Além do concerto na Nazaré, o que já tens agendado ou o que esperas que vá acontecer para levares o teu espetáculo a outros locais?
Hugo Piló: Outras datas estão a ser agendadas sendo que também quero muito levar este álbum às comunidades portuguesas emigradas no estrangeiro. As coisas estão a acontecer.
Nota Biográfica
As primeiras atuações de Hugo Piló, começaram na Nazaré, aos 15 anos. Aos 18, após participar no Chuva de Estrelas, da SIC, é convidado a ingressar no grupo SantaClaus, alcançando sucesso em Portugal, muito devido à versão de Lilás, de Djavan.
Entre 2002 e 2008 dedicou-se aos Blister, banda de rock, que editou 2 LP ‘s e 1 EP, com vários temas a atingir os top´s de rádios portuguesas (Antena 3, Rádio Comercial), nomeadamente os Day by Day ou Pleasure. Fez músicas para bandas sonoras de séries, documentários e novelas de canais portugueses e brasileiros (Morangos com Açúcar, Diários de Sofia, New Wave).
Em 2012 interpretou o tema Vivo por Ti, integrado na banda sonora da novela da TVI, Espírito Indomável. A grande paixão pela música permitiu sempre grande versatilidade na interpretação de temas em várias línguas.
Nos últimos anos, o artista editou, através de plataformas digitais, alguns temas, como Nada Pessoal, Cliente Habitual ou a Trova do Vento Que Passa, de Manuel Alegre.
Em 2022, volta à cena musical com temas exclusivamente cantados em português.
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