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Dez companhias nacionais no 23.º Festival Marionetas na Cidade de Alcobaça

Paulo Alexandre

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O Festival Marionetas na Cidade realiza-se de 02 a 04 de outubro, em Alcobaça, contando, nesta 23.ª edição, apenas com 10 companhias nacionais e só com a apresentação de espetáculos de rua, por causa da pandemia.

A companhia S. A. Marionetas – Teatro e Bonecos, que organiza o evento, explica, no `dossier` de apresentação do festival, que, nesta edição, as 10 companhias nacionais participantes garantem 26 apresentações de 11 espetáculos diferentes.

“Esta edição tem a particularidade de ser totalmente realizada ao ar livre e totalmente gratuita”, dividindo-se por recintos criados na Praça da República, Praça Dom Afonso Henriques, Arco de Cister e Praça João de Deus, junto ao parque de estacionamento do Mercado Municipal.

O festival abre a 03 de outubro, com a apresentação dos espetáculos “Teatro Dom Roberto”, pela companhia anfitriã, “Alforria”, pelo teatro de rua e formas animadas Boca de Cão, “O Jardim”, pelo teatro de marionetas Mandrágora, “Fios Mágicos”, por Marionetas Rui Sousa, “Quem vai à guerra dá e leva”, por A Bolha, e “Not fragile”, pelo Teatro em Caixa.

A 03 e 04 de outubro, a Trupe Fandanga apresenta “Onirotóptero”.

No dia 04 de outubro, os espectadores também podem assistir às peças “Pic-Nic”, por Historioscopio, “Alguma Coisa”, por Fábio Superbi, e a novo espetáculo de “Teatro Dom Roberto”, por Mãozorra Teatro de Marionetas.

O festival integra ainda duas exposições, intituladas “Marionetas de Fios de Carlos Reis” e “Manipulações ilustradas 2003- 2020”, de Rui Sousa, que podem ser visitadas no Museu do Vinho da cidade até 02 de novembro.

Programa: 3 outubro 2020 | 11h

Praça João de Deus | Alcobaça | Recinto E | Lotação 20 pessoas | Duração 20 minutos | >4

Teatro Dom Roberto

S.A.Marionetas

O Teatro de Robertos representa, seguramente, uma das tradições mais antigas das artes cénicas, não só na sua vertente portuguesa e europeia, mas também nos heróis populares do oriente. De facto, a origem desta forma de arte popular de representação remonta, na tradição europeia à Commedia dell’ Arte italiana do século XVI e não parece ser improvável que as tradições orientais tenham tido, de alguma forma, influência na evolução deste tipo tradicional de representação.

É durante o século seguinte que a deambulação de artistas, principalmente franceses e italianos, proporciona uma miscigenação neste tipo de teatro, estando a sua evolução intimamente relacionada com as especificidades culturais de cada país.

Em Portugal, o herói popular chega aos nossos dias com o nome de D. Roberto, apesar de, ao longo do tempo serem várias as designações para este teatro de fantoches de luva. A prevalência deste nome está, por ventura, ligado a uma comédia de cordel com grande repercussão, intitulada “Roberto do Diabo” ou a um conhecido empresário de teatro de fantoches, Roberto Xavier de Matos.

No entanto, apesar do teatro de Robertos ter conhecido um assinalável êxito até, sensivelmente, à década de sessenta do século XX, não só através dos pavilhões que incorporavam as feiras e romarias como também nas praias e cidades, sobrevive, hoje em dia, graças aos testemunhos que chegaram até nós de uma forma fragmentária e até mesmo controversa, deixados pelos mestres bonecreiros Domingos Bastos Moura e António Dias e pelo proprietário de um dos famosos pavilhões (Pavilhão Mexicano), Manuel Rosado.

A S.A.Marionetas, tendo tido o privilégio do contacto com o Mestre António Dias, um dos últimos fantocheiros populares portugueses, recriou, a partir do seu testemunho, duas peças – “O Barbeiro”, “O Castelo dos Fantasmas” e “A Tourada”.

3 e 4 outubro 2020 | 15h | 15h20 | 15h40 | 16h | 16h20 | 17h | 17h20 | 17h40

Arco de Cister | Alcobaça | Recinto D | Lotação 1 pessoa | Duração 7 minutos | >3

Onirotóptero

Trupe Fandanga

Um universo pequenino com um pequeno ser, na árvore mais alta da floresta. O corpo é pequeno, as asas ainda mais pequenas. A utopia é grande. Voar.

Onirotópteros são máquinas voadoras que imitam o voo dos pássaros. Onirotóptero é um micro acontecimento de teatro de marionetas em miniatura. Durante 7 minutos, Oniro luta para maquinar a fuga do seu refúgio.

3 outubro 2020 | 15h

Praça D. Afonso Henriques | Alcobaça | Recinto C | Lotação 28 pessoas | Duração 40 minutos | >3

Alforria

Boca de Cão – teatro de rua e formas animadas

Alforria é um espetáculo em viagem, onde o público se poderá surpreender com a decisão da procura de uma vida mais feliz. Xica e Tibério, trabalhadores incansáveis, viviam escravizados, mas nos olhos de Silvestre, o simpático Javalicão, descobriram que a amizade e a coragem são guias do coração. Dentro e fora da carroça mostra-se a vida e o ato de viver rumo à liberdade.

3 outubro 2020 | 15h

Praça da República | Alcobaça | Recinto B | Lotação 15 pessoas | Duração 30 minutos | >4

O Jardim

Teatro e Marionetas Mandrágora

Esta história começa com a chegada da Primavera. Este ano está atrasada, e no jardim ainda dorme o Inverno. Todos os anos ela visita o jardim, esse é o lugar onde mora o Pica-Pico.

O Inverno não se queria ir embora. A culpa era do Gigante. A Nina e o Nino são meninos e gostam de estar no jardim. Mas o Gigante é egoísta, – “é só para mim!”. Ninguém pode lá ficar. O Inverno é o único que lhe faz companhia mas está sempre mal disposto.

Tic tac tic tac, batem já os ponteirinhos, tic tac tic tac, vamos jogar ao adivinho…

3 outubro 2020 | 16h30

4 outubro 2020 | 15h

Praça da República | Alcobaça | Recinto A | Lotação 20 pessoas | Duração 40 minutos | >3

Fios Mágicos

Marionetas Rui Sousa

De uma cartola sai um lenço de Arlequim… Mas este lenço afinal é um corpo, com cabeça e membros. O som de uma caixa de música, o puxar de alguns fios e dá-se a magia.

Uma marioneta ganha vida e depois seguem-se outros personagens como: um jardineiro que cuida de uma flor mágica, um pavão dourado com a sua bela penugem a esvoaçar, um vampiro apaixonado, uma bailarina espanhola com sua poesia nos seus passos de dança, etc.

Um espetáculo de encantamento, onde somos levados pela magia dos movimentos e das ações.

3 outubro 2020 | 17h30

Praça da República | Alcobaça | Recinto B | Lotação 15 pessoas | Duração 20 minutos | >3

Quem vai à guerra dá e leva

A Bolha

Um francês, um inglês e um português entram numa tasca… Isto poderia ser o início de uma anedota, mas é o mote para um espetáculo onde os protagonistas são marionetas. Uma abordagem às Invasões Francesas, não pelo olhar de quem mandava e planeava a guerra, mas pelo olhar daqueles que se encontravam no terreno, às vezes sem saber bem porquê e a fazer o quê. Durante o dia tinham que batalhar uns contra os outros, durante a noite conviviam uns com os outros. Na verdade, tinham mais em comum do que em oposição. Uma narrativa ficcional sobre um encontro improvável que poderá ter acontecido.

3 outubro 2020 | 21h30

Praça D. Afonso Henriques | Alcobaça | Recinto C | Lotação 28 pessoas | Duração 45 minutos | >4

Not Fragile

Teatro em Caixa

Será que existem homens frágeis?

Sem recurso à palavra, um excêntrico apresentador recorre ao teatro físico, à manipulação de objetos, a instrumentos musicais e sarcasmo para mostrar as suas conclusões sobre as idiossincrasias do homem com “h” pequeno.

NOT FRAGILE é uma divertida caricatura ao género masculino desenhada a partir das profundezas das teorias da psicanálise de Freud até aos gabinetes da psicologia barata da internet e imprensa cor-de-rosa, usando os estereótipos: futebol, carros, mulheres…

O teatro físico, a manipulação de objetos e a música são os principais instrumentos expressivos num espetáculo que pretende tocar todos nalgum ponto específico da sua existência e interagir com o público.

4 outubro 2020 | 15h

Praça D. Afonso Henriques | Alcobaça | Recinto C | Lotação 28 pessoas | Duração 50 minutos | >3

Pic Nic

Historioscopio – Teatro de marionetas

Um pic nic na natureza seria sem dúvida muito mais agradável sem moscas a pousar na nossa comida; sem mosquitos a sugar o nosso sangue e a transmitir sabe-se lá que doenças; sem abelhas com aqueles enormes ferrões, que quando nos espetam provocam uma repugnante e angustiante borbulha; sem formigas que nos trepam pelas pernas acima causando uma enorme e odiável comichão! Já para não falar dos besouros gigantes e aterrorizantes, que atormentam as nossas supostamente repousantes sestinhas com pesadelos pavorosos, em que milhares de bichos cheios de patas, antenas e pinças invadem as nossas tendas e nos devoram como se fossemos batatas fritas!

Alguns insetos podem ser incómodos é certo. No entanto, acreditem ou não estas pequenas engrenagens da natureza fazem tudo para salvar a nossa vida todos os dias, trabalhando silenciosa e incansavelmente para nos dar comida e manter os ecossistemas a funcionar.

4 outubro 2020 | 16h

Praça da República | Alcobaça | Recinto B | Lotação 15 pessoas | Duração 40 minutos | >5

Alguma Coisa

Fábio Superbi

Alguma Coisa é um espetáculo sobre o interior, os campos e as pessoas que lá vivem, seu trabalho na terra e a sua relação com os animais. Mas é também uma obra sobre os sonhos. Apresenta-nos a história de José. Ele passa seus dias na sua pequena casa no meio do nada, tranquilo ao pé de uma serra e cercado pelos seus amigos: suas galinhas, vacas e alguns peixes. Há também um pé de manga e, em frente, o lindo rio vermelho. Seu quotidiano é cuidar do roçado e ler seus livros.

Porém um dia ele recebe uma carta misteriosa. Ela traz uma provocação. O homem instigado aceita logo o desafio e passa a construir alguma coisa que o aproxime dos céus. Alguma coisa que possa ajuda-lo a se transportar dali, a continuar, a viajar para outros territórios.

4 outubro 2020 | 17h15

Praça da República | Alcobaça | Recinto A | Lotação 20 pessoas | Duração 30 minutos | >3

Teatro Dom Roberto

Mãozorra Teatro de Marionetas

Conhecido de norte a sul do país por: “Zé Broas”, “Robertos de Santo Aleixo”, “Robertos de Caixa Murrada”, “Títeres” ou “Robertos”, esta tradição constitui uma relíquia na cultura popular portuguesa de Teatro de Fantoches, atualmente, reconhecido como Património Imaterial Português.

Este era um espetáculo itinerante apresentado pelo “roberteiro” ou “bonecreiro” que deambulava por feiras, praias, mercados, praças, jardins ou escolas para apresentar os seus bonecos e histórias. Escondido, atrás da sua barraca, desempenhava sua função cheio de rigor e ritmo. Com um humor sarcástico, os valores, conceitos e preconceitos do seu tempo, eram ridicularizados através dos bonecos, em temas como a religião, a moral, os bons costumes, a autoridade e até a sobre própria morte!

Todos os espetáculos são de entrada livre

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