“Este documento é uma reflexão estratégica do que vai ser o CHL nos próximos anos. É um objetivo ambicioso, mas, avaliando o percurso que tem sido feito, só podemos continuar a dar o nosso melhor no trabalho de servir mais e melhor os cidadãos”, afirmou o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHL, Helder Roque.
Considerando que o CHL “conquistou respeito e estatuto”, Helder Roque salientou que a capacidade de crescimento e diferenciação da instituição “não está esgotada”.
O projeto estratégico, apresentado, pretende abrir “um novo ciclo” para o CHL e assenta em oito eixos estratégicos, onde se destaca a importância do reforço nos recursos humanos da instituição e da oferta de mais valências médicas, evitando a transferência dos utentes para outras unidades hospitalares.
O CHL, que integra os hospitais de Alcobaça, Leiria e Pombal, serve uma população de 400 mil habitantes, em que se “combina uma parte de utentes muito idosa e outra muito jovem e laboriosa”.
“Queremos ser uma referência para toda a área de influência, sermos mais eficientes para responder à nossa procura. Tendo a perspetiva de crescer nos próximos anos, pretendemos um reforço do internamento e da área ambulatória”, sublinhou o vogal executivo do CHL, Licínio Carvalho.
Criar uma Unidade de Angiologia e Cirurgia Vascular, um Serviço de Doenças Infecciosas e um Polo Assistencial de Nefrologia, em articulação com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), são alguns dos objetivos deste plano.
Outros desafios apresentados são a criação de uma consulta descentralizada de VIH, de uma Unidade de Cuidados Intermédios e de um Serviço de Reumatologia, essencialmente centrado no ambulatório, mas que deverá ter acesso a internamento, hospital de dia, laboratório, imagiologia e reabilitação.
Aumentar a lotação do internamento, remodelar o bloco operatório, criar uma unidade de cuidados paliativos em Alcobaça e uma unidade de convalescença em Pombal são objetivos a cumprir.
No caminho deste projeto, o CHL admite aumentar as instalações do hospital, criar a hospitalização domiciliária e garantir a sustentabilidade económica e financeira.
Licínio Carvalho reforçou que pretende que o “CHL seja reconhecido como um centro mais eficiente e mais humano” e “aumentar a acessibilidades dos utentes aos serviços”.
“O que queremos é garantir excelentes condições de tratamento para os nossos doentes e excelentes condições para os nossos trabalhadores”, acrescentou, revelando que o CHL passou de um orçamento de 50 milhões para cerca de 90 milhões de euros em oito anos.
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