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Comemorações do 25 de Abril na Nazaré com sessão especial da Assembleia Municipal

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A sessão comemorativa do 25 de Abril contou com a participação dos eleitos para os órgãos autárquicos locais (mandato 2017-2021) e a presença das autoridades locais convidadas. Após a sessão do hastear da bandeira nos Paços do Concelho, seguiu-se a sessão política da Assembleia Municipal, que decorreu na Biblioteca Municipal.

“É preciso um estado forte. Uma ação social que esteja acima das siglas que promova o que nos una. Uma política partidária disposta a ouvir”, referiu o Bloco de Esquerda, através de Telma Ferreira.

João Delgado, pela CDU, relembrou a madrugada que deu lugar a um novo regime político para referir que “só constrói o sonho quem antecipa a realidade”. Não basta construir o edifício (democracia). Há que manter o edifício em perfeitas condições de habitualidade. Para tal, uma manutenção e vigilância apertada são fundamentais. A Democracia constrói-se todos os dias. Não é um ato isolado. Pratica-se na nossa casa, nas várias esferas da participação a cada dia que se passa”. Comemora-se hoje o 25 de abril e tudo o que se isso significa, mas no dia a dia destroem-se as pétalas desse exercício de cidadania, de liberdades”.

Por seu turno, o PSD, através de Joaquim Pequicho, iniciou a sua intervenção com a pergunta: “O que fazer com a liberdade? Falou das pessoas em risco de pobreza e de exclusão social em Portugal, a maioria dos quais são jovens, seguindo-se os idosos, e as pessoas com deficiência (segmento que registam valores elevados) e nos agregados familiares com pessoas com portadores de deficiência o risco aumenta, o que aumenta a sujeição a condições de desigualdade. Cabe a todos decidir o que fazer com a liberdade conquistada em 1974”, concluiu.

Pelos eleitos do PS, falou Sílvia Lopes. “A luta pela liberdade, por um sistema democrático e representativo é uma bandeira do PS. É, hoje, visível quem lutou por implementar o sistema que vigora. Muitos foram os erros cometidos, mas este Portugal é diferente do de 1974. Tem um sistema politico estabilizado. E o que falta implementar é um modelo que defenda os serviços públicos. Exige-se maior responsabilidade aos partidos políticos e a cada um dos portugueses para que o caminho seja trilhado” com vista a alcançar as metas de Abril.

Terminadas as intervenções das forças representadas na Assembleia Municipal, falou o Presidente da Câmara Municipal, Walter Chicharro, que se referiu às mudanças imperadas no sistema político autárquico com a instalação da democracia. “Não está tudo feito. A democracia e a liberdade constroem-se aos poucos e com contributos de todos. Abril faz parte de todos nós, e é nossa obrigação comemorar a sua essência todos os dias. Falou, depois, da motivação que levou à construção de obra, tais como a AAE (onde se vão instalando cada vez mais empresas), o saneamento do Caminho Real e Macarca (fecho da rede nestas duas áreas); obras do novo Centro de Saúde (que será demolido para dar início à nova obra); novo Centro Escolar de Famalicão, vila onde o Pavilhão Gimnodesportivo será, em breve, possível de utilizar por todos. Hoje somos referência nacional e internacional o setor do turismo, mas queremos mais. O poder local democrático foi uma das melhores conquistas de Abril, e é por isso que continuamos a trabalhar todos os dias por ele e por este concelho”.

Por último, José Ramalhal, Presidente da Assembleia Municipal, recordou a sua mocidade e dos sentimentos na fase pré-revolução. “Dois terços da minha idade foram passado no pós 25 de abril e não estou totalmente contente. Uma das coisas mais bem conseguida foi a possibilidade de podermos expressar as nossas ideias, convicções e vontades. Foi o resultado normal do que é uma vivência de pessoas. Mas não conseguimos um 25 de Abril daquilo que queríamos na altura da Revolução. Eu gostaria que entrássemos numa fase (44 aos depois) de avanço, consolidação e do direito à palavra e liberdade de expressão, e que esta se pontuasse por uma melhor qualidade da palava, enaltecida da capacidade de expressão, e que conseguíssemos conviver com ideias diferentes, mas avançando”.

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