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Inauguração do Museu do Peixe Seco – museu vivo

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Foi apresentado, no passado sábado, o livro “Seca do Peixe: uma arte”, uma obra elaborada pelo gabinete de gestão do património e cultura da Câmara Municipal da Nazaré.

O documento reúne a história da secagem do peixe e testemunhos das peixeiras que se dedicam a esta atividade, mantendo viva uma tradição ancestral, que aprenderam com as bisavós, e que conservam com grande orgulho.

“É a primeira vez que temos um livro oficial do Município, e que iremos apresentar em atos oficiais, na representação do Município, pois reúne uma parte importante da nossa génese”, explicou Walter Chicharro, Presidente da Câmara, acerca de um testemunho escrito e visual acerca de uma arte, quase única em Portugal, cuja origem, ainda que pouco conhecida, estará associada à melhor maneira de conservar peixe para os dias de escassez, garantindo, ao mesmo tempo, o sustento das famílias.

O lançamento do livro aconteceu no dia em que foi inaugurada a nova Secagem do Peixe e o Centro Interpretativo do Museu do Peixe Seco – Museu Vivo.

Realçar um dos elementos diferenciadores da cultura nazarena na atração turística, oferecendo, ao mesmo tempo, melhores condições de trabalho e captar novos agentes para que a tradição se perpetue são alguns dos objetivos deste projeto, constituído por 3 núcleos: Secagem do Peixe (1), Centro Interpretativo (2) e Tratamento de Peixe (3), que ficará concluído em 2017, com a inauguração do último núcleo (3).

O projeto foi apresentado à população, em 2013, pela atual gestão autárquica. “Dá-se mais um passo importante em algo que faz parte da nossa identidade. Queremos preservar a tradição, dar dignidade ao local e a uma atividade secular, dando condições aos que se dedicam a esta atividade”, declarou Walter Chicharro, Presidente da Câmara da Nazaré, acerca de um projeto que visa a preservação das tradições.

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