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Cidades cerâmicas querem candidatar a arte a Património Imaterial da Humanidade

Paulo Alexandre

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Portugal será o quinto país a integrar uma associação europeia de cidades cerâmicas que pretende candidatar a arte de trabalhar o barro a Património Imaterial da Humanidade e criar uma denominação de origem geográfica protegida do setor.

A adesão da Associação das Cidades e Vilas Cerâmicas (AptCC), que congrega atualmente 14 municípios portugueses, à associação europeia “está a ser trabalhada por todas as autarquias que integram a rede portuguesa, para que em junho do próximo ano possam já participar num projeto comunitário”, disse a vereadora da Cultura da Câmara das Caldas da Rainha, Conceição Pereira.

Dos 14 municípios da AptCC, seis reuniram-se no último fim de semana de Outubro nas Caldas da Rainha, município sede da rede portuguesa, para aprovação dos estatutos, que terão de ser votados nas respetivas assembleias municipais até ao final do ano.

Só depois, explicou a vereadora, “a associação poderá submeter o processo para aprovação do Tribunal de Contas e propor ao Governo a adesão ao European Grouping of Territorial Cooperation “Cities of Ceramic” (AEuCC)”, associação que integra as associações nacionais de Itália, França, Espanha e Roménia.

Na reunião, Giuseppe Olmeti, secretário-geral da Associação Italiana de Cidades Cerâmicas e da AEuCC, sublinhou que “Portugal é considerado o país com a mais forte identidade cerâmica”, revelou a vereadora, aludindo à importância de “rapidamente se concluir o processo burocrático” de integração das cidades portuguesas.

Na reunião foram dados a conhecer os projetos em curso no âmbito da associação europeia, entre os quais “o lobbying no sentido de que a Comissão Europeia possa aprovar uma recomendação com vista à criação de uma denominação de origem geográfica protegida para os produtores de cerâmica”.

Dos objetivos da associação europeia faz ainda parte a criação de “uma estratégia conjunta para que toda a cerâmica possa vir a ser classificada como Património Imaterial da Humanidade”, processo a que Portugal se juntará “assim que se tornar membro da AEuCC”, indicou Conceição Pereira.

A Associação das Cidades e Vilas Cerâmicas portuguesa está a ser desenvolvida desde dezembro do ano passado, após o desafio lançado por Guiseppe Olmeti a uma dezena de cidades e vilas (Caldas da Rainha, Óbidos, Mafra, Barcelos, Aveiro, Alcobaça, Viana do Castelo, Ílhavo, Reguengos de Monsaraz, Redondo e Montemor-o-Novo), pela tradição nesta área.

A criação da associação, a que já aderiram mais quatro cidades, foi um primeiro passo para integrar a AEuCC, criada em janeiro de 2014 e que reúne já 97 cidades.

A adesão à associação europeia possibilitará a Portugal candidatar-se a fundos para projetos e para a promoção internacional da cerâmica, como acontece já com as quatro associações fundadoras, que em junho de 2015 apresentaram uma candidatura conjunta para um projeto de 1,7 milhões de euros.

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