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Associação de Defesa da Nazaré é contra artificialização dos estendais do peixe

JL

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A Associação de Defesa da Nazaré (ADN) critica o projeto de modernização dos estendais do peixe, integrados no futuro Museu do Peixe Seco, por considerar que não preservarem aquela tradição emblemática da vila

O problema está na artificialização do espaço natural dos estendais e da atividade um dos postais emblemáticos da Nazaré”, sustenta a associação, num comunicado em que critica a criação de uma “plataforma moderna” para colocação dos estendais de seca do peixe.

A plataforma vai ser criada no âmbito do Museu do Peixe Seco que a autarquia da Nazaré está a desenvolver, com base num projeto apresentado a 27 de setembro.

O projeto prevê que a plataforma seja “elevada à altura da marginal para facilitar a comunicação entre peixeiras e público”, mas para a ADN trata-se de “uma intervenção ‘para turista ver’, que rompe com o objetivo de preservar as tradições, que a Câmara Municipal da Nazaré supostamente defende”.

A imagem dos estendais de peixe seco no areal da praia da Nazaré está, assim, “em riscos de desaparecer”, teme a associação, para a qual a criação de “um passadiço de madeira em redor dos estendais, levando os visitantes ao areal e não o inverso, seria uma solução mais simples e económica”.

A ADN ressalva que está de acordo “com a melhoria das condições de trabalho das vendedoras e de higiene do local” e que “muito há a fazer na dignificação da atividade, na melhoria do seu conhecimento, no consumo de peixe seco pela comunidade local ou mesmo na inclusão do produto na ementa dos restaurantes locais, na atração de novos vendedores que deem continuidade a esta tradição”.

Porém, teme-se “que se faça o mais fácil e o pior – a descaracterização do local e da atividade” – e que, com “a pressa da obra feita para turista e eleitor, se cometa um grave erro sobre a identidade e a cultura da Nazaré”.

O projeto do Museu do Peixe Seco foi anunciado pela Câmara como um projeto destinado a “ valorizar uma tradição secular” da vila, onde, entre outubro e dezembro, estão ser efetuadas obras no Centro Cultural para o efeito.

O equipamento vai ter zona de exposição do peixe, zona museológica para dar a conhecer o passado associado a esta tradição e ainda um espaço para as peixeiras prepararem o peixe para a secagem.

O projeto, orçado em 130 mil euros e que deverá estar concluído em janeiro de 2017, contempla ainda a requalificação do estendal onde as peixeiras deixam o peixe a secar, um processo que vai continuar a ser feito junto à praia.

Na Nazaré, a tradição de secar o peixe é muito antiga e surgiu da necessidade de aproveitar o peixe em excesso, conservando-o com sal para quando escasseava.

Em conjunto com a Escola Superior de Turismo de Tecnologia do Mar do Peniche, o município tem também em curso o processo de certificação do peixe seco.

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