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Contrato de concessão do hotel do Mosteiro de Alcobaça

Paulo Alexandre

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O contrato de concessão do Claustro do Rachadouro do Mosteiro de Alcobaça por parte da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) ao Grupo Visabeira para o funcionamento do hotel do Mosteiro de Alcobaça terá a duração de 50 anos. O acordo foi assinado no passado dia 7.

“Esta é a consagração de um momento verdadeiramente histórico. O futuro hotel no Mosteiro de Alcobaça afirma uma mudança de paradigma no turismo em Portugal, no qual o património histórico é requalificado, valorizado e posto ao serviço da comunidade.

O Mosteiro de Alcobaça sempre foi uma âncora do desenvolvimento desta região e este empreendimento que aqui se contratualiza irá permitir que o monumento continue a ser essa âncora”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio.

A cerimónia contou com a presença de várias entidades entre as quais o Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, o Presidente do Conselho de Administração da Visabeira, Fernando Nunes, a Diretora-Geral da DGCP Paula Silva e o Arquiteto Souto de Moura, autor do projeto arquitetónico do hotel que foi apresentado após a assinatura do contrato.

O contrato de concessão terá a duração de 50 anos. O Hotel do Mosteiro de Alcobaça representa um investimento de 15 milhões e será uma unidade de 5 estrelas com 3 pisos, 81 quartos e 9 suites, uma ampla zona de serviço, spa, ginásio e espaços para organização de eventos e congressos. “A execução deste projeto implica apenas a mudança de seis portas em todo o Mosteiro de Alcobaça. Não será demolida nenhuma parede mestra, pelo que vamos conseguir criar as melhores condições de alojamento sem afetar o património”, garantiu Souto de Moura. O arquiteto pediu à câmara que sejam demolidos edifícios devolutos localizados junto à futura entrada do hotel, para permitir “o alargamento de acessos e a criação de estacionamento”.

“O Mosteiro de Alcobaça pode e deve ser entendido como um polo gerador de riqueza e de emprego que está ao serviço da comunidade. O futuro hotel traz novos desafios à cidade mas a mudança que vai ter de acontecer é uma mudança positiva, que beneficiará as gerações vindouras. A Câmara de Alcobaça está, desde o início de todo este processo, altamente empenhada em resolver todas as questões urbanísticas na envolvente do hotel e continuará o seu trabalho até que todos os obstáculos sejam ultrapassados”, afirmou Paulo Inácio.

A requalificação do Jardim do Obelisco no sentido da sua fruição pública é também uma reivindicação que o Presidente da Câmara de Alcobaça tem efetuado junto da DGPC. A concretizar-se esta pretensão, o Jardim do Obelisco será um elo de ligação entre o Hotel do Mosteiro e o futuro Parque Verde de Alcobaça, constituindo, no coração da cidade, uma ampla zona verde fortemente vocacionada para o lazer e para o turismo.

Para o Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, “o património não deve ser preservado como sendo natureza morta. Deve ser vivido e experienciado. Há muito para fazer e muito para ganhar. A cultura tem um valor económico que é muitas vezes injustamente desvalorizado. Nesse sentido, tem sido o poder local um dos principais promotores culturais no contexto nacional. Deixo uma palavra de apreço à Câmara de Alcobaça, na pessoa do seu presidente, pelo seu empenho extraordinário em todo este processo que irá reforçar o orgulho local e nacional pelo nosso património. Parafraseando a célebre canção: quem passa por Alcobaça, não passa sem cá ficar”.

José Luis Nogueira, administrador do Grupo Visabeira, anunciou que a obra de construção do hotel deverá “começar no início de 2017”, admitindo a possibilidade de encurtar o prazo previsto de três anos para a construção e inaugurar a unidade já em 2019.

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