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Casa do Adro cria hábitos culturais regulares

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A Casa do Adro – Associação Cultural é uma associação cultural criada na Nazaré, em fevereiro de 2015, que assume como missão a divulgação da obra artística de Manuel Coelho da Silva, cujos trabalhos encerram um valor patrimonial de interesse etnográfico, enquanto registos da vida quotidiana das gentes da Nazaré que, hoje, são documentos de um passado não muito longínquo. A criação, dinamização, divulgação e defesa de bens e valores culturais, efetuados, promovidos ou apoiados pelos sócios, principalmente são também os objetivos desta entidade.

RN-Quando e como surgiu a necessidade de criar a Associação Casa do Adro?

A Casa do Adro surgiu em Fevereiro de 2015 como consequência da criação de um espaço de exposição permanente do espólio do trabalho de pintura de Manuel Coelho da Silva, artista amador que se radicou na Nazaré, como ourives, desde muito novo e dedicou toda a sua vida a desenhar, pintar e modelar em barro, cenas do quotidiano da Nazaré.

RN-Quais são os objectivos da Associação?

São prioritariamente desenvolver actividades culturais a partir do espólio de Manuel Coelho da Silva e deste modo dar um contributo para a dinamização cultural da Nazaré, em especial da Pederneira.

RN-Quantas pessoas fazem parte da Associação da Casa Ardo? Quem são?

Sendo uma associação de raiz familiar, com um curto tempo de existência, tem ainda um número reduzido de sócios, mas todos os interessados em participar e que se revejam nos nossos objectivos, podem se inscrever como sócios. É uma casa aberta a todos.

RN-Como gostaria que as pessoas vissem a vossa Associação?

Como uma Associação de pessoas empenhadas em relevar a sua herança patrimonial e cultural de origem nazarena, interessada em divulgar a memória do património etnográfico da nazaré e proporcionar à população a fruição de eventos de cariz cultural.

RN-Até à data quais foram os principais eventos que realizaram?

Paralelamente à exposição permanente, que é de entrada gratuita e está patente na sede da associação, em frente à Igreja Matriz, a associação procura dinamizar diversos tipos de actividades e sempre numa lógica de cooperação com outras entidades do concelho, sejam públicas ou privadas.

Possivelmente o evento que até ao momento tenha tido mais visibilidade é o Mercadinho no Pelourinho, cujo objectivo é dinamizar a Praça Bastião Fernandes como espaço de encontro, lazer e convívio, através de uma feira de artesanato, momentos musicais, karaoke e jogos tradicionais. A cada edição constatamos que a população tem aderido cada vez mais e acreditamos que estes convívios são importantes para revitalizar a Pederneira.

Até ao momento, também organizámos concertos de música tradicional e aulas de danças tradicionais europeias.

RN-Além dos espectáculos, a Associação também tem realizado formações artísticas. Que áreas da formação para as artes têm abrangido essas acções?

Foram abertas inscrições para oficinas de Teatro, Música e Pintura. É nossa intenção consolidar e ampliar esta oferta no próximo ano lectivo. Em Setembro reabriremos as inscrições, tanto para aulas regulares, como para formação pontual (workshops, masterclass).

RN-Qual é plano de formações que vão realizar nos próximos tempo?

Temos em curso uma oferta de Estágio para um aluno do Curso profissional de Multimédia, da Escola D. Inês de castro de Alcobaça, que se vai prolongar para o próximo ano.

Continuam abertas as hipóteses de realização das oficinas já referidas e, também está em vigor o protocolo estabelecido com o Agrupamento de Escolas para realização de visitas de estudo à exposição permanente da casa do Adro, com oferta de actividades de expressão plástica com os alunos a partir dos trabalhos observados.

RN-Quem tem participado nas formações?

Tanto nas formações, como nos espectáculos que organizámos, essencialmente vem público de fora do concelho. Por vezes, até de fora do distrito, consoante o artista.

RN-Quem pode participar nessas formações?

Procuramos ser um colectivo abrangente e que envolva o máximo de pessoas, por isso, por norma, não fazemos restrições à participação nas nossas actividades.

RN-Como têm divulgado as actividades da Associação?

Como somos uma associação sem fins lucrativos e com poucos recursos, a nossa comunicação é feita essencialmente através da internet e da comunicação social regional. Através da nossa página no facebook vamos recebendo feedback às nossas actividades e é uma ferramenta muito útil para as pessoas ficarem a par do que estamos a fazer e de nos enviarem as suas sugestões. Pontualmente também fazemos cartazes, que procuramos afixar em todo o concelho.

RN-Qual é o critério de escolha dos formadores?

Em primeiro lugar, o conhecimento que têm da sua área artística. Depois, a disponibilidade e facilidade de deslocação à Pederneira, caso não encontremos formador na Nazaré.

RN-Onde decorrem as vossas actividades?

Seguindo a lógica de cooperação, referida anteriormente, habitualmente trabalhamos em parceria com a Associação Recreativa Pederneirense (ARP), que cede o espaço da sua sede social: a Antiga Casa da Câmara. É um espaço priveligiado na Pederneira que permite acolher diversos tipos de actividades, como temos feito, desde exposições temáticas até concertos musicais, passando por aulas de dança e de teatro. Neste sentido, a ARP tem sido uma parceira providencial.

RN-O vosso trabalho centra-se no concelho da Nazaré ou poderá estender-se a outros concelhos da Região?

A nossa intenção é alargar o âmbito da oferta à região envolvente do Concelho, até como forma de contribuir para atrair gente à Nazaré e, sobretudo, dinamizar turística e socialmente a Pederneira.

RN-A vossa associação nasceu e tem a sede na Pederneira. Foi por acaso ou também foi pensada para promover a divulgação da povoação que já deu nome ao concelho?

A sua localização na Pederneira foi intencional, uma vez que Manuel Coelho da Silva constituiu família e morou sempre nesta zona histórica da Nazaré. Os promotores desta Associação têm, portanto, raízes bem antigas na Pederneira.

RN-Que organizações os têm apoiado e de que forma neste cerca de primeiro ano de vida?

Para nós, só faz sentido trabalhar em cooperação e, neste sentido, temos tido o apoio logístico, bens ou serviços, por parte de diversas entidades públicas e privadas, nomeadamente: Câmara Municipal da Nazaré, Associação Recreativa Pederneirense, Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, Rádio Nazaré, Grupo Miramar, Casas do Quico, Restaurante Pangeia, Conceito e Publicidade e todos os estabelecimentos da Pederneira na divulgação dos cartazes.

RN-Como tem sido a adesão da população aos vossos eventos?

A adesão da população tem sido ainda um pouco tímida, diríamos, talvez devido à inexistência deste tipo de actividades e formas de dinamização cultural durante um período longo de tempo na Pederneira.

Temos tido adesão de pessoas de fora, que se deslocam propositadamente para assistirem e participarem nas nossas actividades.

RN-Qual é a maior ambição da Associação?

Conseguir semear hábitos culturais e estimular criações artísticas na Nazaré. Para isso, acreditamos ser fundamental a educação de públicos, nomeadamente com as escolas e as gerações mais novas.

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