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Violência contra empresários leva Câmara a solicitar reforço da vigilância

Paulo Alexandre

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Câmara pede mais polícias na rua e vigilância apertada para esbater o clima de conflito existente entre alcobacenses e a comunidade de etnia cigana

A Câmara de Alcobaça pediu o reforço do policiamento na cidade para garantir maior segurança aos cidadãos que habitam e trabalham na cidade.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Inácio, reuniu com o comandante da PSP de Alcobaça, dando conhecimento disso ao Comando Distrital de Leiria da PSP e à Ministra da Administração Interna, para pedir “mais presença das autoridades na cidade e estancar o alarme social”, tendo defendido, nesse encontro, que “a segurança pública não pode estar em causa”.

À Policia foram apresentados relatos de vários comerciantes da cidade e o caso de violência sobre dois empresários para se reforçar o pedido de “necessidade de ordem pública”, apelando a que as autoridades “cumpram o seu papel”.

“Eu exigi uma maior ação policial”, disse Paulo Inácio, acrescentando que tem indicações que o reforço da vigilância deverá acontecer, pois “não é aceitável que haja um sentimento de insegurança causado por elementos de etnia cigana ou outros”.

O caso de consumos em estabelecimentos comerciais que não são pagos por parte de elementos de etnia cigana foi um entre vários casos apresentados pelo Presidente do Município à Polícia, transmitindo-lhe as preocupações dos comerciantes.

Pela cidade, vão surgindo graffitis com frases de revolta contra as minorias. E há, entre a população, o sentimento generalizado de insegurança face a esta comunidade, que se tem vindo a instalar por vários prédios espalhados pelo centro histórico.

Isabel Fonseca, presidente da União de Freguesias Alcobaça-Vestiaria, defende a “responsabilidade partilhada” para ultrapassar o clima de tensão entre a comunidade minoritária e os alcobacenses.

“Estas questões são sempre perigosas. Nos últimos dias, os acontecimentos agravaram-se entre as duas comunidades. O respeito entre ambas é fundamental”, defende a autarca, que gostaria de ver a figura do “mediador” presente em Alcobaça, à semelhança do que acontece em outros concelhos, e com sucesso.

“Propusemos ao senhor Presidente o mediador, um cigano com formação, que medeia os conflitos entre as duas comunidades e sugere regras adequadas à convivência de ambas”, explica Isabel Fonseca, que se mostra bastante “preocupada” com o extremar de posições, afirmando que, depois do episódio de forte violência contra dois empresários (dois barbeiros recusaram atender um elemento de etnia cigana e acabaram por ser violentamente atacados, tendo ambos necessitado de receber tratamento hospitalar) o “caso terá que ser tratado de forma mais incisiva”.

O vereador do PS, José Canha, defende, por seu turno, “o respeito entre ambas as comunidades” para ultrapassar o problema.

O socialista considera que a “responsabilidade (pela mudança) está nas mãos da comunidade de etnia cigana” relativamente à forma como se estão a comportar na sociedade alcobacense, apelando ao “sentido de responsabilidade da comunidade minoritária”, que foi recebida de “braços abertos pelos alcobacenses, há vários anos”.

José Canha teme que casos de barbárie com minorias étnicas, registados pelo mundo, se possam repetir em meios mais pequenos, como Alcobaça.

“Eu não gostaria de assistir a casos como os que se passaram no Iémen, Tunísia, França, e Alemanha, etc. Isto é uma responsabilidade acrescida das minorias que estão nesses países”, diz o socialista que alerta a comunidade cigana local a “estar atenta ao que se passa na Europa”.

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