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Maior exposição de sempre da artista Cristina Rodrigues no Mosteiro de Alcobaça

Paulo Alexandre

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É a maior exposição de sempre de Cristina Rodrigues. Intitulada “O Céu Desce à Terra”, a mostra, que abriu portas no passado sábado e integra as comemorações dos 25 anos do mosteiro como Património da Humanidade, é composta por oito instalações de arte contemporânea, de grande escala, três das quais são obras inéditas.

A exposição, que foi preparada durante dois anos, ocupa vários espaços do mosteiro, desde o dormitório dos monges, à cozinha e, até à igreja.

É o caso de “Os Amantes”, centenas de corações de porcelana, desenhados pela artista e fabricados numa cerâmica do concelho para serem vistos na cozinha do mosteiro.

A peça conta a “história do mais famoso par romântico português” – Pedro e Inês -, mostrando como “são carnívoras as relações humanas”, mas também como se encontra “beleza na adversidade” disse a autora.

O retrato da sociedade portuguesa contemporânea faz-se, nesta exposição, com “Deserto”, uma instalação de 22 cadeiras da coleção particular da artista, decoradas com têxteis.

“Cada cadeira tem o nome de uma mulher e retrata uma geração perdida no tempo, a quem tem sido sucessivamente negada a possibilidade de construir a geração seguinte”, explicou.

“As Vinhas da Ira”, uma escultura que mostra “as gerações de jovens portugueses que se veem obrigados a emigrar para outros países”, é outra das instalações criadas para esta exposição.

A par estão obras já expostas em vários países do mundo, como “A Capela”, “A Rainha”, “Enlightnment” e “A Manta”, na versão “ouro e prata” (produzida em parceria com mulheres de Idanha-a-Nova) e na versão “Amarantina” (feita em colaboração com tecedeiras da aldeia de Fridão, em Amarante).

A manta de adufes, que, no ano passado, levou a cultura portuguesa à catedral de Manchester, em Inglaterra, onde a autora reside e trabalha em temporadas alternadas, com permanências em Idanha-a–Nova (onde tem também um atelier), adotará, em Alcobaça, as cores da cidade, adornada com “10 mil flores em azul-cobalto e branco, feitas em papel de seda”.

Já a manta Amarantina contribuiu para a “recuperação de 200 teares que estavam inativos” e envolveu 26 tecedeiras de Fridão, que recuperaram a tradição.

“Enlightnment”, um conjunto gigantesco de lustres, seis dos quais instalados no refeitório dos monges, mostram, por seu lado, “o trabalho de serralheiros artesãos, retomando uma prática quase extinta”, sublinha a artista, que envolveu na produção da exposição “duas fábricas e mais de 100 pessoas”.

Assumindo-se “politicamente interventiva” através da sua obra, Cristina Rodrigues não esconde “o orgulho de contribuir, do ponto de vista social”, para o reconhecimento interno e externo do país cuja cultura já expôs em países como Reino Unido, Alemanha, Espanha e República Checa, entre outros.

A preparar novos projetos para expor na Índia e em Sevilha, Espanha, a artista assume que, por cá, depois de, no final de 2013, ter exposto no Mosteiro dos Jerónimos “O Meu País Através dos Teus Olhos”, encontra no Mosteiro de Alcobaça o “espaço de sonho” para mais uma exposição que poderá ser visitada até 31 de agosto.

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