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Empresas de Alcobaça na Fruit Logistica em Berlim

Paulo Alexandre

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Empresa de Alcobaça fecha negócio de 100 mil euros para exportar pera rocha para a Índia.

As empresas Cooperfrutas de Alcobaça, a Narc Frutas de Alfeizerão com o apoio do Grupo Crédito Agrícola e a Frubaça em parceria com a Associação Portugal Fresh, participaram na “Fruit Logística”, a maior feira de comércio do mundo para o setor hortofrutícola, que se realizou em Berlim, entre 4 e 6 de Fevereiro.

“É a feira mais importante deste setor da Europa. Este ano, Portugal foi o País Parceiro Oficial do evento, o que dá às frutas e legumes portugueses, em particular às que são produzidas pelas três empresas de Alcobaça que ali estiveram presentes grande relevância”, disse José Canha, representante da Portugal Fresh.

Portugal está, pela primeira vez, a colocar os seus produtos na Alemanha de forma organizada. “É um evento que acontece depois de um trabalho coletivo entre as empresas, que tem dado relevo aos produtos locais e que, no ano passado, no âmbito da cooperação com o LIDL se traduziu na exportação de 2 mil toneladas de peras para a Alemanha”.

As intenções de negócios ultrapassaram os 100 milhões de euros, de clientes de países não só da Europa (Reino Unido, Noruega, Suécia, Áustria, França, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Noruega, Polónia, Irlanda, leste europeu), mas também do Brasil, Colômbia, Perú, Chipre, África do Sul, Argélia, Marrocos, Senegal, China, Rússia, Dubai, Irão, Índia, Bangladesh, Israel, Egipto d África do Sul.

“É a rampa de lançamento para o caminho que estamos a delinear para atingir, em 2020, os dois mil milhões de euros de exportações”, afirmou Manuel Évora, presidente da Portugal Fresh (Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores), no fim do certame, na capital alemã.

Portugal alcançou, segundo o dirigente, uma elevada notoriedade, não só com ações de promoção antes e durante a feira, mas também com contactos junto das empresas, no certame.

“O país que mais procurou as empresas portuguesas neste certame foi a Alemanha e isso é espetacular. Tínhamos uma exportação de 3% para o país, com cerca de 20 milhões faturados, e podemos vir a triplicar”, disse.

A procura “surpreendente” por países como o Perú, onde os produtos portugueses não conseguem ainda chegar por barreiras fitossanitárias existentes, leva o setor a fazer “pressão” junto do Governo, para que, em termos diplomáticos, possam ser ultrapassadas.

A abertura de novos mercados é considerada uma necessidade, numa altura em que oito mil toneladas de frutas e legumes deixaram de ser exportadas para a Rússia, devido ao embargo aos produtos da União Europeia.

É o caso de uma empresa de Alcobaça, que fechou um negócio de 100 mil euros para exportar, em três meses, mil toneladas de pera rocha para a Índia, tornando-se o primeiro produtor a comercializar a fruta portuguesa em quantidade naquele país.

“Foi um negócio que não foi realizado à custa da participação na feira, mas foi concretizado na feira com clientes que convidámos a vieram visitar-nos. O desenlace das negociações foi muito positivo e, se tudo correr bem, daqui a cerca de nove meses, a pera rocha será consumida em quantidade considerável na Índia”, afirmou à agência Lusa o diretor Bernardo Petters, cuja empresa fatura 3,5 milhões de euros por ano.

Igualmente satisfeito com a primeira participação na maior feira do mundo do setor, Ricardo Lopes, de uma empresa de produção de cogumelos e frutos silvestres da Maia, espera concretizar mais meio milhão de euros em exportações, o equivalente ao volume total de negócios que estima para este ano.

“As perspetivas de negócio projetam já um aumento significativo de produção, podendo duplicar o volume de negócios para 2016, ultrapassando meio milhão de euros”, afirmou.

A maior empresa de capitais nacionais de produção de frutos vermelhos, oriunda de Guimarães, esteve este ano pela primeira vez no certame e foi “chegar e vencer” para escoar a produção de 500 toneladas.

“O nosso objetivo de que 30% da nossa produção para 2015 fosse para novos mercados foi atingido. São cerca de 150 toneladas”, afirmou a administradora Fernanda Machado, acrescentando que os “contratos alinhavados estão praticamente fechados”.

O fator diferenciador dos produtos portugueses, no que ao sabor, qualidade, calibre e cor diz respeito, permitem à empresa posicionar-se bem nos mercados externos e ambicionar atingir as 2500 toneladas nos próximos quatro anos.

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